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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

31
Ago16

Coração de Papel [6]

Sr. Solitário

«Andreia é prima de Mariana. Bonita, cabelo loiro, olhos claros e pele igualmente clara, completamente diferente da prima que é morena desde que nasceu.

Diferentes em aspetos físicos mas também diferentes em personalidade. Para Mariana, Andreia é a melhor prima do mundo. Contudo, ela é falsa, calculista e fria. Completamente desprovida de sentimentos.

Descobri o seu verdadeiro carácter quando, por mero acaso do destino, a vi dentro de um carro, em trajes menores, num momento muito íntimo com Renato, o namorado da sua própria prima!

 

E agora? Será que vou ser capaz de contar esta grande traição à minha melhor amiga e sofrer as consequências desse ato? Tenho medo da reação do Renato, mas não consigo viver com este peso na consciência...

Mas será que, ao contar, a Mariana irá acreditar em mim em vez de acreditar no próprio namorado e na própria prima?»

 

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29
Ago16

Momentos #01

Sr. Solitário

Certo dia fui a um centro de reabilitação com um amigo que foi visitar um familiar, ali para os lados de Valadares. Um centro muito bom, com uma vista magnífica para o mar. Tenho a certeza que todos os pacientes que passam por lá, sintam uma calma e uma tranquilidade enormes. Adormecer e acordar com o som das ondas deve ser algo indescritível, capaz de ajudar a curar todas as feridas.

 

Após a visita, já o dia se findava, decidimos dar um passeio pelo areal, contemplando o pôr do sol. Eis que avistamos ao longe, vindo do centro de reabilitação, um rapaz de cadeira de rodas, que se movia rapidamente em direção à praia.

 

Lutando contra a falta de mobilidade, este jovem conseguiu vencer todos os obstáculos que encontrou no seu caminho até chegar ao destino, ao seu objetivo. Contemplar o mar mais de perto, fora das janelas do centro de reabilitação, mesmo do outro lado da rua.

Ficou ali durante muito tempo olhando o mar e pensando na vida, enquanto o dia ia escurecendo aos poucos, dando lugar a uma noite estrelada.

 

Naquele momento pensei em todas as minhas dificuldades e no quanto insignificantes elas eram. Se um jovem com falta de mobilidade conseguiu chegar até ao areal da praia, então todos nós conseguimos alcançar todos os nossos objetivos. É preciso é lutar por eles, com esforço e dedicação.

Não pude deixar de gravar este momento e partilhar com todos vocês. Nunca mais o vou esquecer.

 

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"
 

 
Fernando Pessoa

 

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26
Ago16

Coração de Papel [5]

Sr. Solitário

«Sou o Alexandre, Alex para os amigos. Não é que tenha muitos, mas os que tenho são muito especiais para mim, cada um à sua maneira.

Tenho 18 anos, vivo numa aldeia rural cheia de tradições e costumes, mas mudei-me para a cidade do Porto onde estou a estudar Jornalismo na Faculdade de Letras.

Divido um apartamento com a Mariana, minha melhor amiga, confidente e protetora. Linda e maravilhosa que só ela sabe ser, namora com Renato, um jovem estudante de engenharia, rico, mulherengo e sem escrúpulos. Ele não a merece.

 

" - Sabes que podes sempre contar comigo, para tudo!"

" - Eu sei."

 

Na faculdade sou gozado pelos meus colegas por ser considerado diferente. O pior deles todos é o Bernardo, um jovem de boas famílias e bastante preconceituoso.

 

" - Que mal é que eu te fiz?!"

" - Tu metes-me nojo!"

 

Com a chegada de Pedro ao nosso apartamento, toda a minha mente se torna numa grande confusão. Pedro é carinhoso, dá-me atenção, protege-me, faz-me companhia.

 

" - Tu és uma pessoa maravilhosa! Os que gozam contigo não sabem o ser humano tão bonito que és."

" - Obrigado..."

 

Pedro nutre uma certa paixão por mim, vejo-o nos seus olhos, nas suas ações. Mas eu não sinto nada por ele, ou melhor dizendo, não quero sentir, não posso!

Eu não sou gay... eu não quero ser gay! Ou será que estou a mentir a mim próprio?»

 

Dia 5 de setembro chega...

