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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

10
Out17

Coisas que me preocupam

Sr. Solitário

Temperaturas de 30 graus (ou mais) em outubro.

Estamos em pleno equinócio do outono e, embora os dias começam a diminuir a olhos vistos, a verdade é que as temperaturas que se fazem sentir em território português não são "fruto da época" como se costuma dizer na linguagem popular.

Pessoalmente, o outono é a estação que mais admiro. Gosto de ver aqueles tapetes de folhas que preenchem os passeios, que estalam debaixo dos nossos pés; adoro as castanhas assadas, as maças sumarentas, as tão famosas laranjas de umbigo.

Porém, a fruta que me chega é desenxabida, seca.

 

Portugal está a passar por uma crise de seca, a chuva tarda o seu regresso, e isso preocupa-me bastante, não só porque não gosto do tempo quente, mas também porque o nosso planeta sofre com isso. Hoje, pela manhã, cheirou-me a fogo, uma leve neblina de fumo cobria o ar enquanto que o sol me escaldava a pele.

Dou por mim a pensar que já quase não temos outono nem primavera, agora é só verão e inverno... Pergunto-me se o tempo anda todo trocado e se nós estamos a pagar a preço de ouro todas as irresponsabilidades do ser humano para com o meio ambiente.

 

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03
Jul17

Uma tarde quente de folclore

Sr. Solitário

As previsões meteorológicas previram um fim de semana com altas temperaturas, uma notícia desagradável para mim, que não gosto nem um pouco do calor! Mais desagradado fiquei por saber que tinha uma atuação do grupo folclórico do qual faço parte marcada para esse domingo à tarde. Acreditem que dançar trajado com as roupas pesadas que compõem a indumentária do rancho, trajes de antigamente, numa tarde de um calor intenso, não é de todo fácil.

 

Festejava-se o São Pedro, o último santo popular de acordo com as datas, nas terras de Paraíso, concelho de Castelo de Paiva. Grande ironia do destino, pois com o calor que se sentia mais parecia estarmos no Inferno, e não no Paraíso propriamente dito.

Cantando e dançando as tradições do nosso país, com muita água à mistura para hidratar e de estômago cheio das delícias do farnel, lá se passou a tarde de folclore.

 

Tenho apenas duas fotos para partilhar convosco, a inércia provocada pelo tempo obrigou-me a passar mais tempo deitado na toalha.

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07
Set16

Momentos #02

Sr. Solitário

No ano passado fui até à praia da Torreira. Foi a primeira vez, nesse ano, que fiz praia... é verdade! Já tinha saudades do cheiro da maresia, da areia fina nos meus pés, do mar frio envolvendo-nos com a sua água salgada.

 

Entretanto, debaixo de um sol quente e de um vento fresco convidativo, assisti à apanha do peixe pelos pescadores da zona. Juntou-se logo ali um aglomerado de gente para ver o peixe sair da água, presos na rede, remexendo-se, tentando lutar pela vida.

 

Mas, o momento mais maravilhoso que ali se passou não foi a pesca em si, mas sim as gaivotas. Esfaimadas, elas sobrevoavam o mar, sôfregas, tentando pescar com os seus bicos os peixes frescos para seu deleite ali mesmo. Juntaram-se tantas que até tive receio que esbarra-se nalguma delas.

 

Um momento maravilhoso que quis recordar e partilhar com todos vocês.

 

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11
Ago16

Portugal em chamas!

Sr. Solitário

Acordei com um cheiro a fumo impregnado na minha casa. Abri o estore e uma cortina de fumo envolvia todo o ar, tal como um nevoeiro denso, acinzentando todo o espaço que os meus olhos conseguiam ver.

A janela do quarto de banho ficou aberta, para refrescar as paredes da casa que ainda estão aquecidas pelo sol quente que nos visitou durante todo o fim de semana, e quando me dirigi para esse local fiquei estupefacto com aquilo que vi. Estava tudo sujo, cheio de partículas negras que mancharam toda a louça branca.

 

Tomei o meu pequeno almoço e fui fazer a minha caminhada matinal. O mesmo cenário, ou até pior, se passa na rua. Tudo sujo, negro.

Caminhei pouco, pois estava com muita dificuldade em respirar, no mínimo precisava de uma máscara de oxigénio. Desde que acordei que ainda não consegui respirar ar puro!

