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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

05
Jan17

Livros esquecidos

Sr. Solitário

Não tenho lido nada ultimamente. Tenho vontade de ler, sinto essa necessidade, mas os dias vão passando sem que pegue num livro e me absorva na sua história. No meu quarto, os livros amontoam-se e permanecem fechados, esperando pacientemente a sua vez para serem lidos.

Quando os observo penso sempre que passou mais um dia sem eu ler uma única palavra que seja e sinto um vazio, sinto pena deles. Já pensei em não acabar a história que permanece em suspenso, o livro que "estou a ler" e do qual tenho uma imagem na barra lateral deste blog, não sei... penso que será esse livro que me está a roubar a vontade de ler... Mas se recomeçar, será que consigo leva-lo avante? Essa dúvida faz com que adie essa minha decisão e os livros permanecem esquecidos e em silêncio esperando a minha vontade.

 

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12
Dez16

À conversa com... Richard Zimler

Sr. Solitário

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É com uma enorme honra que, hoje, reinicio esta rubrica com um convidado muito especial para mim. Trata-se de um grande escritor que muito estimo e que me alegra tanto que tenha aceite estar à conversa comigo. Gosto muito, ou melhor dizendo, adoro a escrita dele, como já referi inúmeras vezes aqui no blog. Recomendo a leitura de todos os seus romances, cada um tem uma história que nos marca do início ao fim, sempre com uma mensagem emotiva.

Bem, sem mais delongas, Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... Richard Zimler.

 

Sr. Solitário: Olá Sr. Zimler, bem-vindo ao meu cantinho. É com muita honra que faço esta entrevista humilde e da qual tenho a certeza que será do agrado de todos os meus leitores. Em primeiro lugar, eu começava por lhe perguntar se alguma vez pensou que seria um escritor tão bem conceituado como é?

Richard Zimler: Sonhei com a possibilidade de publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um escritor apreciado pelos leitores de muitos países diferentes – os EUA, Portugal, Inglaterra, França, etc...  Estou muito grato todos os dias.

 

S: “O Último Cabalista de Lisboa” é o seu primeiro romance entre outros que se seguiram que retratam o grande massacre que os judeus sofreram ao longo dos anos. Porquê a necessidade de escrever sobre esse assunto?

RZ: Acontece que tenho uma personalidade subversiva. Gosto de explorar temas – e injustiças, em particular – que as outras pessoas prefeririam esquecer ou branquear. Suponho que seja a minha tentativa de retificar – um pouco – uma situação intolerável. O meu feito talvez seja em parte o resultado de eu ter nascido judeu (um povo que tem uma historia de perseguição muito longa). No caso de “O Último Cabalista de Lisboa”, 2000 Cristãos Novos foram mortos e queimados no Rossio. E depois completamente esquecidos. Quase ninguém em Portugal sabia da existência deste massacre antes de eu escrever o livro. Pensei: Estes Cristãos Novos merecem mais! Merecem, no mínimo, serem lembrados, porque eram pessoas tão reais como eu. Então, comecei a criar Berequias e Abraão Zarco e as outras personagens do romance.

 

S: "Os Anagramas de Varsóvia", "Meia-noite ou o princípio do mundo" e a "Sétima Porta" fazem parte do meu top de livros. Em que se inspira para escrever histórias tão marcantes?

RZ: Ainda bem que gostou tanto desses livros! São três romances muito diferentes, mas o fio condutor talvez seja o meu desejo de falar pelas pessoas cujas vozes são sistematicamente silenciadas. No caso de “Os Anagramas de Varsóvia”, exploro a vida quotidiana no gueto judaico de Varsóvia. “A Sétima Porta” trata da esterilização e matança de pessoas deficientes durante a ditadura dos Nazis em Alemanha (um crime contra a humanidade quase esquecido). Em “Meia-Note ou o Princípio do Mundo”, falo dos bosquímanos, um povo de África austral dizimado pelos colonizadores europeus (e pelos Zulu também).

 

S: "A Sentinela" é o seu primeiro policial, mostrando uma outra habilidade sua enquanto escritor. Teve algum receio de que este romance "diferente" não fosse tão bem aceite?

RZ: Esperava... Mas não há garantias. Tenho livros que foram grandes sucessos em muitos países e outros que foram fracassos. Por exemplo, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” vendeu bem em Portugal, Inglaterra e França, mas foi um fracasso nos EUA e Itália. As vezes, depende do trabalho da editora. Infelizmente, nem todas as editoras são competentes. No caso de “A Sentinela”, pensei que teria alguma possibilidade de ser apreciado pelos leitores portugueses porque o livro lida frontalmente com a crise económica (e moral!) no país.

 

S: O que sente um escritor quando vê a sua obra tornar-se um bestseller em vários países? Sente que cumpriu o seu objetivo?

