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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

24
Abr17

Procura-se um amigo

Sr. Solitário

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os outros levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

 

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, o seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

 

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados.

 

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros a sorrir ou a chorar, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência de que ainda se vive.

 

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10
Nov16

Não deixo morrer as tradições

Sr. Solitário

Eu faço parte de um Grupo Folclórico já há 11 anos. Tinha apenas 19 anos quando me fizeram o convite e aceitei com uma ligeira reticencia. Inicialmente iria só experimentar mas por lá fui ficando até hoje, e pretendo continuar por mais 11, 22, 44 anos ou até mais se a minha velhice o permitir.

Confesso que a princípio tive alguma dificuldade em aprender a dançar todas as modas que o rancho tocava e dançava. Tinha pés de chumbo. No entanto, conforme os meses foram passando, comecei a libertar-me mais até me tornar num grande dançarino de modas tradicionais que fizeram parte da juventude dos meus avós e até bisavós, está-me no sangue!

 

Sempre que digo aos meus amigos que danço num Grupo Folclórico, há sempre uma surpresa estampada nos seus olhares. Há quem diga mesmo que é uma seca, um "azeite" como costumam dizer na gíria. Eu não concordo nada com isso. Cada elemento que faz parte do grupo, que já conta com 41 anos de existência, é como se fizesse parte da minha família. Criamos laços de amizade fortes e todos os convívios que fazemos são sempre relembrados com carinho. Com o rancho já conheci terras lindíssimas e já dancei em milhares de palcos diferentes, sempre envergando com muito orgulho o traje que me foi proposto e levando as tradições das nossas terras a todo o país.

 

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12
Jul16

Porque isto não são só blogs

Sr. Solitário

Não, nós não somos apenas pessoas que gostam de escrever coisas sem importância que nos vêm à cabeça, somos muito mais que isso; não somos apenas pseudónimos, somos humanos; não comentamos os blogs uns dos outros só para ter mais visibilidade, nós gostamos mesmo uns dos outros, como se de uma família se tratasse.

 

Isto não são só blogs. São toda uma partilha de conhecimentos, de exemplos, desabafos, devaneios, risos, lágrimas. Carinho.

Ontem recebi este livro na minha caixa do correio, com uma mensagem muito especial, da nossa querida Pink Poison.

 

Todos os dias agradeço cada comentário, cada palavra de apoio, cada gesto de carinho que têm comigo, cada mensagem especial na minha caixa de e-mail... Agradeço tudo aquilo que me dão. Até tenho medo de estar a ser repetitivo mas é esta a minha forma de gratidão, tão simples e humilde.

 

Mas hoje, quero agradecer especialmente a alguém que conheço há muito pouco tempo, mas que tornou-se numa grande amiga! Nunca ninguém teve um gesto de carinho como este para comigo, o de dar sem receber nada em troca, sem segundas intenções, e isso deixa-me tão emocionado!!

 

OBRIGADO minha querida. Obrigado de coração. Vou guardar tudo com um enorme carinho, até o envelope, em gesto de gratidão eterna.

 

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