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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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09
Mai16

À conversa com... Chic'Ana

Sr. Solitário

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Uma das bloggers mais acarinhadas da blogosfera, com um sentido de humor muito presente, peripécias do dia-a-dia muito características, partilhando boas gargalhadas com os seus leitores.

Prendas, choques e One Smile a Day.

Senhoras e senhores, hoje estou à conversa com... a Chic'Ana.

 

Olá, eu sou a Ana, mais conhecida por Chic' Ana, neste momento tenho 30 anos, idade para ter juízo, mas afinal, o que é a idade para além de um simples número? 
Aceitei este convite com um grande sorriso nos lábios, primeiro, porque gosto imenso do Sr.Solitário, e em segundo, porque vos posso dar a conhecer um pouco mais sobre mim. Sou simpática, sorridente, teimosa e resmungona. Aqui estou eu, sem filtros no "À conversa com... "

 

Sr. Solitário: Desde pequena que a tua vida tem sido cheia de peripécias cómicas. Quais eram os teus sonhos em criança?

Chic'Ana: Em criança lembro-me essencialmente de 3 coisas [ar de sonhadora]: Queria saber voar, imaginava-me imensas vezes a voar. Normalmente fazia gestos de natação para me deslocar no ar, até que percebi que eram os meus pais que me pegavam de cada lado e só assim levantava os pés do chão. Adorava ter uma irmã para partilhar as brincadeiras. E, por último, queria mesmo muito chamar-me Vanessa, porque era a menina mais bonita da sala e que tinha todas as atenções.

 

S: Porque alguns deles não se realizaram?

C: Dos 3 apenas um deles não se realizou: mudar o nome para Vanessa. Com o tempo acabei por adorar o meu nome e nada de o querer mudar!

 

S: Qual a profissão que ambicionavas ter?

C: Como em criança tive muito contacto com hospitais, queria seguir pediatria para poder ajudar os outros meninos. Também queria muito ser cantora de música pimba.

 

S: Sentes que tiveste uma infância feliz, ou algo falhou?

C: Tive uma infância super feliz [sorriso rasgado]. A minha família proporcionou-me sempre o melhor, com mais ou menos dificuldades, os momentos em família eram sempre valorizados, os sorrisos uma constante. Os meus pais nunca me falharam (com um orgulho enorme). Pude crescer como uma criança deve crescer: com alegria, com acompanhamento, com educação...

 

S: Ter uma irmã mais nova fez te sentir menos importante para os teus pais?

C: Sinceramente, a felicidade que o nascimento dela me proporcionou era capaz de superar qualquer coisa, mas não, nunca me senti menos importante, apesar de ter uma fase ciumenta. Fui filha única durante muito tempo, não por minha vontade.

 

Gosto muito da minha família, é o meu porto de abrigo. Não gosto de injustiças, tira-me completamente do sério.

 

S: Eras uma boa aluna na escola?

C: Sim, nunca dei qualquer tipo de problema aos meus pais. Até ao 6º ano era aluna de 5’s, até que percebi que aquelas notas não contavam para nada [risos], então, do 7º ao 9º ano deixei que estas caíssem um pouco, mas nunca tive uma negativa. O primeiro susto tive-o no 10º ano, num teste de matemática, no 1º teste tive 4 valores, de 0 a 20, decidi que não podia continuar assim e que era tempo de levantar as notas para seguir o ensino universitário. No segundo teste tirei 19 valores. Depois foi uma questão de as manter!

 

S: Como foram as paixões de adolescente? Algum desgosto de amor?

C: Isto pode parecer um pouco estranho, mas nunca tive um desgosto de amor na adolescência. Tive namorados, sim, mas desgostos nunca.

 

S: Sei que estás a viver com o teu atual companheiro e que são muito felizes. Queres nos contar, resumidamente, a vossa história de amor?

C: Eu sabia que esta questão ia surgir e digo-te já que me dá um enorme prazer responder. A nossa história, como tudo na minha vida, é um pouco estranha. Ao invés de o conhecer a ele e só depois a família, não, quis inovar e conhecer a família toda primeiro. Ele era o único elemento da família que eu não conhecia.
Certo dia, num jantar de anos de um amigo em comum, acabámos por ficar sentados frente a frente. Eu senti logo uma empatia enorme com ele, apesar de achar que ele era um comilão, de ter refilado com ele mal o conheci, de termos trocado provocações e de nos termos irritado. No fim do jantar foi cada um para sua casa mal sabendo o nome um do outro. No dia seguinte, percebi que ele era o tal elemento da família que eu não conhecia. Passei a vê-lo com mais frequência, e a irritação deu lugar a um sentimento mais carinhoso que não parou de crescer até hoje.