RZ: O meu objetivo é sempre o mesmo: escrever um maravilhoso livro – um livro cativante, inteligente e poético.  Por isso, as vendas – bom ou mal – não tem a ver com o meu grau de satisfação com o livro. Tendo dito isso, vender bem é importante, sobretudo porque se um livro vende mal, a minha editora não vai continuar a publicar os meus livros. Hoje em dia, a única coisa que conta no mundo editorial é vendas (lucros). A qualidade da historia e da escrita são fatores muito menores da perspetiva das editoras. É uma situação muito lamentável, na minha opinião.

 

S: Dentro do estojo da sua vida há um lápis para escrever o seu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o seu mundo e uma caneta para escrever em si um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usaria? Porquê?

RZ: Talvez fosse o compasso, porque adoro criar universos paralelos para mim e para os leitores. Penso da capa dos meus livros como uma porta. Ao abrir o livro, o leitor passa pela porta e entra num mundo da minha criação!

 

02
Dez16

Duas irmãs, um rei - Do livro ao filme

Sr. Solitário

Sou um eterno apaixonado por romances históricos, e então aqueles que retratam a monarquia fazem o meu deleite, adoro! Philippa Gregory é uma das autoras que admiro imenso pelas suas obras ricas em pormenores históricos magníficos descritos com detalhes que nos enleva numa viagem entre séculos conturbados da história da Inglaterra.

Li o livro "Duas irmãs, um rei" o ano passado e adorei. Soube que havia um filme inspirado nessa obra que data de 2008 mas só ontem tive oportunidade de o ver. Vou-me poupar daqueles comentários habituais de que o livro é sempre melhor que o filme, disso já não restam dúvidas, e eu não quero bater mais no ceguinho como se diz na gíria popular.

 

Adorei o filme também. Todos os cenários e a roupagem retratados são riquíssimos, a trama é, também como no livro, apaixonante.

A história das irmãs Bolena e de todas as suas intrigas e mistérios fascina-me. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra, casando-se com Henrique VIII após este anular o seu casamento com Catarina de Aragão. Tal enlace resultou numa polémica do ponto de vista político e religioso, e resultou na criação da Igreja Anglicana. A ascensão e queda de Ana Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.

 

Um livro e um filme que recomendo.

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11
Nov16

O site das trocas

Sr. Solitário

Já conhecem o site das trocas online? É muito fácil de utilizar e o registo também não é nada difícil de fazer. Já troquei imensos livros através desta plataforma digital onde as pessoas são bastante simpáticas e atenciosas no decorrer das trocas. Uma maneira mais económica de trocarmos livros e outros acessórios dos quais já não precisamos, pagando apenas os portes no correio.

Visitem já e boas trocas

 

www.troca-se.pt

 

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04
Nov16

Viver depois de ti - Jojo Moyes

Sr. Solitário

Esta é a história de Louisa Clark, uma jovem com uma vida banal que, quando é confrontada com o desemprego, decide candidatar-se a um cargo de cuidadora de um homem tetraplégico, sem qualquer experiência.

 

Will Traynor vive aprisionado numa cadeira de rodas, precisa de ajuda para levantar-se, para comer, para barbear-se e para se deitar, entre outras coisas que para nós, comuns mortais, são totalmente superficiais. Com um temperamento difícil, Will vive a sua vida de uma forma apática, revoltado com o seu destino. Porém, com a chegada de Louisa, Will suaviza aos poucos o seu caráter e ela aprende a lidar com ele melhor que ninguém.

 

Contudo, o que Louisa não sabe, é que o Will já tem planos para a sua vida, planos esses que, ao descobri-los, a deixam em choque e tenta fazer de tudo para os mudar.

É um livro maravilhoso que recomendo vivamente. Uma história marcante que nos deixa a pensar sobre o real sentido da vida.

 

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24
Out16

Grey - E. L. James

Sr. Solitário

Gostei muito deste livro. Ao lê-lo, senti uma nostalgia muito grande que vem de há 3 anos atrás, quando li esta trilogia. Neste livro recordamos a história que apaixonou e viciou muitos leitores, só que desta vez narradas pelo próprio Christian Grey.

Há muitas pessoas que ao ouvirem falar da saga "As 50 Sombras de Grey" pensam somente numa única coisa, sexo e mais sexo. Mas não. A história não fala só e apenas de sexo, há toda uma história e um enredo fantástico que nos deixa deslumbrados. Arrisco-me mesmo a dizer que também se trata de uma história de amor, bastante atribulada.

É lindo.

 

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19
Out16

Ler

Sr. Solitário

O livro está sempre posicionado na cómoda do meu quarto, vejo-o sempre que lá passo, e, por vezes, contemplo a sua capa, a grafia do título, a textura das folhas.