O sol é uma bola de fogo alaranjada que aparece num céu coberto por fumo e mais fumo e chove, chove cinza!

 

Tudo está coberto com um manto de cinza, como se de neve se tratasse, e os meus olhos ardem quando alguma partícula entra facilmente por eles, basta mexer-me que elas voam de todos os cantos.

Posso mesmo dizer que estou perto do inferno, pois ele está mesmo a poucos quilómetros de mim. Arouca.

 

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Nota: Estas imagens não são de minha autoria, foram retiradas do Facebook de amigos que, por sua vez, as partilharam de sites que desconheço.

05
Ago16

A caça aos grilos

Sr. Solitário

Se havia coisa que adorava em criança eram as férias grandes de verão, quem não gostava? Acordava sempre cedo para aproveitar cada hora do dia livre que tinha pela frente, não porque tinha muita coisa para fazer, mas sim porque queria desfrutar de cada minuto das minhas férias.

Tomava o meu pequeno almoço e lia os meus livros de banda desenhada do Mickey e do Pato Donald com o Tio Patinhas a contar cada moeda que tinha guardada no cofre ou então a mergulhar nelas. Achava tão engraçado e entristece-me ver que atualmente não existe muitos desses livros à venda.

Não lia só os livros de banda desenhada, mas também os livros da coleção Uma Aventura, devorava-os a todos sempre que a minha mãe me brindava com a compra de um exemplar.

 

Noutros dias apetecia-me mais caminhar pelos campos fora, sentir a brisa matinal e fresca, sentir o cheiro da terra molhada proveniente da rega dos grandes campos de milho verde, intermináveis.

Por vezes, sentava-me perto de uma fonte e imaginava a minha vida de outra forma, embalado pelo canto da água que formava um pequeno riacho.

 

Almoçávamos sempre na mesa da sala, que era o lugar mais fresco da casa, uma salada de alface caseira para acompanhar, e uma gasosa para apagar uma sede infinita que todas as crianças têm e que também pode ser chamada de gulodice.

Via as novelas e via o Batatoon e comia muitas sandes de manteiga para acompanhar.

 

À tardinha, era a hora da caça aos grilos. Caminhávamos pé ante pé pelo campo para ouvir onde se escondia o grilo que cantava, um cri cri que desvanecia mal nos aproximássemos. De seguida, procurávamos entre a erva para ver onde estava o buraco, a casa do grilo, e depois, enfiávamos uma palha seca no orifício dizendo: Gri gri, anda aqui que eu já te vi!! E o grilo saía de sua casa e apanhávamo-lo com as mãos e fechávamo-lo na gaiola para ele cantar à noite só para nós.

Às vezes, colocávamos água no buraco e o grilo, aflito, saía imediatamente de sua casa para logo depois ser apanhado.

 

Uma infância tão feliz que deixa saudades para sempre.

 

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29
Jul16

O abandono dos animais

Sr. Solitário

Esta semana, pela minha zona, apareceram cinco cães, de tamanhos e raças diferentes, que se passeiam por estas ruas, em busca de comida. Ladram para os carros que passam, um ladrar cheio de raiva, talvez reclamando de algo a quem não tem culpa do seu abandono. Por vezes, quase que são atropelados por algum condutor mais distraído, pois os animais também andam no meio da estrada, perdidos e sem rumo a seguir, apenas querem saciar a fome nos contentores do lixo dispersos pelas ruas da minha aldeia.

 

Vê-los entristece-me imenso, pois tenho a certeza absoluta que se trata de animais abandonados por donos negligentes e sem coração, desprovidos de qualquer sentimento. Foram de férias e deixaram os seus animais entregues à sua sorte.

Enquanto os donos comem, bebem e se divertem, estes pobres animais passeiam-se pela rua sem rumo, arriscando a própria vida, comem o pouco que resta nos contentores e não bebem a água da rua, pois ela não existe com este calor.

 

Entristece-me saber que existem pessoas neste mundo capazes de tamanho ato. Arrisco-me mesmo a dizer que são estas as pessoas, desprovidas de sentimentos de afeto, que são bem capazes de abandonar um filho ou até um idoso num lar qualquer, pois leva-los seria mais um estorvo e gasto de dinheiro.

