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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

30
Ago17

Clientes habituais

Sr. Solitário

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo. Devido ao seu efeito estimulante, por possuir cafeína, há quem o beba para despertar, aliviar dores de cabeça e também porque se tornou num hábito o seu consumo. Estima-se que 80% dos portugueses não dispensam o seu cafezinho.

Trabalhando na área da restauração já perdi a conta a quantos cafés já tirei ao longo dos tempos em que exerço a profissão. Já conheço todos os seus segredos e todas as preferências dos meus clientes habituais.

 

Mal avisto a senhora Conceição vou logo tirar o seu café, já sei como ela o prefere: quentinho e cheio. "Bem apertadinho" - diz-me ela enquanto procura as moedas para me pagar. "É 60 cêntimos não é?" - pergunta-me sempre, não vá a dona ter alterado o preço!

 

O senhor Joaquim gosta dele curto e sem açúcar, por causa da diabetes. "Meteste-lhe um cheirinho?" - pergunta-me confidente. "Sim, coloquei" - respondo-lhe com um sorriso e pisco-lho o olho como quem diz: o nosso segredo está guardado!

A D. Maria gosta do café em chávena escaldada, ao contrário da D. Mercedes que gosta dele em chávena fria. Por vezes, quando o tempo é quente, até me pede um copo com uma pedrinha de gelo.

O senhor Horácio prefere carioca e a sua esposa uma cevadinha.

 

E vocês? Como gostam do vosso café?

 

Nota: Todos os nomes que constam neste texto foram inventados. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

coffee_2.jpg

 

19
Out16

Ler

Sr. Solitário

O livro está sempre posicionado na cómoda do meu quarto, vejo-o sempre que lá passo, e, por vezes, contemplo a sua capa, a grafia do título, a textura das folhas.

 

Quando consigo ter algum tempo para ler, depois de todos os meus afazeres, coloco os meus óculos que uso só para a leitura, sento-me no sofá da sala (ou em dias mais frios sento-me na minha cama aconchegado com os cobertores nas pernas), pego no livro, percorro as folhas até ao marcador que sempre uso há mais de 10 anos e começo a ler. O mundo à minha volta para, deixo de ouvir todos os outros sons, esqueço-me até dos meus próprios sentimentos e vivo a história que tenho entre mãos.

 

As palavras correm à medida que passo por elas. Ao lê-las, elas ficam guardadas na minha memória, arrumando-se para que as próximas caibam na mesma gaveta do cérebro, aquelas gavetas imaginárias onde guardamos as nossas lembranças e onde eu tenho uma bem grande que dá para armazenar livros e mais livros que fui lendo ao longo da minha vida.

O meu telemóvel vibra, informando-me que acabo de receber uma nova mensagem. Por vezes sinto-o, outras vezes não e fico admirado quando vejo a luz a piscar porque realmente não dei por ela. Não é à toa quando digo que o mundo à minha volta deixa de existir quando inicio a leitura.

 

As horas passam a correr e chega o momento em que tenho de voltar a colocar o marcador numa nova página e ficar na expectativa de como a história irá se desenvolver. Volto a posicionar o livro na cómoda e ele aguarda que eu volte para o pegar e devorar as suas frases.

No fim, entrego-o à biblioteca onde o fui buscar, ele fica no lugar que lhe é respetivo e aguarda pacientemente que outro leitor o leve e o faça conhecer outra casa, outras divisões, outros hábitos de leitura e outros lugares onde possa ficar temporariamente.

 

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