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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

28
Ago17

D. Teresa - Isabel Stilwell

Sr. Solitário

Ter a oportunidade de ler um romance histórico que recua nove séculos no tempo para mim é um privilégio. Um mundo que só conhecemos bocadinhos, pequenos relatos, que ouvimos nas escolas, vemos em filmes e consultamos em grandiosas obras históricas.

Ao longo das páginas deste romance descobri um mundo completamente diferente, tão rico em tradições boas e más, de um Portugal ainda sem as fronteiras que hoje conhecemos como nossas.

 

D. Teresa, uma filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela, fruto de um caso amoroso com Ximena Moniz, cresceu na corte juntamente com a sua irmã Elvira e sua meia-irmã D. Urraca, com quem veio a ter grandes rivalidades e até guerras de luta pelo poder.

"Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva ao 25 anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha."

 

D. Teresa foi uma mulher que não abriu mão do poder. "Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e conspirações.

Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128".

 

Um romance que recomendo.

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25
Ago17

O tempo que corre

Sr. Solitário

Eram 20 horas quando o céu começou a tingir-se de tonalidades pastel. Os dias começam a ficar mais curtos, pensei. Vesti um casaco quando saí de casa, o tempo arrefeceu bastante, e todo o cuidado é pouco para evitar uma constipação com estas mudanças súbitas de temperatura.

 

Daqui a nada é natal outra vez - é o pensamento que povoa na minha mente. Ainda me lembro muito bem do natal passado, parece que foi ontem, e daqui a 4 meses é natal outra vez. Como o tempo passa, é impressionante!

 

O tempo corre, veloz como um raio, se darmos por isso. Quase que nem conseguimos acompanha-lo, tão embrenhados que estamos nas nossas vidas, limitamo-nos apenas a cumprir horários pré estabelecidos, os números é que comandam o quotidiano.

Ainda ontem estava a comer as doze passas e daqui a nada já é natal outra vez.

 

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02
Ago17

História de um Canalha - Julia Navarro

Sr. Solitário

Este foi o primeiro livro que li desta autora e devo dizer que fiquei logo fã desde as primeiras páginas. É algo que não sei explicar muito bem, a sua escrita é tão envolvente, tão marcante, que dificilmente conseguimos parar de ler. Há muito que já não lia um livro assim.

 

Esta é a história de um homem completamente sem escrúpulos, desprovido de sentimentos, que não olha a meios para atingir os seus objetivos. É capaz de tudo para conseguir o que quer...

É um romance completamente diferente daquilo a que estamos habituados, em que a personagem principal é sempre uma vítima e que lhe acontece tudo e mais alguma coisa... neste romance os papeis são invertidos e testemunhamos ao longos destas páginas, na primeira pessoa, a vida e os atos de um vilão.

 

Dos melhores romances que já li, sem dúvida nenhuma! Muito bom.

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19
Jul17

Construí uma ponte...

Sr. Solitário

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Construí uma ponte para ti, a minha ilusão ordenou-me para que o fizesse e eu fi-lo sem pensar nas consequências, tão majestosa e segura de si para que a pudesses percorrer com facilidade até mim, sem curvas e sem obstáculos. Tive o cuidado de a embelezar com todas as minhas qualidades, com os meus sorrisos sinceros, e com uma segurança que nunca senti mas que mascarei facilmente.

 

Construí uma ponte com uma só saída, um acesso direto à porta do meu coração que te receberia de braços abertos, apesar de todas as suas feridas ainda por cicatrizar. Ele pulava de excitação, esperava ansiosamente a tua chegada, não me dava descanso!

 

Construí uma ponte para ti mas tu nunca a percorreste. Ela permanece em silêncio, abandonada, e já dá sinal de se desfazer a qualquer momento, caindo no vazio. O sinal verde ainda pisca de quando em vez, o vermelho ainda não se acendeu, e eu arrependo-me de não colocar um amarelo intermitente.

