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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

23
Abr17

José - data de estreia

Sr. Solitário

(...)

Uma leve batida na porta interrompe os meus pensamentos. Atiro um “entre” e a figura atarracada da Gertrudes espreita pela porta. Traz consigo uma chávena fumegante numa bandeja.

— Trouxe-lhe um chá de erva-cidreira, senhor Padre.

Agradeço-lhe e dispenso-a. Quero ficar sozinho a escrever as minhas memórias.

— Está um dia lindo lá fora. O sol brilha e os pássaros cantam, dão as boas-vindas à primavera. Os amores-perfeitos que plantamos já começam a rebentar. Devia ir vê-los, senhor Padre, apanhar um pouco de ar, ia fazer-lhe bem.

— Hoje não quero. Perdoe-me Gertrudes, mas hoje quero ficar sozinho.

— Com certeza – e sai sem mais uma palavra.

Pego na minha esferográfica, nem sei por onde começar... Sim! Como uma boa história, tenho de começar pelo início, pela minha primeira memória.

 

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