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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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01
Mai16

O segundo encontro

Sr. Solitário

O meu pai fez anos no dia 26. Mandei-lhe uma mensagem de manhã bem cedo dando-lhe os parabéns e desejando-lhe um dia feliz.

Já estava combinado um segundo encontro, um jantar em jeito de festejo, no próximo sábado, só que desta vez não estaríamos sozinhos, uns tios meus também vinham com ele. A minha irmã também veio com a minha sobrinha, um jantar de aniversário em família.

 

Também já não via esses meus tios há bastantes anos, tantos até que quase não os reconheci mal os vi, quando olhei pela janela, ontem à tardinha, quando chegaram para o jantar.

Tanto eu como a minha irmã, vestimo-nos a preceito, quisemos causar boa figura. Finalmente o meu pai iria conhecer uma das suas netas! As emoções estavam no auge.

 

Confesso que estava um pouco receoso de como os meus tios iriam reagir connosco, visto que nunca houve grande intimidade entre nós.

Os meus receios estavam completamente errados. Pessoas extraordinárias, humildes e de bom coração. Adorei estar com eles também.

 

O jantar veio em travessas bem cheias, até parecia que estava num casamento, um prato de carne e outro de peixe, tudo a rigor. Nunca paramos de conversar. Falávamos uns com os outros numa grande confraternização, muitas das vezes até de boca cheia! É falta de educação, eu sei, mas há sempre tanta coisa por falar após anos e anos sem um contacto!!

 

O meu pai pegou na neta no colo e eu vi que ele quase chorou ao fazer-lhe mimos e ao falar com ela, arrancando-lhe poucas palavras, ou não estaria ela cheia de vergonha, como sempre fica em contacto com outras pessoas que não conhece.

 

Quando chegou a hora de irmos para casa, ninguém queria ir. Ninguém queria aquela despedida, o momento foi tão bom, tão ternurento, que o queríamos prolongar durante mais horas e horas. Rimos tanto, estávamos tão felizes!

Mas tinha que ser. Despedimo-nos com muitos beijos e abraços, promessas de que da próxima vez nós iríamos jantar a casa deles, e a minha tia iria fazer o seu melhor prato! Ficou marcado já um terceiro e um quarto encontros.

 

Dissemos adeus através do vidro do carro e, bem devagar, fomo-nos afastando até os perder de vista.

Eu tremia tanto que nem conseguia escrever uma mensagem, tanta era a emoção que sentia naquele momento!!

 

Foram tantos momentos como este que perdemos pai, e eu não consigo perceber porquê. Maldito orgulho.

Mas vamos sempre a tempo de os recuperar, sempre!

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