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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

04
Jan17

Desejos

Sr. Solitário

Numa altura em que se fala muito em resoluções e desejos para o novo ano que já vai no seu 4.º dia, lembrei-me de como em criança eu e os meus amigos pedíamos os nossos desejos.

Eu sou do tempo em que se brincava na rua, ao ar livre, um mundo inteiro aos nossos pés, e esses nossos pés irrequietos percorriam estradas e campos ao movimento rápido da imaginação. A rua era a nossa rede social.

 

Sempre que avistávamos um avião no céu, daqueles pequeninos que se moviam lentamente num céu azul celeste e limpo deixando um rasto de fumo branco, imediatamente cruzávamos os dedos, fechávamos os olhos e pedíamos um desejo em voz baixa. Não o podíamos contar a ninguém, senão o desejo nunca se realiziaria, e, com essa certeza, acreditávamos que aquilo que tínhamos pedido ao avião dos desejos se concretizaria em pouco tempo.

Hoje, ao recordar alguns desses desejos que proferia mentalmente para ninguém os descobrir, rio-me de mim próprio e da minha inocência.

 

Agora que um novo ano recomeça, o ano em que irei completar 31 anos, o meu maior desejo é nunca deixar desaparecer a criança que ainda existe dentro de mim, aquela criança que acredita que os nossos desejos se podem realizar se pedirmos com muita convicção, de olhos fechados, dedos cruzados.

Que todos os vossos desejos se concretizem.

 

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