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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

22
Nov17

Uma Terra Chamada Liberdade - Ken Follett

Sr. Solitário

Mais um livro, mais uma deceção. Não sei o que se passa com as minhas escolhas literárias, mas ultimamente têm passado um pouco ao lado, o que me tem deixado um pouco irritado. Ou então sou eu que estou a ficar demasiado exigente para com os livros que leio.

Este nem acabei de o ler, as 120 páginas que li foram as suficientes para o arrumar para o lado e passar para o seguinte.

 

Este romance classificado por romance histórico, nada tem de história, mas antes um enredo de personagens completamente fora de contexto. A trama até pode prender a nossa atenção ao início, a ideia em si é interessante, mas depois desenvolve-se de uma forma que considero uma leitura fácil demais, em que um disse isto, outro disse aquilo e andamos no meio de um diz que disse! Não tenho paciência.

 

Este não recomendo, de todo. Sugestões aceitam-se, pois por enquanto não posso dar ouvidos às minhas.

 

Uma-Terra-Chamada-Liberdade.jpg

 

21
Nov17

O Labirinto dos Espíritos - Carlos Ruiz Zafón

Sr. Solitário

Este livro desiludiu-me um pouco de uma forma que não sei bem explicar porquê. Talvez o meu erro foi compara-lo com o magnífico romance  "A Sombra do Vento", um livro que toda a gente deveria ler, criando assim demasiadas expectativas que me levaram à deceção.

 

Na minha opinião, e ela vale o que vale, o livro faz jus ao nome, pois é um autêntico labirinto onde o leitor facilmente pode se confundir, o que foi o meu caso. Fiquei com a sensação de que se trata de um policial bem diferente dos demais, um policial romanceado se assim o posso classificar.

Este romance/policial tem que ser lido com redobrada atenção, dando a devida importância a todas as personagens por mais insignificantes que nos possam parecer, pois elas estão todas interligadas, e mais não vou revelar.

 

Se o recomendo? Sim, recomendo. Mas atenção! Não cometam o mesmo erro que eu, comparando-o a outras obras da mesma saga, pois por mais que as personagens possam ser as mesmas, as histórias são bem diferentes.

 

o-labirinto-dos-espiritos.jpg

 

25
Out17

Uma viagem ao passado

Sr. Solitário

Fecho os olhos. Mesmo que os abrisse, sei que nada veria, pois a minha mente viaja numa velocidade vertiginosa até aos confins da minha memória, para um tempo e um espaço que só ela conhece e sabe como chegar.

 

Materializo-me num lugar que reconheço, o átrio da escola. É noite, o céu está pontilhado com pequeninas estrelas desordenadas, os faróis dos carros projetam um halo de luz amarelada numa estrada a escassos metros, um candeeiro alto e alaranjado alumia uma pequena área, projetando sombras disformes que se desvanecem no escuro.

Ouço alguém a cantar uma melodia que não consigo identificar, numa voz doce de criança, e aproximo-me um pouco mais do local de onde vem aquela voz que me é um pouco familiar.

 

Vejo um rapaz sentado de costas para mim, está sozinho, e canta para si mesmo fitando um horizonte que só ele vê. Tem o cabelo fino, castanho claro, é bastante magro, e pelas roupas que traz vestido verifico que não tem muito dinheiro para comprar roupas novas. Engraçado que aquelas roupas também me são familiares...

De repente, ele para de cantar. Abraça o seu próprio corpo franzino, suspira e começa a chorar. Não percebo porque chora, mas o seu pranto deixa-me triste, angustiado.

 

Fico a vê-lo chorar durante longos minutos, sem me atrever a aproximar e nem sequer fazer qualquer som que acuse a minha presença. Não quero assusta-lo. Os seus soluços escasseiam e, mais uma vez, fita o seu horizonte, perdido nos seus pensamentos. Não preciso de nenhum poder para saber no que pensa, estranhamente consigo saber e perceber aquilo que o transtorna.

Ele levanta-se e pega na sua mochila. Queria dizer qualquer coisa, não quero que se vá embora sem eu antes falar com ele, queria estender-lhe a mão, poder reconforta-lo. Mas não tenho coragem, limito-me apenas a observa-lo.

Ele vira-se e pela primeira vez consigo ver-lhe o rosto. O meu corpo gela. Aquele rapaz sou eu.

 

O meu eu do passado corre para o portão da escola, mete-se numa fila que se formou para entrar no autocarro. Porém, invadido por uma sensação que não sei explicar, vira-se para trás. Consigo esconder-me mesmo a tempo. Do meu esconderijo fico a vê-lo entrar no autocarro que pouco depois arranca com um rugido.

Então, sento-me no mesmo lugar onde o meu eu do passado estava, e por mais incrível que pareça dou por mim a fitar um horizonte que os meus olhos reconhecem. Também eu choro e digo para mim mesmo que tudo vai correr bem.

 

Levanto-me e regresso ao presente tão rapidamente como cheguei até ali.

