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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

11
Jan17

A carta queimada

Sr. Solitário

Escrevi numa folha de papel um dos momentos mais marcantes da minha vida, pormenorizadamente, enchendo uma folha inteira de tamanho A4 com uma caligrafia corrida tal como a minha memória exigia. A caneta preta percorreu todas aquelas linhas sem cessar, derramando a tinta que por sua vez desenhava as letras que a minha mente ordenava.

 

Quando acabei de escrever, já os dedos me doíam, dobrei a folha em 4 e guardei-a entre os meus livros, fechando todas as más memórias que ali ficaram gravadas. Ontem fui busca-la, reli-a e tomei uma decisão. Movido por um impulso atirei a carta para a lareira. As chamas logo a consumiram e eu fiquei a observar cada letra, cada palavra, a ser destruída para sempre.

O fogo não destruiu só uma simples carta dirigida a ninguém, destruiu também os fantasmas de um passado, libertando-me deles. Gostei da sensação que presenciei e talvez volte a fazer o mesmo, para que assim, de uma forma definitiva, os meus fantasmas se desvaneçam e nunca mais me voltem a incomodar.

 

letters-burned.jpg

 

 

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