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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

27
Jun17

Será o fim do Sr. Solitário?

Sr. Solitário

Não encontro inspiração para escrever. Sento-me todos os dias em frente do computador e, por mais que faça um esforço para me concentrar, a verdade é que não sai nada de coerente, nada que faça sentido para ser publicado.

Não entendo o que aconteceu, talvez me tenha chateado a sério com esta personagem que criei virtualmente e que dela me tenha fartado ao ponto de desistir, abandona-lo à sua sorte como tenho feito nestes últimos dias.

 

Pergunto-me se este será mesmo o fim do Sr. Solitário ou se será apenas uma má fase, daquelas em que estamos em negação e nada disto nos faz sentido, e que depois tudo voltará ao estado dito "normal".

Por enquanto, permitam-me continuar com esta zanga que perdura, sem motivo aparente, apenas porque sim. Chamem-me orgulhoso se quiserem!

Não encontro inspiração.

 

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19
Jun17

Coitada! Ela não tem culpa de nada

Sr. Solitário

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Tentei por diversas vezes escrever um texto que mostrasse o quanto lamento a tragédia que colocou Portugal em luto. Não consigo. A verdade é que não há palavras que descrevam os sentimentos, principalmente os mais negros e pesados, não vale a pena forçar porque elas não vão sair.

Uma imagem vale mais que mil palavras. Acredito muito nesta tão singela frase e, na minha opinião, esta que aqui partilho com todos vocês mostra, de uma forma simples e clara, aquilo que pretendo transmitir.

 

Ela não tem culpa de nada!

06
Jun17

O Pavilhão Púrpura - José Rodrigues dos Santos

Sr. Solitário

Este é o segundo volume da trilogia "As Flores de Lótus". A história continua com as mesmas personagens oriundas de 4 países diferentes: Portugal, Japão, China e Rússia. Tal como o primeiro, este é um livro para ler com moderação, daí a ter demorado mais tempo a acabar a sua leitura.

É um livro pesado, tanto a nível físico como a nível emocional, sempre cheio de detalhes históricos que me interessaram bastante. Contudo, um pouco enfadonho na parte política, mas isso já depende do gosto literário de cada um.

 

O terceiro livro que encerra esta trilogia, O Reino do Meio, está previsto ser publicado em outubro.

 

Boas leituras.

 

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29
Mai17

Escondo-me em palavras

Sr. Solitário

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O mundo agita-se lá fora. Há sempre um burburinho no ar, abafado pelas janelas, que corta o pesado silêncio que as paredes enrugadas da minha casa carregam. Todas elas são testemunhas da minha solidão, são elas que amparam os meus golpes de desespero, são elas que calam o meu choro. Se fossem notificadas por um qualquer tribunal dos sentimentos, onde eu me sentava na cadeira do réu, estas paredes eram a prova mais fidedigna da minha culpa.

 

Sento-me no sofá da sala com um livro nas mãos, abro-o e sou invadido pelo conforto das palavras, elas abraçam-me o corpo esguio, levantam-me e levam-me para onde elas querem ir. E eu deixo-me levar.

Conheço várias pessoas, variadas personagens que as palavras do livro me apresentam, e sinto que a minha solidão se desvanece aos poucos, transformando-se num sentimento quase inexistente. Vivo tantas aventuras, presencio tantos momentos, que de tão singelos que são me trazem de novo à vida, àquela vida que eu quero viver.

Porém, as palavras começam a dançar num ritmo que não compreendo perante os meus olhos já de si cansados, tenho que parar e fechar o livro, voltar para a minha clausura.

 

Reparo que o mundo lá fora não parou enquanto estive ausente, o burburinho continua, eu é que não o acompanhei. Não me importo - penso com um encolher de ombros - prefiro mil vezes a vida que se passa nos livros do que viver a minha própria vida.

Fecho as cortinas, entregando a casa mais uma vez à escuridão, e nela permaneço até que tenha vontade de ler novamente.

 

 

26
Mai17

Passadiços do Paiva

Sr. Solitário

Ontem à tarde fui até aos Passadiços do Paiva pela primeira vez. O tempo estava mais ameno, pelo que foi mais fácil galgar os 8km de pleno esplendor, sempre em contacto com a natureza.

Não consigo transmitir em palavras tudo aquilo que vivi durante duas horas e meia. Então, vou deixar as palavras de lado, e passo às fotografias que tirei que espero que sejam tão bonitas quanto àquilo que o meu olhar albergou. Não são muitas, aliás todas as fotografias que reuni nunca serão suficientes para mostrar a beleza de tamanho local.

Recomendo vivamente a visita.

 

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22
Mai17

Sede de amor

Sr. Solitário

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Vivemos numa sociedade sedenta de amor. Corpos desidratados, ressequidos  e mirrados, procuram desesperadamente uma gota de afeto num mar salgado de amargura e angústia. Como são tolos aqueles que tentam enganar a própria mente, comprando a felicidade a preço de saldo, reconfortando o coração com migalhas de momentos fugazes. O amor deixou de ser um sentimento simples, agora é uma joia rara de difícil acesso, e qualquer imitação, uma reles bijuteria, é perfeitamente aceitável.

