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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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17
Out16

Os ocupados do Centro de Emprego

Sr. Solitário

Certo dia assisti a  uma reportagem do "Sexta às 9" na RTP acerca das formações profissionais do IEFP e não pude deixar de opinar sobre o assunto aqui no blog.

A reportagem começou por referir algo que eu já tinha conhecimento e que discordo totalmente. Todos os desempregados que estão a frequentar uma ação de formação proposta pelo IEFP, NÃO contam para as estatísticas do desemprego nacional. Segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional, estes desempregados constam como ocupados por estarem a frequentar a formação a que foram obrigados, caso contrário as prestações de Subsídio de Desemprego ou Rendimento Social de Inserção são cessadas e a sua inscrição para emprego anulada por 90 dias.

 

Os números apresentados são de 500% desempregados, ocupados com formação profissional, que não constam nas estatísticas do desemprego nacional.

 

Eu sou da opinião que toda a formação é benéfica, nunca é tarde para aprender, mas daí até deixarmos de estar disponíveis para emprego enquanto frequentamos a mesma, é ridículo! Depois vêm com falsas notícias e falsas esperanças para a comunicação social de que o desemprego nacional baixou! É preciso ter lata.

Há até mesmo quem aproveite estas formações para ganhar algum sustento, pois quem não recebe qualquer prestação por parte da Segurança Social (que é o meu caso) recebe uma bolsa de formação de 1.13€ por hora, mais os subsídios de alimentação e transporte. Uma fortuna! Mas é melhor que nada...

 

Contudo, o assunto não acaba aqui. As formações que dão equivalência e dupla certificação, ou seja, 12º ano (por exemplo) e uma saída profissional, têm estágio profissional numa empresa que preste os serviços aprendidos ao longo do curso. Até aqui tudo bem. O problema nisto tudo é que existem empresas que se "aproveitam" destes estagiários para aumentarem a mão de obra e aumentarem a produção da própria empresa a troco de nada!

Eu mesmo, quando realizei alguns estágios, fui vítima desses vigaristas. A empresa de informática onde estagiei há uns anos atrás, servia-se dos estagiários para manterem uma sucursal aberta, e assim não precisavam de pagar um ordenado a um funcionário para estar ali.

 

Como podem ver, isto está bonito!
Na minha opinião, enquanto existir gente que não olha a meios para atingir os seus fins, pessoas que passam por cima dos mais fracos, como animais numa lei de sobrevivência, este país nunca irá para a frente.

 

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