Peço a Deus, um Deus em que eu não acredito muito mas que ainda prezo, que estas pessoas não sejam também abandonadas um dia.

 

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26
Jul16

Isto não é calor, é uma amostra do inferno!

Sr. Solitário

Ultimamente têm estado temperaturas tão altas que me deixam mal humorado! Eu não gosto deste tempo, sinto-me mal, indisposto, irritado, desanimado. Odeio o calor.

Nem no blog me apetece escrever, a minha cabeça não consegue pensar, não consigo inspirar-me, não encontro motivação. O meu corpo fica pesado.

Resumidamente, não me apetece fazer nada!!

 

Segundo as notícias, estamos a ter o verão mais quente de todos os tempos, com temperaturas a ultrapassar os 40º em algumas regiões. Isto é devido ao aquecimento global, todos nós já sabemos, e preocupa-me imenso esta situação.

Repararam que este ano não houve primavera? Passamos do inverno para o verão, literalmente!

Há umas semanas atrás queixavamo-nos da chuva forte, dos temporais, agora queixamo-nos do calor intenso. Portugal está a tornar-se num país de extremos a nível meteorológico e não só.

 

Hoje acordei com o barulho das avionetas e helicópteros numa correria desenfreada para combater os incêndios que por cá estão ativos. Um cheiro a queimado entra-nos pelas janelas, há fumo no ar, um ar cada vez mais irrespirável! Pareceu-me que acordei no meio de uma guerra. Uma amostra do inferno.

 

Entre a chuva forte e o calor intenso, venha o diabo e escolha, como diz o velho ditado. Mas já disse, e escreve-o aqui, partilhando os meus pensamentos com vocês: volta chuva, estás perdoada!

 

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06
Jul16

Uma grande irresponsabilidade

Sr. Solitário

No domingo estava a fazer as minhas compras semanais quando vejo um casal acompanhado de uma criança que passaram ao meu lado. Vinham da praia, pude verificar pois estavam bastante bronzeados, ou melhor dizendo, queimados pelo sol.

 

O que mais me indignou nesta pequena situação foi o facto de a própria criança, que não deveria ter mais que 8/9 anos, ter também um desagradável escaldão!

Os braços, que era a parte mais à mostra, estavam de uma cor alaranjada que até me deu impressão!

 

Obviamente que estes pais não usaram protetor e, pior ainda, não colocaram protetor solar na criança. Mas que grande irresponsabilidade!

Depois de tanta informação disponível e de tantos casos de graves doenças provocadas pela falta de protetor solar e demasiada exposição ao sol, acho ridículo ainda existirem comportamentos destes. Se os pais não quiserem utilizar, problema deles. Agora não colocar protetor solar na criança, num filho que depende dos conselhos dos pais, da proteção deles, é mesmo falta de responsabilidade! Passo a redundância da palavra.

 

Os senhores aperceberam-se que estava a olhar com indignação mas continuaram com a vida deles e eu também continuei com a minha.

Uma vez apanhei um escaldão enorme, tão grande e tão traumático, que hoje em dia não vou à praia sem colocar protetor sempre de hora em hora. É com os erros que aprendemos. Esperemos que esses pais também aprendam com os deles, antes que seja tarde demais.

 

 

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23
Jun16

Vinagre para as melgas

Sr. Solitário

Na noite de terça para quarta, fui atacado não por 1, nem por 2, e muito menos por 3, mas sim por 4 melgas! Ora então pensei que devo ser muito doce para atrair essa espécie de mosquitos irritantes que não me deixaram dormir.

 

Eram 4 da manhã e eu de chinelo na mão, numa espécie de arma branca fofinha, a tentar cometer homicídios e deixar vestígios na parede que, se não forem limpos, irão tornar-se em fósseis. Pena é que não consigo ganhar dinheiro com isso.

 

Ontem de manhã queixei-me à minha mãe do sucedido e ela aconselhou-me a que nessa noite próxima colocasse uma tigela com vinagre na mesa de cabeceira. Que isso iria afasta-las.

Deixem que vos diga que as nossas mães têm sempre razão! Ficou um cheiro esquisito no quarto, até pensei que ia sonhar que estava a comer uma salada cheia de vinagre, mas tive uma noite santa!

 

Deixo-vos aqui este conselho da minha mãe se também sofrem deste mal. Abaixo as melgas!

 

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