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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

14
Set17

Tudo por... um livro!

Sr. Solitário

Andei à caça do livro da Julia Navarro, literalmente, e vou explicar como. Preparados? É melhor irem buscar pipocas porque o relato que se segue é um autêntico filme de aventura e ação, que poderia bem ser chamado de: "À procura do livro perdido", ou então "A obsessão por um livro"... ou até se quiserem dar um pouco de suspense à coisa: "Eu sei o que fizeste a semana passada".

A biblioteca onde frequentemente vou buscar os meus livros, tem um exemplar da obra "Diz-me quem sou" da Julia Navarro, do qual só ouço falar bem. Ora tal curiosidade fez com que eu quisesse requisita-lo mas, para mal dos meus pecados, o mesmo encontrava-se emprestado.

 

Decidi esperar, eu que até nem sou uma pessoa muito paciente, pois não tinha outro remédio. O que é certo é que esperei durante um ano. Há um ano que este livro está emprestado e ainda não o devolveram! Realmente existem pessoas que não têm o mínimo de respeito por ninguém.

Pensei em tentar subornar a funcionária da biblioteca para que esta me dissesse a morada do leitor que detinha o livro, e assim fazer uma verdadeira caça ao homem, mas deduzi que tal atitude poderia trazer-me consequência graves e acabei por desistir. Desistir daquele livro, não de outros exemplares que pudesse encontrar, claro.

 

Liguei para todas as bibliotecas que conheço a perguntar se tinham o livro X, quase todas me disseram que não, excetuando uma, a última para a qual liguei. A conversa foi mais ou menos a seguinte:

 

«- Biblioteca Ferreira de Castro, bom dia.

- Bom dia. Estou a ligar para saber se têm disponível um livro que ando à procura...

- Diga-me qual é livro, por favor.

- Diz-me quem sou.

- Desculpe??

- O livro chama-se: Diz-me quem sou, da Julia Navarro.

- Só um momento... Ah, não não temos esse livro, temos outros da mesma escritora.

(Ora bolas!)

- Ah que pena. Andava mesmo à procura dele... Bem, paciência!

- Ah espere! Afinal temos esse livro sim!

(Estão a ver o Michael Jackson a dançar? A minha reação foi parecida).

- Ah que bom! Então hoje à tarde eu passo aí para ir busca-lo.

- Atenção que só podem requisitar livros da nossa biblioteca os cidadãos que residem no concelho de Oliveira de Azeméis ou então se trabalharem no mesmo concelho.

(O quê??!!)

- Não existe outra forma de contornar essa situação?

- Não. Lamento.»

 

Voltei à estaca zero. Não estava destinado a ter aquele livro nos próximos tempos, pensei. Resignei-me.

Contudo, entretanto, lembrei-me de um pormenor que fazia toda a diferença: a minha irmã trabalha no concelho de Oliveira de Azeméis! E se eu...

Peguei no carro e decidi ir busca-la ao trabalho, ela saía dali a 20 minutos. Mandei-lhe uma mensagem:

 

Vou buscar-te ao trabalho para irmos a um sítio. Até já querida irmã.

 

Reparem no final da mensagem, só utilizo o "querida irmã" quando me convém!

Cheguei ao local onde a minha irmã trabalha, saltei para o banco do passageiro pois não gosto muito de conduzir, e esperei uns intermináveis 5 minutos, até ela aparecer.

- Vamos à biblioteca de Oliveira de Azeméis buscar um livro - informei-a.

A minha irmã olhou para mim com cara de caso, como se eu tivesse batido com a cabeça em algum sítio ou, na pior das hipóteses, tivesse comido aqueles cereais fora do prazo que ainda estão no fundo do armário e que ninguém quer deitar fora.

- Despacha-te que a biblioteca fecha daqui a meia hora!

 

Consegui. Já o tenho há uma semana e estou a adorar! Prometo dar mais pormenores em breve.

 

30
Ago17

Clientes habituais

Sr. Solitário

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo. Devido ao seu efeito estimulante, por possuir cafeína, há quem o beba para despertar, aliviar dores de cabeça e também porque se tornou num hábito o seu consumo. Estima-se que 80% dos portugueses não dispensam o seu cafezinho.

Trabalhando na área da restauração já perdi a conta a quantos cafés já tirei ao longo dos tempos em que exerço a profissão. Já conheço todos os seus segredos e todas as preferências dos meus clientes habituais.

 

Mal avisto a senhora Conceição vou logo tirar o seu café, já sei como ela o prefere: quentinho e cheio. "Bem apertadinho" - diz-me ela enquanto procura as moedas para me pagar. "É 60 cêntimos não é?" - pergunta-me sempre, não vá a dona ter alterado o preço!

