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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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03
Abr16

Incerteza ou falta de coragem?

Sr. Solitário

Não está a ser nada fácil escrever este post. Já escrevi inúmeras palavras e logo depois apago-as. Não sei por onde começar... Pelo início, claro está. Por vezes é difícil, elas não querem sair, ficam presas e instala-se uma confusão no meu cérebro que me apetece apagar tudo e remover esta publicação. Mas tenho que fazer um esforço, pois é algo que quero muito contar e para a qual preciso de conselhos.

Já aqui referi as várias tentativas de contacto que fiz para com o meu pai. Jurei a mim próprio que nunca mais o faria, devido às circunstâncias, teria quer ser ele a procurar-me desta vez. Estaria eu a ser orgulhoso? Eu penso que não.

 

O que é certo é que desde que aconteceu aquela tragédia dos emigrantes, um deles desta zona que deixou duas filhas amarguradas, tal facto me deixou a pensar e repensar no verdadeiro sentido da vida e de como é tão importante resolver todos os males do passado, pois não sabemos o que nos poderá acontecer, todos nós, e amanhã já poderá ser tarde. Uma ideia remoeu e remoeu a minha mente até ao dia de ontem, em que acordei com um objetivo. O de ligar a uma tia minha muito próxima do meu pai.

 

Após conversa de circunstância, perguntei como estava ele. Está bem, ao que parece, dadas as circunstâncias... Falei-lhe na vontade que tenho em resolver este assunto de um passado tão longínquo e que, frequentemente, me assalta os pensamentos. Eu e o meu pai temos que falar, cara a cara, como dois homens que somos, civilizadamente, sem "atirar à cara", sem acusações, esse "diz que disse".

 

Pedi-lhe, por favor, que antes de me facultar o contacto do meu pai, procurasse saber a opinião dele sobre tudo isto. Só se ele concordasse em falar comigo é que a minha tia me daria o seu contacto. Quis fazer as coisas assim, também para me proteger de mim próprio de mais uma ilusão.

 

Ligou-me umas horas depois, dizendo que o meu pai ficou bastante contente por saber que eu o procurei, mais uma vez, e facultou-me o seu contacto.

 

Agora estou aqui, de telefone na mão, na expectativa sobre o que fazer agora. Já não falo com o meu pai há 10 anos! Há tanto para falar, tanto por dizer, que sinceramente nem sei por onde começar e como o devo fazer. Digo-lhe "olá pai, há tanto tempo!!". Ou será que devo desistir agora que está tudo tão perto de ser resolvido?

 

São estas incertezas e esta falta de coragem que faz parte do meu estado de espírito hoje. Tenho receio de uma má receção, mesmo a minha tia certificando-se de que não irá ser assim, mas não sei... Já passaram tantos anos!

 

Ajudem-me!

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