 

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Está escrito!

25
Ago16

10 anos sem emprego!

Sr. Solitário

Não. Este título não é uma brincadeira, e muito menos não estou a exagerar. Fez precisamente 10 anos que fui despedido injustamente pela empresa onde trabalhava, escorraçado como um cão vadio, apenas porque fiquei de baixa médica por doença.

Na altura, era muito ingénuo. Não tinha conhecimento das leis que me assistiam nestas circunstâncias, e aceitei, deixei andar... esqueci. Ou melhor dizendo, tentei esquecer.

 

A partir daí, qual praga rogada, nunca mais consegui uma colocação de emprego até à data. É certo que também não tenho estado parado, tenho trabalhado em várias funções ao longo destes duradouros 10 anos. Já fiz um pouco de tudo, desde trabalhar em calçado, cafés, restaurantes, etc. Mas sempre ilegalmente. Sem descontos. Sem direitos. Sem nada. Apenas um ordenado pago em dinheiro vivo, dentro de um envelope escondido, como se eu fosse um traficante de droga.

 

Sinto que não faço parte desta sociedade. Sinto-me inútil. Já com 30 anos não tenho objetivos de vida, não os posso ter. Esta situação em que me encontro não mo permite. 10 anos sem emprego, são muitos anos. As pessoas conhecidas que se cruzam comigo na rua perguntam-me sempre: "já estás a trabalhar?". Por vezes até minto, dizendo que sim, estou a trabalhar, porque tenho vergonha de dizer a verdade. As pessoas conseguem ser muito cruéis, muitos dizem que só não trabalha quem não quer... o que não falta pra aí é emprego!!

 

A maioria dos trabalhos masculinos, são trabalhos forçados, que exigem força física, algo que não tenho devido à minha constituição magra. A minha resistência é muito pouca. Acabo por ser posto de lado e alguém me diz "não vai dar".

Noutras empresas dizem-me que não tenho experiência na função. Claro que não tenho! Ninguém me dá uma oportunidade para aprender!! Será que estou a pedir muito? Os anos vão passando e eu sem objetivos de vida...

 

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24
Ago16

Heidi

Sr. Solitário

Não posso dizer que a Heidi fez parte da minha infância, infelizmente não fez. Eu sou mais da era das Navegantes da Lua e as suas transformações, do Dartacão e da sua viagem até Paris onde conhece a Julieta, o amor da vida dele, do Dragon Ball e das bolas de cristal, do Pokemón e do Digimon.

 

A minha mãe sempre falou nuns desenhos animados que davam antigamente e que adorava ver, a Heidi e o Marco. Contava-nos algumas das suas aventuras, cantava as canções, e nós imaginávamos como seria essas personagens e as suas histórias através dos relatos dela.

 

Mais tarde, tinha eu os meus 20 anos, o meu tio emprestou-me uns DVD's onde podia ver todos os episódios da série de animação que a minha mãe tanto falava, a Heidi. Começamos por ver os primeiros episódios e nunca mais conseguimos parar de ver a série toda até ao fim, rindo com as suas travessuras com o Pedro e chorando com a sua partida para Frankfurt.

 

Vemos e revemos essa série vezes sem conta, marcou-nos tanto que nunca mais consegui devolver os DVD's ao meu tio. Agora são meus e não empresto a ninguém! É como uma relíquia.

Também vi a série completa do Marco claro está e a do Tom Sawyer! Adorei as duas de igual modo. Ainda hoje, quando me apetece, quando a nostalgia toma conta de mim, vejo essas séries que me fazem sentir tão bem.

Mas a Heidi será sempre especial.

 

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21
Ago16

Coração de Papel [4]

Sr. Solitário

Bernardo é um jovem de boas famílias, muito popular na faculdade, rodeado de amigos. Contudo, acha-se superior a tudo e todos, não olhando a meio para atingir os seus fins.

Bernardo goza, humilha e maltrata todos aqueles que considera inferiores. Com um preconceito vincado e imposto pela própria família já de si retrógrada, Bernardo irá fazer da escola um inferno para Alexandre, por este ser diferente dos outros.

 

O que Bernardo não contava é que Pedro estará disposto a tudo para defender e proteger o seu novo amigo, por quem nutre um sentimento muito grande, que pode ser chamado de amor.