 

Construí mais uma ponte para juntar à coleção de pontes que fui construindo ao longo da minha vida, já lhes perdi a conta. Um nevoeiro denso cobre-as, algumas teias de aranha enfeitam os alicerces, um vento gélido assobia por entre as ruas.

Cansei-me de construir pontes para quem não as merece percorrer. Agora, quem quiser chegar ao meu coração, terá que escalar uma grande montanha e rezar para que não caia no precipício.

 

 

06
Jul17

Isto choca?

Sr. Solitário

Amanhã estará nas bancas a revista Cristina deste mês. Mas, na sua página oficial do Facebook e no Instagram, a apresentadora e diretora de conteúdos publicou as imagens de três capas diferentes que irão ser apresentadas.

A publicação será dedicada ao amor e, para fazer jus à palavra já de si grandiosa, na minha opinião, as capas são as seguintes:

 

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Como seria de esperar, tais publicações geraram milhares de comentários dos seus seguidores, uns apoiando totalmente a iniciativa, outros nem por isso.

Saber que existem cidadãos que são contra a homossexualidade, não aceitam como se essa fosse uma decisão só sua, já não me interessa minimamente. Felizmente eu estou bem resolvido com a minha vida, e a dos outros não me interessa, não contribui para a minha felicidade.

O que me choca essencialmente são muitos dos comentários que li. Do pior! Em pleno século XXI ler comentários do género:

 

"Paneleiros, metem-me nojo!"

 

"Porcas, deviam era ter vergonha!"

 

"Putas e Paneleiros rio com esses porcos, para mim sao igual apanhar violadores e pedofilos"

 

"As duas chocam... querem a toda a força que isto seja normal????? normal é um homem e uma mulher amarem-se não existe nada mais lindo que o Amor entre um casal, afinal isto são os princípios da vida... eu respeito estas pessoas porque como cidadã tenho que respeitar o próximo mas não me peçam para aceitar isto como uma coisa normal... Desculpem mas para mim isto é uma disfunção hormonal que devem tentar tratar com todo o devido respeito que tenho por estas pessoas!"

 

"Grande nojo. Esta mulherzinha anda a ser mal aconselhada. Que nojeira e falta de vergonha. Será que à revista também já é pornográfica?"

 

" LAMENTÁVEL!!! Numa sociedade normal e civilizada, NÃO PODE HAVER LUGAR PARA ESTES ANORMAIS!! E quem tem a infeliz ideia de publicar esta aberração, só pode merecer o maior repúdio! VERGONHOSO!!"

 

"Deviam casar-se aos molhos de dúzia é meia. Mais fêmeas sobravam para os verdadeiros homens. Abrenuncia... Santanás. Credo!!!"

 

Isto entristece-me imenso! Não como homossexual assumido que sou, mas sim como cidadão português. Tenho vergonha de fazer parte desta sociedade.

Dizem que as mentalidades estão a mudar a cada ano que passa, mas depois disto deixei de acreditar nessas palavras. Sem mais a acrescentar.

 

E a vocês? Estas imagens chocam?

 

03
Jul17

Uma tarde quente de folclore

Sr. Solitário

As previsões meteorológicas previram um fim de semana com altas temperaturas, uma notícia desagradável para mim, que não gosto nem um pouco do calor! Mais desagradado fiquei por saber que tinha uma atuação do grupo folclórico do qual faço parte marcada para esse domingo à tarde. Acreditem que dançar trajado com as roupas pesadas que compõem a indumentária do rancho, trajes de antigamente, numa tarde de um calor intenso, não é de todo fácil.

 

Festejava-se o São Pedro, o último santo popular de acordo com as datas, nas terras de Paraíso, concelho de Castelo de Paiva. Grande ironia do destino, pois com o calor que se sentia mais parecia estarmos no Inferno, e não no Paraíso propriamente dito.

Cantando e dançando as tradições do nosso país, com muita água à mistura para hidratar e de estômago cheio das delícias do farnel, lá se passou a tarde de folclore.

