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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

18
Abr17

À conversa com... A Desconhecida

Sr. Solitário

a desconhecida.jpg

 

Certo dia, uma simples Desconhecida, decidiu criar um blog. Nele partilha muitas das suas peripécias bem como as suas sugestões de leitura, os seus projetos de uma vida saudável, relatos com os seus miúdos que nos levam às gargalhadas, e histórias fantásticas onde o amor de uma família está sempre presente.

Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... A Desconhecida.

 

Olá a todos, sou a Desconhecida, tenho 19 anos e ainda muito para viver e aprender! Um dos meus lemas de vida é deixar acontecer naturalmente... Sou uma pessoa simples e hoje estou aqui, sem filtros, no à conversa com...

 

Solitário: Olá, bem-vinda. Porquê o nome A Desconhecida?

Desconhecida: Olá Sr. Solitário! Antes de mais, deixa-me só dizer isto, OBRIGADA! Escolhi este nome porque não queria de todo revelar o meu nome real, queria passar despercebida, queria e quero ser A Desconhecida.

 

S: Quais os teus objetivos com a criação do blog?

D: No inicio não tinha objetivos específicos e acho que continuo a não ter... Criei o blog para falar de mim, das minhas Pessoas... Para me divertir a escrever e para passar o tempo, visto que nessa altura estava meia “parada” na vida.


S: Com apenas 19 anos já tens muito para contar?

D: (risos) Com 19 anos, ainda só tenho algumas coisinhas para contar, ainda tenho muito a viver, muito mesmo, o mundo todo pela frente.


S: "Deixar acontecer naturalmente" é um dos teus planos de vida. Pergunto-te o que desejas fortemente que aconteça?

D: Mal li a pergunta, veio-me logo à mente uma coisa, os exames de acesso ao Ensino Superior, desejo fortemente que corram bem. De resto, deixar acontecer naturalmente... Não gosto de fazer planos, saem furados...

 

Gosto de um bom abraço, daqueles que nos recarregam as baterias. Não gosto de me sentir envergonhada, fico sem jeito.


S: A Desconhecida guarda um terrível segredo... queres contar-nos?

D: Sim, tenho um segredo, que só há pouco tempo consegui revelar aqui nos blogs, é uma daquelas coisas que se põe no fundo do nosso ser e se espera que desapareça... Tinha 12 anos quando aconteceu, quando supostamente aquele tio, o marido da minha tia, o pai dos meus primos mais novos, era para mim uma boa pessoa, passou a ser um monstro horrível e nojento... Colocou uma das mãos por baixo da minha camisola e apalpou-me... Fiquei em choque, nunca contei nada a ninguém... Apesar disto, nunca deixei que este segredo me deita-se abaixo, continuei, e continuo a ter uma vida muito feliz, uma adolescência feliz, com a minha família de verdade, com os meus amigos de verdade, para mim ele já não faz parte da família, apesar de estar quase sempre presente... 


S: O que sentes agora, tantos anos depois, quando te cruzas com o teu tio?

D: Quando me cruzo com ele, é difícil, é difícil porque tenho que falar para ele, e ele continua a falar para mim como se nada tivesse acontecido... Já passaram tantos anos, mas continuo a sentir nojo dele, não olho para ele, simplesmente ignoro-o.


S: Sentes necessidade de fazer justiça?

D: Justiça!? A única justiça que eu gostava que se fizesse era a dele desaparecer para sempre, sinto que a vida ainda se vai encarregar de lhe dar uma lição.


S: Este segredo calado algum dia terá forças para ser contado?

D: Agora sinto que consigo falar melhor sobre isto, desde que consegui contar pela primeira vez... Sinto que consigo contar a mais pessoas... E sinto este segredo a desaparecer... O que não nos mata, torna-nos mais fortes. Por isso, sim, este segredo calado terá força para ser contado.

 

Gosto de dançar, a dança já faz parte de mim. Não gosto de seguir modas, faz-me confusão.


S: Consideras-te uma mulher solteira e feliz. Por opção ou simplesmente porque o amor ainda não aconteceu?

D: Considero-me uma mulher solteira e muito feliz, a nossa felicidade jamais deve depender de outra pessoa... Estou solteira por opção e porque simplesmente o amor ainda não aconteceu... Ainda estou na fase dos amigos coloridos. (risos)


S: Sentes-te capaz de confiar num outro homem?

D: Sim, apesar daquilo que me aconteceu, sinto-me capaz de confiar, até porque tenho bons homens na minha vida.


S: Quem são os teus miúdos?

D: (risos) Ai os meus miúdos, são os meus pestinhas, são os meus primos, do lado materno, ao todo são 13 crominhos lindos, que me enchem o coração!


S: Qual a importância que o humor tem na tua vida?

D: O humor é importante, sim, é um ótimo escape, visto que às vezes a vida tende a ser mais “nublada”, uma gargalhada ilumina logo o dia.

 

Gosto de pessoas, enchem-me o coração. Não gosto de centros comerciais, andar a ver lojas, não é para mim.


S: Catarina é o nome de uma amiga que nunca vais esquecer. Conta-nos o que aconteceu com ela.

D: A Catarina, a minha doce Catarina... Partiu, sem aviso, sem eu poder dizer o que quer que fosse, custou-me tanto vê-la partir... Foi a morte que mais me marcou até hoje, lembro-me de estar agarrada à minha tia, a chorar, e perguntar- lhe o porquê da Catarina ter morrido... Se calhar porque quis... (lágrimas) Percebi então que ela quis morrer, chorei ainda mais, a Catarina suicidou-se, com apenas 15 anos...


S: O que se sente com a perda de uma amiga dessa forma tão trágica?

D: O estado de choque, os choros, a dor, o ter de lidar com a morte de alguém tão próximo, de uma amiga, o suicídio... o funeral, os pesadelos, as saudades, o querer falar com ela, o medo, os porquês, tantos porquês...


S: Alguma vez encontraste explicações que justificassem o seu ato de desespero?

D: Nada me fazia prever que ela se ia suicidar... Mudamos de escola, de amigos, de colegas, ela era tímida, mas acredito que não foi só por isso que ela fez o que fez... Ainda hoje me pergunto qual terá sido a verdadeira razão e não consigo encontrar resposta para tamanho desespero...


S: O que gostarias de lhe dizer neste momento?

D: Espero que estejas num sítio melhor, que tudo o que estavas a sofrer, tenha passado... Adoro-te Catarina! (lágrimas)

 

Gosto de rir, porque rir é o melhor remédio. Não gosto de pessoas que se acham superiores, aborrecem-me.


S: O que gostarias de escrever para sempre na página de um diário?

D: Gostaria de escrever, o quanto a VIDA é bela e que a devemos aproveitar ao MÁXIMO! Carpe Diem!


S: Alguém te deve um pedido de desculpas?

D: Não, neste momento não sinto que alguém me deva um pedido de desculpas, não guardo rancores de ninguém.


S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?

D: Bem, a borracha não, porque o passado faz parte de mim, não o quero apagar, nem pensar. A régua também não, porque as minhas alegrias não se medem, cada alegria é única. A caneta também não, porque não poderia escolher só um nome, seriam vários. Um compasso, huumm, não, o compasso desenha linhas muito retas, o meu mundo é feito de linhas curvas. O lápis, sim, para poder ir escrevendo o meu futuro...


S: Obrigado Desconhecida, foi um gosto enorme conversar contigo.

D: Obrigada eu, por te teres lembrado de mim, gostei bastante, mesmo.

 

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