 

Quando consigo ter algum tempo para ler, depois de todos os meus afazeres, coloco os meus óculos que uso só para a leitura, sento-me no sofá da sala (ou em dias mais frios sento-me na minha cama aconchegado com os cobertores nas pernas), pego no livro, percorro as folhas até ao marcador que sempre uso há mais de 10 anos e começo a ler. O mundo à minha volta para, deixo de ouvir todos os outros sons, esqueço-me até dos meus próprios sentimentos e vivo a história que tenho entre mãos.

 

As palavras correm à medida que passo por elas. Ao lê-las, elas ficam guardadas na minha memória, arrumando-se para que as próximas caibam na mesma gaveta do cérebro, aquelas gavetas imaginárias onde guardamos as nossas lembranças e onde eu tenho uma bem grande que dá para armazenar livros e mais livros que fui lendo ao longo da minha vida.

O meu telemóvel vibra, informando-me que acabo de receber uma nova mensagem. Por vezes sinto-o, outras vezes não e fico admirado quando vejo a luz a piscar porque realmente não dei por ela. Não é à toa quando digo que o mundo à minha volta deixa de existir quando inicio a leitura.

 

As horas passam a correr e chega o momento em que tenho de voltar a colocar o marcador numa nova página e ficar na expectativa de como a história irá se desenvolver. Volto a posicionar o livro na cómoda e ele aguarda que eu volte para o pegar e devorar as suas frases.

No fim, entrego-o à biblioteca onde o fui buscar, ele fica no lugar que lhe é respetivo e aguarda pacientemente que outro leitor o leve e o faça conhecer outra casa, outras divisões, outros hábitos de leitura e outros lugares onde possa ficar temporariamente.

 

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04
Out16

Book tag: desafio dias da semana em livros

Sr. Solitário

Este desafio foi-me lançado pela Maria Mocha que aceitei logo de imediato, pois eu adoro falar dos livros que já li e recomenda-los.

Confesso que tive uma certa dificuldade em escolher algumas das obras para cada dia da semana, mas fiz um esforço de memória para buscar alguns livros que já li e aqui está a minha lista.

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse.

 

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Este livro para mim é um dos melhores que já li. Eu adoro o Richard Zimler, quem não leu um livro dele aconselho mesmo a ler, pois são histórias muito marcantes capazes de nos arrancar todas as emoções. "Meia-noite ou o princípio do mundo" é um livro obrigatório de ler! Na minha opinião está no top dos tops. Li cada palavra com tanto prazer que não queria que esta história nunca terminasse. A Sétima Porta do mesmo autor também é igualmente bom...

 

Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar.

 

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Já me aconselharam a leitura deste livro mas fico sempre reticente quando me falam de José Saramago, o tal escritor que se esquece de pontuar as suas histórias. Contudo, quero muito ler este livro, mas vou adiando sempre para uma próxima.

 

Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação.

 

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Lembram-se deste livro? Uma história tão bonita e simples. Li-o por obrigação na escola, mas nunca mais me vou esquecer dele.

 

Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento.

 

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Não consegui ler esta trilogia até ao fim. Li o primeiro e gostei bastante; o segundo, nem por isso. Não o acabei de ler e não sinto que perdi uma grande história... talvez esteja enganado e um dia volte a pegar nele.

 

Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas.

 

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Sou da opinião que existem muitos livros para todos os gostos. Eu não recomendaria este livro, no entanto, com certeza que existe alguém que gostou de o ler... os gostos são relativos e ainda bem que assim é.

 

Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra).

 

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Espero ansiosamente que a biblioteca faça a compra deste livro! Quero mesmo muito lê-lo.

 

Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou.

 

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Já li este livro duas vezes, espaçadamente é certo, mas um dia ainda voltarei a ler de novo. É muito, muito bom!

 

 

03
Out16

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Sr. Solitário

Não somos nós que escolhemos os livros, são eles que nos escolhem. Cada livro tem a sua magia especial que nos prende, as personagens passam a fazer parte do nosso dia, ocupam os nossos pensamentos e arrancam algumas das nossas emoções.

A Sombra do Vento é um livro para a vida, tal como disse uma amiga minha. Subscrevo totalmente a sua opinião e acrescento que todas as pessoas deveriam lê-lo. Eu demorei mais tempo que o normal para o ler, pois não queria de maneira nenhuma que esta história acabasse, queria que ela perdurasse por muito, muito tempo. No entanto, acabou tão depressa como começou e já sinto saudades.

Há livros que nos marcam. Este marcou-me e, por mais que tente arranjar palavras para o descrever, não consigo expressar-me da forma que queria.

 

Deixo apenas a sugestão e tenho a certeza que não se irão arrepender.

 

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