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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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14
Abr16

A tragédia de Entre-os-Rios

Sr. Solitário

Foi a 4 de Março de 2001, num dia chuvoso de final de inverno, que pelas 21:10h um dos pilares da Ponte Hintze Ribeiro, que fazia a ligação entre Sardoura (concelho de Castelo de Paiva) e Entre-os-Rios, ruiu e fez colapsar a ponte de 300 metros, roubando assim a vida a 59 pessoas. Um dos maiores acidentes em Portugal, há 15 anos atrás.

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No tabuleiro da ponte circulavam três automóveis ligeiros e um autocarro, que regressava de uma excursão às amendoeiras em flor, com 53 pessoas, várias delas da mesma família.

 

23 mortos foram sepultados. 36 cadáveres nunca apareceram.

 

Não pude deixar de partilhar as fotos e os sentimentos que tive quando recentemente visitei o lugar onde decorreu esta grande tragédia que abalou todo o concelho.

 
Uma nova ponte foi erguida, alta, majestosa, como se de um presente se tratasse, tentando fazer esquecer que ali, nesse mesmo sítio, existiu uma outra ponte, velha, que ruiu e provocou uma grande tragédia.

 

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Ainda se vê, nas extremidades, o pouco que restou da ponte velha, fatídica.

 

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Junto a essa ponte, foi colocado um anjo enorme, quase a tocar o céu, que chora, de lágrimas nos olhos. Talvez alusivo a um anjo da guarda, que não valeu de muito às vítimas que perderam a vida nas águas frias do rio Douro.

 

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Nesse lugar, foi construído um monumento em homenagem a todas as vítimas. Lá, podemos ver fotografias e o nome de todas as pessoas que lá deixaram a sua última morada, e o respetivo castiçal onde velas acesas iluminam o espaço.

 

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Uma última mensagem emocionante de um familiar. Não podia deixar de partilhar.

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Um silêncio sepulcral impõem-se neste lugar. Não se sai de lá de ânimo leve, mas sim com um peso no coração, um nó na garganta. Imaginamos o medo, os rostos desesperados, os gritos de aflição. O último fôlego de ar. A luta pela vida. A morte. Sentimos a morte ali, nua e crua.

 

E eu que me queixo de tantas coisas, que me queixo da minha própria vida, sinto-me um ser insignificante perante tal atrocidade. Essas pessoas é que sofreram, elas é que sentiram o verdadeiro medo, o grande desespero. A vida a fugir-lhes. Nada poderiam fazer.

Somos autênticas marionetas da vida.

 

A vida continua e o rio segue o seu curso.

 

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