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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

09
Mai17

Já não te reconheço

Sr. Solitário

Já não te reconheço. Abro várias gavetas nos meus pensamentos em busca de uma feição, de um gesto, de um carinho que me faça lembrar de ti, mas encontro-as vazias. O teu retrato que guardava bem junto ao meu, na minha mesa de cabeceira, foi rasgado e colocado no lixo num momento de raiva e de frustração. Dele já não restam mais vestígios. O meu permanece sozinho, coberto com uma fina camada de pó, devolvendo-me um sorriso inocente roubado pela lente de uma máquina.

 

Procuro em todos os cantos algo a que me agarrar, talvez mais alguma foto para rasgar, um objeto para destruir... alguma coisa que liberte este desespero que não quero gritar, esta ânsia de fazer justiça com as próprias mãos, num ato de loucura! Quero encontrar-te, ou melhor dizendo: quero encontrar a pessoa que sempre foste para mim e que agora já não és.

 

Este não és tu, já não te reconheço, e eu não sei lidar com esta perda que me consome. Sinto-me sozinho e tenho vontade de chorar.

 

BreakingChains760x300.jpg

 

18
Nov16

Injustiça

Sr. Solitário

Hoje tive necessidade de escrever mais uma publicação. Não sei por onde começar mas, hoje, quero escrever sobre uma injustiça.

Há cerca de meio ano atrás, e por conselho da minha psiquiatra, decidi inscrever-me no Centro de Dia da minha zona para fazer voluntariado. Deixei os meus dados e a funcionária disse-me que, quando houvesse a próxima reunião da direção, onde a Presidente da Junta da Freguesia também faz parte, que ia expor o caso e que depois dizia-me alguma coisa. Nunca me ligaram.

Voltei lá algumas semanas depois para saber o que tinham decidido. Foi a própria Presidente da Junta que me atendeu e informou-me de que, por enquanto, não estariam a precisar de mais ninguém, nem para fazer voluntariado.

 

Hoje, soube por intermédio de outra pessoa, que a Presidente da Junta diz precisar de pessoal para trabalhar no centro de dia e queixa-se de que não tem candidaturas. Uma espécie de: "preciso de alguém para trabalhar e ninguém quer!". Eu ofereci-me para fazer voluntariado no centro de dia, ofereci-me para trabalhar DE GRAÇA, e fui informado de que não haveria lugar para mim.

Posto isto, eu pergunto: quem sou eu, aos olhos dos outros? Consideram-me como um incapaz? Um inútil? Um objeto que ninguém quer usar? Um lixo que é chutado para canto?

É assim que eu me sinto neste momento.

 

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