 

viagem-no-tempo.jpg

 

19
Out17

Procuro-te - Lesley Pearse

Sr. Solitário

Procuro-te.jpg

 

Este livro foi-me recomendado por uma amiga que falou-me tão bem dele que eu não resisti em trazê-lo mal o vi disponível. Foi o primeiro que li desta escritora e posso partilhar que fiquei surpreendido.

Confesso que julguei os livros pela capa, sempre que os via dizia para mim mesmo que não passavam de apenas uns "romances cor-de-rosa" dos quais não tenho muita paciência para ler. Contudo, a história deste é tão intensa e tão intrigante que li-o apenas em alguns dias. Adorei.

 

"Sacrificaria o amor da sua vida em nome do passado? Daisy tem apenas vinte e cinco anos quando a mãe morre nos seus braços. Embora saiba há muito que foi adotada, sempre se sentiu amada pelos pais e pelos irmãos. Para Daisy, aquela é a sua família. Todavia, o luto vai abalar o equilíbrio doméstico e revelar rivalidades encobertas. A serenidade dá lugar à devastação, e a jovem sente que é a altura certa para partir em busca das suas raízes e confrontar-se com o passado.

Na ânsia por saber mais sobre Ellen, a sua mãe biológica, e à medida que vai desvendando a história da família, Daisy descobre as duras verdades por detrás do seu nascimento.

Mas Daisy não desistirá de a encontrar, nem que para tal tenha de renunciar ao amor da sua vida."

 

Recomendo.

12
Out17

Diz-me quem sou - Julia Navarro

Sr. Solitário

Diz-me quem sou.jpg

 

Quem segue este blog sabe da pequena "saga" que foi a procura deste romance. Valeu bem a pena.

É o segundo livro que leio desta escritora que já apaixonou milhares de leitores por todo o mundo e também eu fiquei rendido. É um romance bastante volumoso, tem cerca de 1083 páginas mas lê-se tão bem, é de leitura tão fácil, que nem damos pelo passar das páginas de tão embrenhados que estamos na história em mãos.

 

"Uma apaixonante aventura protagonizada por personagens inesquecíveis, cujas vidas constroem um magnífico retrato da história do século XX. Desde os anos da Segunda República espanhola até à queda do Muro de Berlim, passando pela Segunda grande Guerra e pela Guerra Fria, o novo romance de Julia Navarro transborda de intriga, política, espionagem, amor e traição."

 

Recomendo vivamente.

10
Out17

Coisas que me preocupam

Sr. Solitário

Temperaturas de 30 graus (ou mais) em outubro.

Estamos em pleno equinócio do outono e, embora os dias começam a diminuir a olhos vistos, a verdade é que as temperaturas que se fazem sentir em território português não são "fruto da época" como se costuma dizer na linguagem popular.

Pessoalmente, o outono é a estação que mais admiro. Gosto de ver aqueles tapetes de folhas que preenchem os passeios, que estalam debaixo dos nossos pés; adoro as castanhas assadas, as maças sumarentas, as tão famosas laranjas de umbigo.

Porém, a fruta que me chega é desenxabida, seca.

 

Portugal está a passar por uma crise de seca, a chuva tarda o seu regresso, e isso preocupa-me bastante, não só porque não gosto do tempo quente, mas também porque o nosso planeta sofre com isso. Hoje, pela manhã, cheirou-me a fogo, uma leve neblina de fumo cobria o ar enquanto que o sol me escaldava a pele.

Dou por mim a pensar que já quase não temos outono nem primavera, agora é só verão e inverno... Pergunto-me se o tempo anda todo trocado e se nós estamos a pagar a preço de ouro todas as irresponsabilidades do ser humano para com o meio ambiente.

 

altas-temperaturas.jpg

 

14
Set17

Tudo por... um livro!

Sr. Solitário

Andei à caça do livro da Julia Navarro, literalmente, e vou explicar como. Preparados? É melhor irem buscar pipocas porque o relato que se segue é um autêntico filme de aventura e ação, que poderia bem ser chamado de: "À procura do livro perdido", ou então "A obsessão por um livro"... ou até se quiserem dar um pouco de suspense à coisa: "Eu sei o que fizeste a semana passada".

A biblioteca onde frequentemente vou buscar os meus livros, tem um exemplar da obra "Diz-me quem sou" da Julia Navarro, do qual só ouço falar bem. Ora tal curiosidade fez com que eu quisesse requisita-lo mas, para mal dos meus pecados, o mesmo encontrava-se emprestado.

 

Decidi esperar, eu que até nem sou uma pessoa muito paciente, pois não tinha outro remédio. O que é certo é que esperei durante um ano. Há um ano que este livro está emprestado e ainda não o devolveram! Realmente existem pessoas que não têm o mínimo de respeito por ninguém.

Pensei em tentar subornar a funcionária da biblioteca para que esta me dissesse a morada do leitor que detinha o livro, e assim fazer uma verdadeira caça ao homem, mas deduzi que tal atitude poderia trazer-me consequência graves e acabei por desistir. Desistir daquele livro, não de outros exemplares que pudesse encontrar, claro.