 

S: Filhos, para quando?

C: [Ahah] Tenho o sonho de ser mãe, é verdade. Fazer uma viagem ou outra primeiro e depois pensamos nisso!

 

S: Pensas que serás uma boa mãe?

C: [Uma cara séria] Eu espero sinceramente ser uma boa mãe. Mas o que faz com que uma pessoa seja uma boa mãe? Acho que esta é a questão fundamental que só saberei responder quando tiver o meu bebe nos braços.

 

Adoro o mar e a sua imensidão! Não gosto de caracóis... nem vale a pena comentar!

 

S: Acreditas no amor incondicional?

C: Acredito, acredito porque o sinto!

 

S: Criaste o teu blog em finais de Setembro do ano passado. Eu pergunto: porquê Chic'Ana?

C: Ora, o nome, tal como o blog surgiram numa bela tarde de Setembro em que a minha irmã me lançou um ultimato: porque não fazes um blog? É agora ou nunca! E eu fiz! Sem qualquer objetivo e rumo inicial, sem qualquer definição, assim do nada surgiu e foi-se afirmando aos poucos e conseguindo uma identidade. O nome, foi fácil, com tantas Ana’s e eu tendo a mania que sou Chique, foi uma composição engraçada.

 

S: Alguma vez te passou pela cabeça que o Chic'Ana te iria trazer todo este sucesso que tem obtido junto dos leitores ao longo destes meses.

C: Nunca. Sinceramente tudo começou por ser um sítio onde podia desabafar, onde podia publicar os episódios mais marcantes do dia-a-dia, quase como um diário em versão digital. O número de visitas foi crescendo, os comentários também, e hoje ao olhar para trás, já não consigo contar pelos dedos das mãos as pessoas de quem gosto e que tanto me fazem falta diariamente.

 

S: Existe algum segredo para o sucesso?

C: [Risos] Se houver, também o quero! Acho que passa essencialmente por ser o mais natural possível, se não o fores, vão acabar por perceber e o blog perde o sentido pretendido. Lembro-me que a minha irmã me dizia há uns tempos “Tu não achas que podem pensar que estás a inventar as histórias?”. Ao que eu lhe respondi “Acho sinceramente que quem me for conhecendo um pouco, sabe na perfeição que tudo é possível e que não invento nada, se duvidarem, há sempre quem possa confirmar”.

 

S: Qual o sabor do carinho que recebes todos os dias dos teus leitores?

C: [Bastante emocionada] É algo que não consigo descrever. Posso utilizar palavras, mas estas não têm a força suficiente para demonstrar aquilo que eu realmente sinto. É o motor que move o meu blog, sem os leitores, para quê escrever? Precisamos de alguém com quem partilhar a nossa vida, seja real, seja virtual, precisamos sempre de alguém. Pelo menos eu preciso! Detesto a solidão…

 

Gosto da alegia, não há nada melhor que um sorriso. Não gosto da violência, há que fazer algo para alterar este panorama.

 

S: O teu blog é muito marcado pelo humor. Sorrir para não chorar?

C: Eu sou muito natural e entrego-me muito ás emoções. Quando tenho de chorar, choro, sem vergonhas, sem qualquer problema. É a emoção que sinto naquele momento e é essa que tenho de extravasar. Nem todos os posts foram de humor, tenho alguns bastante pesados, que refletiam o meu estado de espírito nesse momento e foram escritos com lágrimas nos olhos. Felizmente tenho tido mais motivos para sorrir do que para chorar, portanto.. vamos sorrir que a vida é bem melhor. Se conseguir com que os outros também sorriam, fantástico!

 

S: O que gostarias de dizer a todas as pessoas que te acompanham todos os dias no blog?

