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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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22
Mai17

Sede de amor

Sr. Solitário

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Vivemos numa sociedade sedenta de amor. Corpos desidratados, ressequidos  e mirrados, procuram desesperadamente uma gota de afeto num mar salgado de amargura e angústia. Como são tolos aqueles que tentam enganar a própria mente, comprando a felicidade a preço de saldo, reconfortando o coração com migalhas de momentos fugazes. O amor deixou de ser um sentimento simples, agora é uma joia rara de difícil acesso, e qualquer imitação, uma reles bijuteria, é perfeitamente aceitável.

 

Como eu gostaria de oferecer milhares e milhares de frascos como este a todos os que comigo se cruzam, apregoando um produto milagroso, para consumir com moderação! Bastava retirar delicadamente a rolha de cortiça e sentir a doce fragrância do amor, aquela que preenche as lacunas da nossa alma, que nos arranca sorrisos e suspiros de satisfação.

Contudo, tudo isto não passa de mais uma ilusão. O amor, essa joia invulgar finamente trabalhada, não se vende e não se oferece, apenas se sente. Qualquer semelhança com outro sentimento é apenas mais uma falsificação.

 

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