 

Liguei para todas as bibliotecas que conheço a perguntar se tinham o livro X, quase todas me disseram que não, excetuando uma, a última para a qual liguei. A conversa foi mais ou menos a seguinte:

 

«- Biblioteca Ferreira de Castro, bom dia.

- Bom dia. Estou a ligar para saber se têm disponível um livro que ando à procura...

- Diga-me qual é livro, por favor.

- Diz-me quem sou.

- Desculpe??

- O livro chama-se: Diz-me quem sou, da Julia Navarro.

- Só um momento... Ah, não não temos esse livro, temos outros da mesma escritora.

(Ora bolas!)

- Ah que pena. Andava mesmo à procura dele... Bem, paciência!

- Ah espere! Afinal temos esse livro sim!

(Estão a ver o Michael Jackson a dançar? A minha reação foi parecida).

- Ah que bom! Então hoje à tarde eu passo aí para ir busca-lo.

- Atenção que só podem requisitar livros da nossa biblioteca os cidadãos que residem no concelho de Oliveira de Azeméis ou então se trabalharem no mesmo concelho.

(O quê??!!)

- Não existe outra forma de contornar essa situação?

- Não. Lamento.»

 

Voltei à estaca zero. Não estava destinado a ter aquele livro nos próximos tempos, pensei. Resignei-me.

Contudo, entretanto, lembrei-me de um pormenor que fazia toda a diferença: a minha irmã trabalha no concelho de Oliveira de Azeméis! E se eu...

Peguei no carro e decidi ir busca-la ao trabalho, ela saía dali a 20 minutos. Mandei-lhe uma mensagem:

 

Vou buscar-te ao trabalho para irmos a um sítio. Até já querida irmã.

 

Reparem no final da mensagem, só utilizo o "querida irmã" quando me convém!

Cheguei ao local onde a minha irmã trabalha, saltei para o banco do passageiro pois não gosto muito de conduzir, e esperei uns intermináveis 5 minutos, até ela aparecer.

- Vamos à biblioteca de Oliveira de Azeméis buscar um livro - informei-a.

A minha irmã olhou para mim com cara de caso, como se eu tivesse batido com a cabeça em algum sítio ou, na pior das hipóteses, tivesse comido aqueles cereais fora do prazo que ainda estão no fundo do armário e que ninguém quer deitar fora.

- Despacha-te que a biblioteca fecha daqui a meia hora!

 

Consegui. Já o tenho há uma semana e estou a adorar! Prometo dar mais pormenores em breve.

 

30
Ago17

Clientes habituais

Sr. Solitário

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo. Devido ao seu efeito estimulante, por possuir cafeína, há quem o beba para despertar, aliviar dores de cabeça e também porque se tornou num hábito o seu consumo. Estima-se que 80% dos portugueses não dispensam o seu cafezinho.

Trabalhando na área da restauração já perdi a conta a quantos cafés já tirei ao longo dos tempos em que exerço a profissão. Já conheço todos os seus segredos e todas as preferências dos meus clientes habituais.

 

Mal avisto a senhora Conceição vou logo tirar o seu café, já sei como ela o prefere: quentinho e cheio. "Bem apertadinho" - diz-me ela enquanto procura as moedas para me pagar. "É 60 cêntimos não é?" - pergunta-me sempre, não vá a dona ter alterado o preço!

 

O senhor Joaquim gosta dele curto e sem açúcar, por causa da diabetes. "Meteste-lhe um cheirinho?" - pergunta-me confidente. "Sim, coloquei" - respondo-lhe com um sorriso e pisco-lho o olho como quem diz: o nosso segredo está guardado!

A D. Maria gosta do café em chávena escaldada, ao contrário da D. Mercedes que gosta dele em chávena fria. Por vezes, quando o tempo é quente, até me pede um copo com uma pedrinha de gelo.

O senhor Horácio prefere carioca e a sua esposa uma cevadinha.

 

E vocês? Como gostam do vosso café?

 

Nota: Todos os nomes que constam neste texto foram inventados. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

coffee_2.jpg

 

28
Ago17

D. Teresa - Isabel Stilwell

Sr. Solitário

Ter a oportunidade de ler um romance histórico que recua nove séculos no tempo para mim é um privilégio. Um mundo que só conhecemos bocadinhos, pequenos relatos, que ouvimos nas escolas, vemos em filmes e consultamos em grandiosas obras históricas.

Ao longo das páginas deste romance descobri um mundo completamente diferente, tão rico em tradições boas e más, de um Portugal ainda sem as fronteiras que hoje conhecemos como nossas.

 

D. Teresa, uma filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela, fruto de um caso amoroso com Ximena Moniz, cresceu na corte juntamente com a sua irmã Elvira e sua meia-irmã D. Urraca, com quem veio a ter grandes rivalidades e até guerras de luta pelo poder.

"Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva ao 25 anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha."

 

D. Teresa foi uma mulher que não abriu mão do poder. "Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e conspirações.

Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128".

 

Um romance que recomendo.

Dona-Teresa-Isabel-Stilwell.jpg

 

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