 

O senhor Joaquim gosta dele curto e sem açúcar, por causa da diabetes. "Meteste-lhe um cheirinho?" - pergunta-me confidente. "Sim, coloquei" - respondo-lhe com um sorriso e pisco-lho o olho como quem diz: o nosso segredo está guardado!

A D. Maria gosta do café em chávena escaldada, ao contrário da D. Mercedes que gosta dele em chávena fria. Por vezes, quando o tempo é quente, até me pede um copo com uma pedrinha de gelo.

O senhor Horácio prefere carioca e a sua esposa uma cevadinha.

 

E vocês? Como gostam do vosso café?

 

Nota: Todos os nomes que constam neste texto foram inventados. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

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28
Ago17

D. Teresa - Isabel Stilwell

Sr. Solitário

Ter a oportunidade de ler um romance histórico que recua nove séculos no tempo para mim é um privilégio. Um mundo que só conhecemos bocadinhos, pequenos relatos, que ouvimos nas escolas, vemos em filmes e consultamos em grandiosas obras históricas.

Ao longo das páginas deste romance descobri um mundo completamente diferente, tão rico em tradições boas e más, de um Portugal ainda sem as fronteiras que hoje conhecemos como nossas.

 

D. Teresa, uma filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela, fruto de um caso amoroso com Ximena Moniz, cresceu na corte juntamente com a sua irmã Elvira e sua meia-irmã D. Urraca, com quem veio a ter grandes rivalidades e até guerras de luta pelo poder.

"Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva ao 25 anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha."

 

D. Teresa foi uma mulher que não abriu mão do poder. "Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e conspirações.

Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128".

 

Um romance que recomendo.

Dona-Teresa-Isabel-Stilwell.jpg

 

25
Ago17

O tempo que corre

Sr. Solitário

Eram 20 horas quando o céu começou a tingir-se de tonalidades pastel. Os dias começam a ficar mais curtos, pensei. Vesti um casaco quando saí de casa, o tempo arrefeceu bastante, e todo o cuidado é pouco para evitar uma constipação com estas mudanças súbitas de temperatura.

 

Daqui a nada é natal outra vez - é o pensamento que povoa na minha mente. Ainda me lembro muito bem do natal passado, parece que foi ontem, e daqui a 4 meses é natal outra vez. Como o tempo passa, é impressionante!

 

O tempo corre, veloz como um raio, se darmos por isso. Quase que nem conseguimos acompanha-lo, tão embrenhados que estamos nas nossas vidas, limitamo-nos apenas a cumprir horários pré estabelecidos, os números é que comandam o quotidiano.

Ainda ontem estava a comer as doze passas e daqui a nada já é natal outra vez.

 

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02
Ago17

História de um Canalha - Julia Navarro

Sr. Solitário

Este foi o primeiro livro que li desta autora e devo dizer que fiquei logo fã desde as primeiras páginas. É algo que não sei explicar muito bem, a sua escrita é tão envolvente, tão marcante, que dificilmente conseguimos parar de ler. Há muito que já não lia um livro assim.

 

Esta é a história de um homem completamente sem escrúpulos, desprovido de sentimentos, que não olha a meios para atingir os seus objetivos. É capaz de tudo para conseguir o que quer...

É um romance completamente diferente daquilo a que estamos habituados, em que a personagem principal é sempre uma vítima e que lhe acontece tudo e mais alguma coisa... neste romance os papeis são invertidos e testemunhamos ao longos destas páginas, na primeira pessoa, a vida e os atos de um vilão.

 

Dos melhores romances que já li, sem dúvida nenhuma! Muito bom.

navarro.png

 

19
Jul17

Construí uma ponte...

Sr. Solitário

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Construí uma ponte para ti, a minha ilusão ordenou-me para que o fizesse e eu fi-lo sem pensar nas consequências, tão majestosa e segura de si para que a pudesses percorrer com facilidade até mim, sem curvas e sem obstáculos. Tive o cuidado de a embelezar com todas as minhas qualidades, com os meus sorrisos sinceros, e com uma segurança que nunca senti mas que mascarei facilmente.

 

Construí uma ponte com uma só saída, um acesso direto à porta do meu coração que te receberia de braços abertos, apesar de todas as suas feridas ainda por cicatrizar. Ele pulava de excitação, esperava ansiosamente a tua chegada, não me dava descanso!

 

Construí uma ponte para ti mas tu nunca a percorreste. Ela permanece em silêncio, abandonada, e já dá sinal de se desfazer a qualquer momento, caindo no vazio. O sinal verde ainda pisca de quando em vez, o vermelho ainda não se acendeu, e eu arrependo-me de não colocar um amarelo intermitente.

 

Construí mais uma ponte para juntar à coleção de pontes que fui construindo ao longo da minha vida, já lhes perdi a conta. Um nevoeiro denso cobre-as, algumas teias de aranha enfeitam os alicerces, um vento gélido assobia por entre as ruas.