 

Tenho apenas duas fotos para partilhar convosco, a inércia provocada pelo tempo obrigou-me a passar mais tempo deitado na toalha.

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19
Jun17

Coitada! Ela não tem culpa de nada

Sr. Solitário

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Tentei por diversas vezes escrever um texto que mostrasse o quanto lamento a tragédia que colocou Portugal em luto. Não consigo. A verdade é que não há palavras que descrevam os sentimentos, principalmente os mais negros e pesados, não vale a pena forçar porque elas não vão sair.

Uma imagem vale mais que mil palavras. Acredito muito nesta tão singela frase e, na minha opinião, esta que aqui partilho com todos vocês mostra, de uma forma simples e clara, aquilo que pretendo transmitir.

 

Ela não tem culpa de nada!

06
Jun17

O Pavilhão Púrpura - José Rodrigues dos Santos

Sr. Solitário

Este é o segundo volume da trilogia "As Flores de Lótus". A história continua com as mesmas personagens oriundas de 4 países diferentes: Portugal, Japão, China e Rússia. Tal como o primeiro, este é um livro para ler com moderação, daí a ter demorado mais tempo a acabar a sua leitura.

É um livro pesado, tanto a nível físico como a nível emocional, sempre cheio de detalhes históricos que me interessaram bastante. Contudo, um pouco enfadonho na parte política, mas isso já depende do gosto literário de cada um.

 

O terceiro livro que encerra esta trilogia, O Reino do Meio, está previsto ser publicado em outubro.

 

Boas leituras.

 

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29
Mai17

Escondo-me em palavras

Sr. Solitário

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O mundo agita-se lá fora. Há sempre um burburinho no ar, abafado pelas janelas, que corta o pesado silêncio que as paredes enrugadas da minha casa carregam. Todas elas são testemunhas da minha solidão, são elas que amparam os meus golpes de desespero, são elas que calam o meu choro. Se fossem notificadas por um qualquer tribunal dos sentimentos, onde eu me sentava na cadeira do réu, estas paredes eram a prova mais fidedigna da minha culpa.

 

Sento-me no sofá da sala com um livro nas mãos, abro-o e sou invadido pelo conforto das palavras, elas abraçam-me o corpo esguio, levantam-me e levam-me para onde elas querem ir. E eu deixo-me levar.

Conheço várias pessoas, variadas personagens que as palavras do livro me apresentam, e sinto que a minha solidão se desvanece aos poucos, transformando-se num sentimento quase inexistente. Vivo tantas aventuras, presencio tantos momentos, que de tão singelos que são me trazem de novo à vida, àquela vida que eu quero viver.

Porém, as palavras começam a dançar num ritmo que não compreendo perante os meus olhos já de si cansados, tenho que parar e fechar o livro, voltar para a minha clausura.

 

Reparo que o mundo lá fora não parou enquanto estive ausente, o burburinho continua, eu é que não o acompanhei. Não me importo - penso com um encolher de ombros - prefiro mil vezes a vida que se passa nos livros do que viver a minha própria vida.

Fecho as cortinas, entregando a casa mais uma vez à escuridão, e nela permaneço até que tenha vontade de ler novamente.

 

 

26
Mai17

Passadiços do Paiva

Sr. Solitário

Ontem à tarde fui até aos Passadiços do Paiva pela primeira vez. O tempo estava mais ameno, pelo que foi mais fácil galgar os 8km de pleno esplendor, sempre em contacto com a natureza.

Não consigo transmitir em palavras tudo aquilo que vivi durante duas horas e meia. Então, vou deixar as palavras de lado, e passo às fotografias que tirei que espero que sejam tão bonitas quanto àquilo que o meu olhar albergou. Não são muitas, aliás todas as fotografias que reuni nunca serão suficientes para mostrar a beleza de tamanho local.

Recomendo vivamente a visita.

 

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