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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

28
Abr17

Só Nós Dois - Nicholas Sparks

Sr. Solitário

Já não lia um livro do Nicholas Sparks há alguns anos. Houve uma altura em que os devorei quase todos, sempre seguidos, e percebi que foi um erro. Sou da opinião que devemos diversificar os autores para não correr o risco de "enjoar".

Este livro foi-me emprestado por um amigo que o comprou por impulso e estava meio esquecido no carro. Quando o vi, li a sinopse e fiquei logo com uma curiosidade crescente em o ler. Tive a sorte desse meu amigo mo emprestar mesmo antes de ele o ler, o que tornou o livro em si mais especial para mim pois fui o primeiro a folhea-lo, página após página, deliciando-me com esta história fantástica.

 

A história que este livro conta é maravilhosa e muito comovente como o próprio autor já nos acostumou. Esta é a vigésima obra do autor, o que o tornou mais exclusivo se assim posso dizer, o primeiro com uma banda sonora exclusiva.

Não vou falar muito mais sobre esta narrativa porque não tenho palavras para o descrever, é simplesmente lindo, envolvente, especial!

Não deixem de o ler, tenho a certeza absoluta que vão adorar. "Às vezes, o fim é apenas o princípio..."

 

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24
Abr17

Procura-se um amigo

Sr. Solitário

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os outros levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

 

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, o seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

 

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados.

 

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros a sorrir ou a chorar, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência de que ainda se vive.

 

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23
Abr17

José - data de estreia

Sr. Solitário

(...)

Uma leve batida na porta interrompe os meus pensamentos. Atiro um “entre” e a figura atarracada da Gertrudes espreita pela porta. Traz consigo uma chávena fumegante numa bandeja.

— Trouxe-lhe um chá de erva-cidreira, senhor Padre.

Agradeço-lhe e dispenso-a. Quero ficar sozinho a escrever as minhas memórias.

— Está um dia lindo lá fora. O sol brilha e os pássaros cantam, dão as boas-vindas à primavera. Os amores-perfeitos que plantamos já começam a rebentar. Devia ir vê-los, senhor Padre, apanhar um pouco de ar, ia fazer-lhe bem.

— Hoje não quero. Perdoe-me Gertrudes, mas hoje quero ficar sozinho.

— Com certeza – e sai sem mais uma palavra.

Pego na minha esferográfica, nem sei por onde começar... Sim! Como uma boa história, tenho de começar pelo início, pela minha primeira memória.

 

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18
Abr17

À conversa com... A Desconhecida

Sr. Solitário

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Certo dia, uma simples Desconhecida, decidiu criar um blog. Nele partilha muitas das suas peripécias bem como as suas sugestões de leitura, os seus projetos de uma vida saudável, relatos com os seus miúdos que nos levam às gargalhadas, e histórias fantásticas onde o amor de uma família está sempre presente.

Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... A Desconhecida.

 

Olá a todos, sou a Desconhecida, tenho 19 anos e ainda muito para viver e aprender! Um dos meus lemas de vida é deixar acontecer naturalmente... Sou uma pessoa simples e hoje estou aqui, sem filtros, no à conversa com...

 

Solitário: Olá, bem-vinda. Porquê o nome A Desconhecida?

Desconhecida: Olá Sr. Solitário! Antes de mais, deixa-me só dizer isto, OBRIGADA! Escolhi este nome porque não queria de todo revelar o meu nome real, queria passar despercebida, queria e quero ser A Desconhecida.

 

S: Quais os teus objetivos com a criação do blog?

D: No inicio não tinha objetivos específicos e acho que continuo a não ter... Criei o blog para falar de mim, das minhas Pessoas... Para me divertir a escrever e para passar o tempo, visto que nessa altura estava meia “parada” na vida.


S: Com apenas 19 anos já tens muito para contar?

D: (risos) Com 19 anos, ainda só tenho algumas coisinhas para contar, ainda tenho muito a viver, muito mesmo, o mundo todo pela frente.


S: "Deixar acontecer naturalmente" é um dos teus planos de vida. Pergunto-te o que desejas fortemente que aconteça?

D: Mal li a pergunta, veio-me logo à mente uma coisa, os exames de acesso ao Ensino Superior, desejo fortemente que corram bem. De resto, deixar acontecer naturalmente... Não gosto de fazer planos, saem furados...

 

Gosto de um bom abraço, daqueles que nos recarregam as baterias. Não gosto de me sentir envergonhada, fico sem jeito.


S: A Desconhecida guarda um terrível segredo... queres contar-nos?