Cansei-me de construir pontes para quem não as merece percorrer. Agora, quem quiser chegar ao meu coração, terá que escalar uma grande montanha e rezar para que não caia no precipício.

 

 

06
Jul17

Isto choca?

Sr. Solitário

Amanhã estará nas bancas a revista Cristina deste mês. Mas, na sua página oficial do Facebook e no Instagram, a apresentadora e diretora de conteúdos publicou as imagens de três capas diferentes que irão ser apresentadas.

A publicação será dedicada ao amor e, para fazer jus à palavra já de si grandiosa, na minha opinião, as capas são as seguintes:

 

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Como seria de esperar, tais publicações geraram milhares de comentários dos seus seguidores, uns apoiando totalmente a iniciativa, outros nem por isso.

Saber que existem cidadãos que são contra a homossexualidade, não aceitam como se essa fosse uma decisão só sua, já não me interessa minimamente. Felizmente eu estou bem resolvido com a minha vida, e a dos outros não me interessa, não contribui para a minha felicidade.

O que me choca essencialmente são muitos dos comentários que li. Do pior! Em pleno século XXI ler comentários do género:

 

"Paneleiros, metem-me nojo!"

 

"Porcas, deviam era ter vergonha!"

 

"Putas e Paneleiros rio com esses porcos, para mim sao igual apanhar violadores e pedofilos"

 

"As duas chocam... querem a toda a força que isto seja normal????? normal é um homem e uma mulher amarem-se não existe nada mais lindo que o Amor entre um casal, afinal isto são os princípios da vida... eu respeito estas pessoas porque como cidadã tenho que respeitar o próximo mas não me peçam para aceitar isto como uma coisa normal... Desculpem mas para mim isto é uma disfunção hormonal que devem tentar tratar com todo o devido respeito que tenho por estas pessoas!"

 

"Grande nojo. Esta mulherzinha anda a ser mal aconselhada. Que nojeira e falta de vergonha. Será que à revista também já é pornográfica?"

 

" LAMENTÁVEL!!! Numa sociedade normal e civilizada, NÃO PODE HAVER LUGAR PARA ESTES ANORMAIS!! E quem tem a infeliz ideia de publicar esta aberração, só pode merecer o maior repúdio! VERGONHOSO!!"

 

"Deviam casar-se aos molhos de dúzia é meia. Mais fêmeas sobravam para os verdadeiros homens. Abrenuncia... Santanás. Credo!!!"

 

Isto entristece-me imenso! Não como homossexual assumido que sou, mas sim como cidadão português. Tenho vergonha de fazer parte desta sociedade.

Dizem que as mentalidades estão a mudar a cada ano que passa, mas depois disto deixei de acreditar nessas palavras. Sem mais a acrescentar.

 

E a vocês? Estas imagens chocam?

 

03
Jul17

Uma tarde quente de folclore

Sr. Solitário

As previsões meteorológicas previram um fim de semana com altas temperaturas, uma notícia desagradável para mim, que não gosto nem um pouco do calor! Mais desagradado fiquei por saber que tinha uma atuação do grupo folclórico do qual faço parte marcada para esse domingo à tarde. Acreditem que dançar trajado com as roupas pesadas que compõem a indumentária do rancho, trajes de antigamente, numa tarde de um calor intenso, não é de todo fácil.

 

Festejava-se o São Pedro, o último santo popular de acordo com as datas, nas terras de Paraíso, concelho de Castelo de Paiva. Grande ironia do destino, pois com o calor que se sentia mais parecia estarmos no Inferno, e não no Paraíso propriamente dito.

Cantando e dançando as tradições do nosso país, com muita água à mistura para hidratar e de estômago cheio das delícias do farnel, lá se passou a tarde de folclore.

 

Tenho apenas duas fotos para partilhar convosco, a inércia provocada pelo tempo obrigou-me a passar mais tempo deitado na toalha.

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27
Jun17

Será o fim do Sr. Solitário?

Sr. Solitário

Não encontro inspiração para escrever. Sento-me todos os dias em frente do computador e, por mais que faça um esforço para me concentrar, a verdade é que não sai nada de coerente, nada que faça sentido para ser publicado.

Não entendo o que aconteceu, talvez me tenha chateado a sério com esta personagem que criei virtualmente e que dela me tenha fartado ao ponto de desistir, abandona-lo à sua sorte como tenho feito nestes últimos dias.

 

Pergunto-me se este será mesmo o fim do Sr. Solitário ou se será apenas uma má fase, daquelas em que estamos em negação e nada disto nos faz sentido, e que depois tudo voltará ao estado dito "normal".

Por enquanto, permitam-me continuar com esta zanga que perdura, sem motivo aparente, apenas porque sim. Chamem-me orgulhoso se quiserem!

Não encontro inspiração.

 

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