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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

22
Nov16

Ainda existe preconceito? Sim, existe

Sr. Solitário

Num dia comum como muitos outros, não há muito tempo atrás, no momento em que calcorreava o caminho que faço habitualmente por desporto, deparei-me com mais uma situação de preconceito.

Nesse meu trajeto que faço todos os dias - ou melhor dizendo, fazia! -, passava sempre por uma fábrica onde os funcionários são todos do sexo masculino. Ora estava eu absorto nos meus pensamentos, com a fábrica a meros metros de distância mais à frente, quando ouço o seguinte: "Olha vem aí o paneleiro!". Estas palavras foram proferidas em alto e bom som para que todos os que estavam presentes me pudessem observar enquanto ele apontava diretamente para mim, olhando-me nos olhos e sabendo que eu o estava a ouvir.

 

Disse para mim próprio que não ia permitir que eles vissem o quanto aquelas palavras me afetaram e continuei a caminhar sempre ao mesmo ritmo enquanto passava pela empresa, totalmente consciente que todos os olhares estavam postos em mim, ouvindo sempre um burburinho de comentários e aqueles risinhos trocistas.

O tal rapaz continuou com o seu discurso de macho: "Ó Miguel, olha ali o teu namorado a passar, anda ver!". De seguida ouvi um assobio, daqueles assobios atrevidos e apreciativos que os homens lançam às mulheres que passam por eles, e depois não ouvi mais nada, pois os meus passos já me tinham levado para longe dali.

 

Durante a minha vida aprendi a proteger-me contra todas estas palavras, como uma capa ou uma carapaça das tartarugas, contudo, e como costumam dizer, elas não matam mas mordem. Senti-me humilhado e, agora, não tenho coragem de passar lá novamente. Faço um desvio. Sei que faço mal, mas prefiro assim. É que custa um pouco ouvir certas coisas e ser o centro de atenções indesejadas.

 

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18
Nov16

Injustiça

Sr. Solitário

Hoje tive necessidade de escrever mais uma publicação. Não sei por onde começar mas, hoje, quero escrever sobre uma injustiça.

Há cerca de meio ano atrás, e por conselho da minha psiquiatra, decidi inscrever-me no Centro de Dia da minha zona para fazer voluntariado. Deixei os meus dados e a funcionária disse-me que, quando houvesse a próxima reunião da direção, onde a Presidente da Junta da Freguesia também faz parte, que ia expor o caso e que depois dizia-me alguma coisa. Nunca me ligaram.

Voltei lá algumas semanas depois para saber o que tinham decidido. Foi a própria Presidente da Junta que me atendeu e informou-me de que, por enquanto, não estariam a precisar de mais ninguém, nem para fazer voluntariado.

 

Hoje, soube por intermédio de outra pessoa, que a Presidente da Junta diz precisar de pessoal para trabalhar no centro de dia e queixa-se de que não tem candidaturas. Uma espécie de: "preciso de alguém para trabalhar e ninguém quer!". Eu ofereci-me para fazer voluntariado no centro de dia, ofereci-me para trabalhar DE GRAÇA, e fui informado de que não haveria lugar para mim.

Posto isto, eu pergunto: quem sou eu, aos olhos dos outros? Consideram-me como um incapaz? Um inútil? Um objeto que ninguém quer usar? Um lixo que é chutado para canto?

É assim que eu me sinto neste momento.

 

18
Nov16

Quando cai a noite na cidade

Sr. Solitário

Quando cai a noite na cidade e as luzes se acendem, é como um raio de sol que teimosamente permanece e ilumina as ruas empedradas de um tom alaranjado com um branco contrastante proveniente das superfícies comerciais.

Luz. Luzes em movimento, luzes brilhantes, cintilantes, reluzentes que pontilham os variados edifícios que compõem a cidade que palpita de movimento.

O céu, de um tom escuro natural, preenchido por estrelas e por uma lua tímida, ganham mais tonalidades de cor, enchendo o ar de uma magia contagiante.

 

Quando cai a noite na cidade, há sempre um sonho, até ser dia. Tal como diz a música.

 

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17
Nov16

No silêncio do meu quarto

Sr. Solitário

No silêncio do meu quarto, penso em ti. Já é dia, mas dentro destas quatro paredes ainda é noite; está escuro e o espaço que alberga a minha parca mobília está em absoluta taciturnidade. Ouço o chilrear de alguns pássaros, cães a ladrar, galos a cantar, a vida que acorda lá fora, do outro lado da minha janela, coberta com o estore.

Consigo vislumbrar a sombra de alguns objetos, fazendo um esforço para que a minha visão se adapte à escuridão, com uma minguada luz que atravessa as frinchas da porta, e neles poiso o meu olhar vazio enquanto divago entre as minhas memórias e os meus pensamentos.

 

No silêncio do meu quarto, penso em ti. Sorrio para o vazio quando uma recordação mais feliz me assola a mente. Contudo, ela não vem sozinha, traz outra e mais outra consigo, vêm em catadupa como uma cascata de emoções. Estas não me fazem sorrir... não! Estas são diferentes. Elas fazem com que me abrace a mim mesmo e me aconchegue mais nos cobertores para aquecer o frio que invadiu o meu corpo débil de carinho.

Apago-as da minha cabeça com um abanão e levanto-me, enfrentando mais um dia que já se levantou muito antes de mim. Tomo o meu pequeno-almoço olhando a televisão sem prestar atenção alguma ao que ela transmite. Hoje, as minhas atenções estão voltadas para ti, para as tuas palavras, para os teus sorrisos, para o teu rosto de barba farta que anseio tocar...