D: Sim, tenho um segredo, que só há pouco tempo consegui revelar aqui nos blogs, é uma daquelas coisas que se põe no fundo do nosso ser e se espera que desapareça... Tinha 12 anos quando aconteceu, quando supostamente aquele tio, o marido da minha tia, o pai dos meus primos mais novos, era para mim uma boa pessoa, passou a ser um monstro horrível e nojento... Colocou uma das mãos por baixo da minha camisola e apalpou-me... Fiquei em choque, nunca contei nada a ninguém... Apesar disto, nunca deixei que este segredo me deita-se abaixo, continuei, e continuo a ter uma vida muito feliz, uma adolescência feliz, com a minha família de verdade, com os meus amigos de verdade, para mim ele já não faz parte da família, apesar de estar quase sempre presente... 


S: O que sentes agora, tantos anos depois, quando te cruzas com o teu tio?

D: Quando me cruzo com ele, é difícil, é difícil porque tenho que falar para ele, e ele continua a falar para mim como se nada tivesse acontecido... Já passaram tantos anos, mas continuo a sentir nojo dele, não olho para ele, simplesmente ignoro-o.


S: Sentes necessidade de fazer justiça?

D: Justiça!? A única justiça que eu gostava que se fizesse era a dele desaparecer para sempre, sinto que a vida ainda se vai encarregar de lhe dar uma lição.


S: Este segredo calado algum dia terá forças para ser contado?

D: Agora sinto que consigo falar melhor sobre isto, desde que consegui contar pela primeira vez... Sinto que consigo contar a mais pessoas... E sinto este segredo a desaparecer... O que não nos mata, torna-nos mais fortes. Por isso, sim, este segredo calado terá força para ser contado.

 

Gosto de dançar, a dança já faz parte de mim. Não gosto de seguir modas, faz-me confusão.


S: Consideras-te uma mulher solteira e feliz. Por opção ou simplesmente porque o amor ainda não aconteceu?

D: Considero-me uma mulher solteira e muito feliz, a nossa felicidade jamais deve depender de outra pessoa... Estou solteira por opção e porque simplesmente o amor ainda não aconteceu... Ainda estou na fase dos amigos coloridos. (risos)


S: Sentes-te capaz de confiar num outro homem?

D: Sim, apesar daquilo que me aconteceu, sinto-me capaz de confiar, até porque tenho bons homens na minha vida.


S: Quem são os teus miúdos?

D: (risos) Ai os meus miúdos, são os meus pestinhas, são os meus primos, do lado materno, ao todo são 13 crominhos lindos, que me enchem o coração!


S: Qual a importância que o humor tem na tua vida?

D: O humor é importante, sim, é um ótimo escape, visto que às vezes a vida tende a ser mais “nublada”, uma gargalhada ilumina logo o dia.

 

Gosto de pessoas, enchem-me o coração. Não gosto de centros comerciais, andar a ver lojas, não é para mim.


S: Catarina é o nome de uma amiga que nunca vais esquecer. Conta-nos o que aconteceu com ela.

D: A Catarina, a minha doce Catarina... Partiu, sem aviso, sem eu poder dizer o que quer que fosse, custou-me tanto vê-la partir... Foi a morte que mais me marcou até hoje, lembro-me de estar agarrada à minha tia, a chorar, e perguntar- lhe o porquê da Catarina ter morrido... Se calhar porque quis... (lágrimas) Percebi então que ela quis morrer, chorei ainda mais, a Catarina suicidou-se, com apenas 15 anos...


S: O que se sente com a perda de uma amiga dessa forma tão trágica?

D: O estado de choque, os choros, a dor, o ter de lidar com a morte de alguém tão próximo, de uma amiga, o suicídio... o funeral, os pesadelos, as saudades, o querer falar com ela, o medo, os porquês, tantos porquês...


S: Alguma vez encontraste explicações que justificassem o seu ato de desespero?

D: Nada me fazia prever que ela se ia suicidar... Mudamos de escola, de amigos, de colegas, ela era tímida, mas acredito que não foi só por isso que ela fez o que fez... Ainda hoje me pergunto qual terá sido a verdadeira razão e não consigo encontrar resposta para tamanho desespero...


S: O que gostarias de lhe dizer neste momento?

D: Espero que estejas num sítio melhor, que tudo o que estavas a sofrer, tenha passado... Adoro-te Catarina! (lágrimas)

 

Gosto de rir, porque rir é o melhor remédio. Não gosto de pessoas que se acham superiores, aborrecem-me.


S: O que gostarias de escrever para sempre na página de um diário?

D: Gostaria de escrever, o quanto a VIDA é bela e que a devemos aproveitar ao MÁXIMO! Carpe Diem!


S: Alguém te deve um pedido de desculpas?

D: Não, neste momento não sinto que alguém me deva um pedido de desculpas, não guardo rancores de ninguém.


S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?

