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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

20
Out16

Nu

Sr. Solitário

Sinto-me nu. Um vento frio envolve o meu corpo magro e estremeço ao seu toque. Coloco os braços em redor do meu pescoço e fecho os olhos sentindo a sensação de liberdade que me transforma num ser solto, desprendido de pudor. Inspiro profundamente e vejo o meu reflexo no espelho, que me devolve uma imagem que me desagrada. Não gosto do meu corpo, é magro demais, é disforme, é triste, não tem cor.

 

Sinto-me nu, transparente. Os meus lábios estão secos, o meu rosto imberbe aparenta marcas de sorrisos, lágrimas, sentimentos. As minhas emoções estão à flor da pele e os meus pelos eriçam-se arrepiados. Não necessito de uma visão raio X para contar as minhas costelas, elas mostram-se perfiladas na minha pele branca. Os meus cotovelos e os meus joelhos são proeminentes, esticando a pele quando fletidos.

 

Sinto-me nu. Visto-me de palavras, palavras simples que tatuo no meu corpo e permaneço mudo. Adorno-me de sonhos e a minha indumentária dá cor ao meu rosto, abrilhanta o meu olhar. E o dia passa.

 

nu artistico.jpg

 

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