 

Em setembro chega...

 

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Está escrito!

20
Ago16

Porque escrevo sobre bullying?

Sr. Solitário

Certamente que muitos de vós já repararam que tenho uma página no meu blogue exclusivamente sobre os meus textos pessoais onde falo sobre as agressões de que fui vítima na escola. Algumas pessoas me têm perguntado porque relato essas situações em vez de esquecer tudo isso e deixar de dar importância a um assunto que faz parte do passado, seguindo com a minha vida.

 

Pois hoje decidi responder a todas essas questões, de uma forma concisa, e sem testamentos. Não que esteja a reclamar de alguma coisa, não de todo! Agradeço muito todas as vossas palavras de apoio e incentivo. Quero apenas elucidar-vos.

 

Relato todas essas situações, essencialmente, para que as próprias vítimas que eventualmente me visitam, se identifiquem comigo e que possam ler os meus textos como uma forma de escape ou até mesmo uma golfada de ar fresco, sabendo que alguém, lá muito atrás, já sofreu das mesmas agressões, e que façam como eu, deitem tudo cá para fora, sem medo! E se alguém precisar de ajuda, pois não hesitem em contactar-me. Estou aqui para ajudar e aconselhar se preciso for.

 

Quero, também, com estes textos, alarmar os pais, para que estejam atentos ao mínimo sinal de que os seus filhos possam estar a passar pelo mesmo. Às vezes ler relatos pessoais sobre um determinado assunto, ajuda a perceber se alguém próximo padece do mesmo mal. Pelo menos é assim que eu penso.

 

Escrevo sobre bullying porque escrever faz-me libertar os fantasmas do passado que me atormentam.

Eu sobrevivi.

 

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19
Ago16

Coração de Papel [3]

Sr. Solitário

Pedro é um jovem bonito, moreno, atraente. É um estudante repetente de Literatura. Mudou-se de faculdade e para longe da sua terra para alcançar melhor a sua independência.

Encontrou alojamento num apartamento onde vive Mariana e Alexandre, dois amigos inseparáveis.

Pedro é um novo estudante da zona que desperta algum atrativo entre as jovens estudantes, porém o seu interesse recai sobre Alexandre, um rapaz sensível e necessitado de proteção.

Contudo, Alexandre tem muitas dúvidas sobre a sua orientação sexual, uma fase de aceitação nada fácil de ultrapassar.

Será o amor capaz de transceder todas as barreiras do preconceito?

 

Em setembro chega...

 

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Está escrito!

18
Ago16

Memórias - O traje domingueiro

Sr. Solitário

Já vos contei como passava a maior parte dos domingos da minha infância aqui. Hoje vou partilhar mais uma recordação que penso que todos vocês também se irão lembrar. A roupa do domingo.

Era sempre a melhor roupa que tínhamos no armário e que guardávamos só para andar ao domingo, o dia da semana onde era preciso um certo rigor no vestuário.

 

A minha mãe comprava-nos roupa nova pela altura do natal e pela altura da Páscoa, duas épocas festivas às quais dávamos muita importância, mais ao natal é certo, por razões óbvias.

Então, passada a época em questão, o dia em que a roupa era estreada, a mesma só era utilizada no domingo a seguir e assim por diante.

Não que fosse para alguma festa ou coisa do género, ia à missa por vezes... mas na maioria dos domingos à tarde ia a casa da minha avó. Lá estavam muitos dos meus tios e tias e, principalmente, todos os meus primos.

Nós gabávamo-nos da roupa que trazíamos com muito orgulho, assim como os meus primos faziam e depois brincávamos a tarde toda.

 

Hoje recordo esses domingos, nostálgico. Já não tenho roupa de domingo, tenho roupa apenas. Roupa normal, sem importância.

 

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17
Ago16

Coração de Papel [2]

Sr. Solitário

Mariana é uma jovem linda, deslumbrante, vaidosa. Sempre preocupada com a sua imagem. Alegre, divertida, com um sentido de humor muito característico. Namora com Renato, um jovem rico e estudante de engenharia, mulherengo, que não dá a devida importância à sua namorada.

Será que esta relação tem futuro?

 

Brevemente...

 

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Está escrito!

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