D: Bem, a borracha não, porque o passado faz parte de mim, não o quero apagar, nem pensar. A régua também não, porque as minhas alegrias não se medem, cada alegria é única. A caneta também não, porque não poderia escolher só um nome, seriam vários. Um compasso, huumm, não, o compasso desenha linhas muito retas, o meu mundo é feito de linhas curvas. O lápis, sim, para poder ir escrevendo o meu futuro...


S: Obrigado Desconhecida, foi um gosto enorme conversar contigo.

D: Obrigada eu, por te teres lembrado de mim, gostei bastante, mesmo.

 

14
Abr17

José - Sinopse

Sr. Solitário

José é um homem que carrega uma história de vida comovente. A sua infância, nos conturbados anos 50, é marcada pela morte da sua mãe num quadro de violência doméstica. José culpa o pai pela sua perda e diz nunca mais o perdoar.

Farto de toda a violência e miséria, José decide aceitar o convite de um padre que está de visita na sua aldeia e vai estudar para um seminário. Contudo, terá de ser obrigado a deixar para trás todos os seus amigos e, principalmente, a sua amada Maria.

Porém, por ironia do destino, José regressa à sua aldeia natal 15 anos depois, e descobre que a vida seguiu o seu rumo, nada é como antes.

Maria está de casamento marcado e José tem um compromisso inquebrável com a religião. Será que o amor é tão forte, capaz de quebrar todas as regras?

 

Está quase...

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10
Abr17

O Evangelho segundo Lázaro - Richard Zimler

Sr. Solitário

Este livro é muito importante para mim por diversas razões. Foi um presente de natal antecipado, oferecido numa tarde fria em meados de dezembro, ainda a época natalícia dava os primeiros passos. Fui completamente apanhado de surpresa, num ato inesperado, quando o tinha em mãos, folheando-o com curiosidade, ouvindo de seguida: é teu.

Nada me preparou para aquele momento, nada me fazia prever tal gesto, e eu já não coube mais em mim de entusiasmo.

Um presente de um amigo, amistoso e confidente, que recentemente deixou de o ser... resta-me apenas o livro.

 

Que eu sou um fã incondicional do Richard Zimler, fiel seguidor, penso que todos vocês já o sabem. Por isso mesmo serei um pouco suspeito nesta sugestão de leitura. Adorei o livro, a história, tudo! É maravilhoso, uma delícia de se ler!

Recomendo.

 

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05
Abr17

Textos com alma

Sr. Solitário

Há quem elogie os meus textos, poderá até haver quem os inveje, o que me enche de orgulho. Cada comentário que é feito no final serve como um incentivo para continuar mais e melhor. Eu não sou escritor, muito menos poeta, apenas sou um homem que gosta de transmitir através das palavras as suas emoções, memórias e vivências.

 

Em cada texto publicado, os leitores podem encontrar um pouco de mim, daquilo que fui e do que sou. Cada frase escrita contém um pouco da minha alma que exponho sem pudores neste meu espaço virtual e do qual todos vocês têm acesso, sem restrições, aqui não há censura. Arrisco-me mesmo a dizer que vocês conhecem-me tal como eu me conheço, ou até mais!

 

Cativar um leitor não é tarefa fácil, eles são cada vez menos, interessam-se por outros assuntos, outros espaços virtuais. Já pensei em desistir, a minha insegurança leva-me a pensar estas coisas, quis guardar as palavras só para mim, estaria a ser egoísta talvez, mas eis que surgem comentários, emails e outras palavras que me fazem repensar na minha decisão.

Como já referi, os meus textos têm todos eles um pouco de mim, deixar de os escrever e/ou apaga-los, desistir deles, seria acabar com aquilo que sou. Toda a minha essência é feita de palavras.

 

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03
Abr17

Pessoas caladas têm mentes barulhentas

Sr. Solitário

Li esta frase algures e não podia estar mais de acordo. Durante muitos anos da minha vida fui um rapaz introvertido, reservado, tímido e calado. Não é que agora seja muito diferente do que outrora fui, tenho os meus momentos de introspeção como toda a gente, preciso deles para alimentar a minha mente fervilhante de emoções, mas a maturidade e as circunstâncias da vida obrigaram-me a ser mais abrangente nas relações interpessoais.

 

Por vezes até penso que falo de mais, tenho receio de me tornar maçador mas é difícil controlar-me, é como se agora tivesse necessidade de falar tudo aquilo que silenciei durante os tempos idos da minha infância e adolescência. Tenho dificuldade em organizar em frases todas as palavras que se atropelam na minha boca.

Pessoas caladas têm mentes barulhentas, podem acreditar que sim. A minha mente é tão barulhenta que muitas das vezes me apetece gritar por silêncio, pedir tréguas, implorar um momento de paz.

 

Ela não me ouve, não cede, e eu falo sozinho para descarregar todas as palavras que me pesam, tornando assim a minha mente mais leve.

 

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