 

Ligo o computador e recebo um "Bom Dia" que me faz sorrir. Esqueço o silêncio do meu quarto escuro e dou mais cor ao meu dia. Coloco os meus óculos e começo a escrever... a escrever um texto que se iniciou com uma frase curta e que se tornou numa prosa intencional e verdadeira.

 

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15
Nov16

Faça a sua reclamação online

Sr. Solitário

Conhecem o Portal da Queixa? É um site bastante simples e eficaz onde todos os utilizadores, após um breve registo fácil, podem fazer as suas reclamações online e verem alguns dos seus problemas resolvidos.

O Portal da Queixa já conta com 47.441 reclamações em mais de 3000 entidades públicas. Este site publica as vossas reclamações, enviando-as de seguida às entidades visadas para que a situação seja resolvida e, após uma resposta, cabe-nos decidir se a situação foi resolvida ou não, avaliando a empresa, o que dá mais preocupação por parte das mesmas para terem um maior número de clientes satisfeitos.

 

Podemos, também, pesquisar todas as reclamações que já foram escritas por outros utilizadores para que, de alguma forma, fiquemos elucidados e alertados para os mesmos erros. Posso falar por experiência própria, de algumas reclamações que já fiz, em que algumas ficaram resolvidas.

Espero que este site sirva para também resolver os vossos problemas. Não deixem de reclamar os vossos direitos enquanto consumidores.

 

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14
Nov16

Depois de um fim de semana... uma constipação!

Sr. Solitário

Ontem fui até à cidade de Penafiel para a festa de São Martinho. Uma grande fila de carros enchia as ruas da cidade formando um congestionamento um pouco irritante. Eram carros estacionados por todo o lado (inclusive nas bermas das estradas e nas rotundas), enquanto eu tentava arranjar também um lugar, e uma enorme enchente de pessoas que percorriam as ruas em direção ao centro da festa, onde a TVI transmitia em direto o programa "Somos Portugal".

Os feirantes apregoavam os seus produtos aos transeuntes que se acotovelavam para passarem entre si, havia um cheiro a castanhas assadas no ar, canecas de vinho tinto nas mãos de homens já de si embriagados e alegres, e todo um burburinho em volta das tendas que vendiam desde enchidos, frutas, roupas, acessórios e etc.

 

Antes de sair de casa, a minha mãe alertou-me para o facto de fazer frio mais à noite e que deveria levar um casaco. Fiz ouvidos moucos ao seu conselho, assegurando-a de que levava uma camisola mais quente, e logo me arrependi daquela minha decisão irresponsável.

Ontem esteve uma tarde agradável de sol mas, quando a noite chegou, era um frio cortante! Tremia como varas verdes da cabeça aos pés, tinha os pés gelados e tentava dançar desajeitadamente ao som da música que ouvia para me aquecer. Apanhei imenso frio, tudo por causa de querer tirar uma foto com a Leonor Poeiras que não consegui, e quando regressava para casa, a minha cabeça já dava pequenos sinais de incómodo.

 

Hoje acordei totalmente congestionado acompanhado com uma série de espirros e um pingo no nariz insistente. E tudo por causa de me armar em macho quente e não ter levado um casaco tal como a minha mãe me aconselhou a fazer.

 

13
Nov16

Dá que pensar...

Sr. Solitário

Se em criança tivesse a oportunidade de ver o futuro, certamente que desejaria ver-me tal como sou hoje. Nunca fui uma criança com grandes objetivos, mas sim uma criança com grandes sonhos, como já referi inúmeras vezes neste blog. Todos esses sonhos foram esmorecendo ao mesmo tempo que as oportunidades de os concretizar se desvaneciam, até que acabaram por desaparecer e deles só sobrar um fio de memórias.

Todos nós dizemos que, se pudéssemos voltar ao passado, mudaríamos muita coisa nas nossas vidas. Contudo, na minha opinião, isso tornava-nos mais imaturos e completamente ignorantes em vários aspetos da vida, transformando-nos numa sociedade formatada e estupidamente perfeita, pois é com os erros que aprendemos a crescer e nos transformamos em melhores pessoas.

 

Se eu me orgulharia de mim próprio se tivesse a oportunidade de ver o adulto em que me tornei? Talvez não, mas acredito que o nosso destino, o nosso caminho, somos nós que o trilhamos e vamos sempre a tempo de seguir outra estrada, numa outra direção que não aquela que sempre escolhemos, e que isso poderá mudar tudo! Quem sabe, um dia, eu não me orgulho de mim próprio e, aquela criança sonhadora e de imaginação fértil, possa se orgulhar de um adulto que a relembra sempre e em qualquer circunstância.

 

E vocês? Façam esta pergunta a vós mesmos e digam-me se se orgulhariam do adulto em que se tornaram.

 

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12
Nov16

Não há sábado sem sol?

Sr. Solitário

Existem milhares e milhares de provérbios. Eu só conheço alguns, os mais usuais. Porém, há alguns dos quais eu concordo, outros nem por isso. "Não há sábado sem sol" é um dos provérbios que para mim não faz muito sentido. Já passamos sábados e sábados de chuva incessante e do sol nem sinal. Segundo a meteorologia, hoje também será um sábado assim e eu pergunto-me de onde veio este provérbio... será que em tempos antigos fazia sempre sol ao sábado?

 

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