C: OBRIGADA! Essencialmente obrigada. Obrigada por estarem presentes, obrigada pelo carinho, obrigada pelas emoções, obrigada pelas partilhas constantes, obrigada pelos laços que se formaram, obrigada pela amizade. Gosto de cada um por tudo o que os caracteriza, com todos os seus defeitos e qualidades. É muito curioso como nos moldamos e partilhamos comportamentos. Como gerimos diferentes perspetivas. São pessoas reais e isso é do melhor que pode existir.

 

S: Até onde queres chegar? Existe uma meta para a Chic'Ana?

C: Não, eu costumo dizer que por vezes o meu blog parece que tem vida própria e que foge do meu controlo, e é assim mesmo que ele vai continuar. Até onde quiser, quando quiser e como quiser.

 

S: Algum agradecimento que nunca foi feito?

C: [Muito séria] Sim, bastantes. Às pessoas que partiram, principalmente aos meus avós [com algumas lágrimas], que tanto contribuíram para a pessoa em que me tornei, que me mimaram na altura certa, que fizeram tudo o que podiam por mim. Nunca lhes agradeci. Por vezes quando somos pequenos  pensamos que as pessoas vão estar ali sempre para nós, mas tal não acontece. Muito obrigada por terem partilhado experiências e vivências comigo. A minha irmã já não teve oportunidade de os conhecer como eu os conheci e eu tento compensar isso de alguma forma, apesar de não haver compensação possível.
Aos meus pais, o agradecimento nunca é demais. Ás outras pessoas que se cruzaram comigo, penso que fui agradecendo.

 

S: Se tivesses oportunidade de falar com alguém que já partiu, o que gostarias de lhe dizer?

C: [lágrimas, misturadas com um sorriso] Avô, fui eu que dobrei a antena do rádio! Eu explico, o meu avô tinha comprado um rádio para levar para a sua hortinha, na altura, os rádios tinham daquelas antenas gigantes que se puxavam para captar melhor o sinal. Um dos dias os meus pais foram buscar-me à hortinha dele e eu trouxe o rádio e vinha no carro toda contente. Lembrei-me que se colocasse a antena fora do vidro ainda podia captar melhor o sinal e voilá, lá vai a Ana de antena espetada fora do carro. A dada altura estava a ficar demasiado despenteada e toca de fechar o vidro.. Fechei o vidro, mas esqueci-me da antena de fora, portanto, o vidro ao fechar, na altura sem sensores, dobrou a antena toda, sendo quase impossível de endireitar. Depois coloquei o rádio em cima do móvel do meu avô como se nada se passasse. Ainda hoje guardo carinhosamente o rádio com a antena amolgada! Essencialmente queria dizer aos meus avós que os adoro!

 

Sou louca por gelados! Até no Inverno os como! Detesto atrasos, fico num frenesim interno sempre que alguém se atrasa!

 

S: Alguém te deve um pedido de desculpas?

C: Penso que não. Todos erramos, todos seguimos em frente e por vezes a palavra desculpa está presente nos gestos e nas atitudes, portanto, não há nenhum pedido do qual me recorde que deveria ter sido feito.

 

S: Para quem seria o teu sorriso mais sincero agora?

C: Para ti, que me convidaste com toda a abertura, espontaneidade para estar aqui presente à conversa.

 

S: O que consideras indispensável na tua vida?

C: Ter alguém, eu preciso de ter sempre alguém com quem partilhar algo. Pode ser o marido, a irmã, família, a amiga ou amigo. Eu sou uma pessoa que precisa de pessoas. Para além desta componente muito forte, preciso também de exercício, de me mexer.

 

S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?

C: Ui!! Escolha bastante complexa… Bom, começando pela borracha,, não a utilizaria, porque o passado fez de mim aquilo que sou hoje. Uma régua para medir as alegrias também não, teria de ser uma régua muito grande e já teria saltado fora do estojo. Já tenho imensos nomes gravados em mim, portanto também não precisava da caneta… O futuro será uma incógnita, e escrevendo a lápis pode sempre ser apagado, portanto, que venha o compasso para desenhar o meu mundo. Um mundo que espero que seja melhor a cada dia que passa.

 

S: Obrigado Chic'Ana, foi um gosto enorme conversar contigo!

C: Obrigada eu por esta oportunidade. Confesso que se o objetivo era respondermos de coração, tendo as emoções à flor da pele, conseguiste na perfeição. Não estava à espera de muitas das questões. Foi realmente um prazer estar aqui neste bocadinho.

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