 

Como eu gostaria de oferecer milhares e milhares de frascos como este a todos os que comigo se cruzam, apregoando um produto milagroso, para consumir com moderação! Bastava retirar delicadamente a rolha de cortiça e sentir a doce fragrância do amor, aquela que preenche as lacunas da nossa alma, que nos arranca sorrisos e suspiros de satisfação.

Contudo, tudo isto não passa de mais uma ilusão. O amor, essa joia invulgar finamente trabalhada, não se vende e não se oferece, apenas se sente. Qualquer semelhança com outro sentimento é apenas mais uma falsificação.

 

18
Mai17

Um novo ciclo

Sr. Solitário

Sou apologista da citação que nos diz que nada acontece por acaso na nossa vida. Acredito no destino, por mais voltas que tentemos dar, por muito que nos percamos nos atalhos, no fim acabamos sempre por voltar ao caminho que ele nos traçou, é inevitável.

A vida prega-nos rasteiras, é certo e sabido, em consequência disso muitas vezes caímos desamparados no chão, pedimos ajuda para nos levantar mas nenhuma mão se estende na nossa direção. Sentimo-nos perdidos, injustiçados, amargurados.

 

Também eu, tal como todos vocês, já passei por diversas situações que me abalaram e empurraram para um buraco negro do qual não se vê uma única luz. Então eu penso: já que bati no fundo, agora não me resta outra alternativa senão erguer-me, subindo degrau a degrau as escadas da minha vida, que me levarão de volta ao caminho de onde caí.

Para trás vou deixando alguma da bagagem que carrego: aqueles tecidos de memória mais pesados, aquele colar de pérolas negras que sufoca as angústias, os sapatos velhos que apertam as emoções, as recordações que me causam sofrimento.

 

Com uma mala mais leve e com uma alma mais limpa, subo os degraus mais rapidamente em direção ao meu objetivo: ser feliz! Quando chego de novo ao caminho, trago comigo um escudo de aço protetor, bem reluzente, é ele que me defenderá de novas ameaças. E, então, mais forte sigo o percurso que o meu destino traçou, com um sorriso num rosto vitorioso.

É um novo ciclo que começa e eu quero vivê-lo intensamente.

 

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16
Mai17

31

Sr. Solitário

Ouço uma melodia ritmada que me contagia com os seus acordes. Tamborilo os dedos no braço da minha poltrona aveludada, sentindo o peso da coroa na minha cabeça que me obriga a uma postura direita e o roçagar do manto que me adorna o corpo esguio.

Todos cantam e dançam, riem e divertem-se no salão extremamente polido do meu castelo, num baile consagrado em minha honra.

 

Os meus pais segredam-me para convidar uma jovem moça para dançar, já está mais que na hora de casar e constituir família, mas não tenho a mínima vontade de o fazer.

A minha vontade era de dançar com um jovem rapaz, de me rir e de me divertir com ele, mas o protocolo não o permite. Apenas contemplo-o com o olhar, a forma como toca o piano com os seus dedos ágeis e precisos, ao mesmo ritmo que os violinistas.

 

Estou a sonhar, tenho plena consciência disso, mas quero prolongar este sonho o mais que conseguir. Pois hoje é o dia do meu aniversário, posso sonhar nem que seja só por hoje.

 

Fazer 31 anos, é mesmo literalmente um 31!

 

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11
Mai17

Fátima

Sr. Solitário

"Foi aqui, nos braços desta azinheira, que a Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três pastorinhos" - disse-me a minha mãe defronte de uma grande árvore que dançava ao sabor de uma leve brisa, ladeada por gradeamento.

Estávamos em Fátima, tinha eu os meus 10 anos, mais ou menos, e contemplava aquela azinheira embasbacado, deixando a imaginação colocar imagens na minha cabeça de como aconteceu o grande milagre, há muitos anos atrás.

 

A viagem tinha sido muito demorada. Saímos cedo de casa, ainda a noite era cerrada, e lembro-me que a minha impaciência tornou-me numa criança irritada, farto de estar sentado durante horas no assento traseiro de um automóvel.

Quando chegamos, observei todo o recinto com um olhar curioso, totalmente siderado pela magnificência daquele local. Imensas pessoas dispersavam-se, tirando fotos, passeando e rindo, algumas com velas acesas, outras de joelhos com terços nas mãos a entoar as suas orações enquanto cumpriam as suas promessas.

 

Fazia um calor abrasador nesse dia! A minha mãe também tinha uma promessa por cumprir, fê-la desesperada aquando de uma doença que poderia matar-me; dar duas voltas de joelhos na Capelinha das Aparições, de mão dada comigo.

Senti-me importante nesse dia, como um protagonista de um filme emocionante, de mão dada com a minha mãe que cumpria a sua promessa penosamente, um milagre que Nossa Senhora me concedeu e me salvou.

 

No fim, também eu rezei defronte da Capelinha das Aparições. Pedi a Nossa Senhora que me concedesse a graça de ter uma vida melhor, pedi que acabasse a guerra no mundo e que matasse a fome às crianças de África.

Quando nos preparávamos para partir de regresso a casa, olhei mais uma vez para a azinheira, disse-lhe adeus baixinho e prometi que regressaria um dia. E regressei.

 

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