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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

02
Ago17

História de um Canalha - Julia Navarro

Sr. Solitário

Este foi o primeiro livro que li desta autora e devo dizer que fiquei logo fã desde as primeiras páginas. É algo que não sei explicar muito bem, a sua escrita é tão envolvente, tão marcante, que dificilmente conseguimos parar de ler. Há muito que já não lia um livro assim.

 

Esta é a história de um homem completamente sem escrúpulos, desprovido de sentimentos, que não olha a meios para atingir os seus objetivos. É capaz de tudo para conseguir o que quer...

É um romance completamente diferente daquilo a que estamos habituados, em que a personagem principal é sempre uma vítima e que lhe acontece tudo e mais alguma coisa... neste romance os papeis são invertidos e testemunhamos ao longos destas páginas, na primeira pessoa, a vida e os atos de um vilão.

 

Dos melhores romances que já li, sem dúvida nenhuma! Muito bom.

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06
Jun17

O Pavilhão Púrpura - José Rodrigues dos Santos

Sr. Solitário

Este é o segundo volume da trilogia "As Flores de Lótus". A história continua com as mesmas personagens oriundas de 4 países diferentes: Portugal, Japão, China e Rússia. Tal como o primeiro, este é um livro para ler com moderação, daí a ter demorado mais tempo a acabar a sua leitura.

É um livro pesado, tanto a nível físico como a nível emocional, sempre cheio de detalhes históricos que me interessaram bastante. Contudo, um pouco enfadonho na parte política, mas isso já depende do gosto literário de cada um.

 

O terceiro livro que encerra esta trilogia, O Reino do Meio, está previsto ser publicado em outubro.

 

Boas leituras.

 

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28
Abr17

Só Nós Dois - Nicholas Sparks

Sr. Solitário

Já não lia um livro do Nicholas Sparks há alguns anos. Houve uma altura em que os devorei quase todos, sempre seguidos, e percebi que foi um erro. Sou da opinião que devemos diversificar os autores para não correr o risco de "enjoar".

Este livro foi-me emprestado por um amigo que o comprou por impulso e estava meio esquecido no carro. Quando o vi, li a sinopse e fiquei logo com uma curiosidade crescente em o ler. Tive a sorte desse meu amigo mo emprestar mesmo antes de ele o ler, o que tornou o livro em si mais especial para mim pois fui o primeiro a folhea-lo, página após página, deliciando-me com esta história fantástica.

 

A história que este livro conta é maravilhosa e muito comovente como o próprio autor já nos acostumou. Esta é a vigésima obra do autor, o que o tornou mais exclusivo se assim posso dizer, o primeiro com uma banda sonora exclusiva.

Não vou falar muito mais sobre esta narrativa porque não tenho palavras para o descrever, é simplesmente lindo, envolvente, especial!

Não deixem de o ler, tenho a certeza absoluta que vão adorar. "Às vezes, o fim é apenas o princípio..."

 

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10
Abr17

O Evangelho segundo Lázaro - Richard Zimler

Sr. Solitário

Este livro é muito importante para mim por diversas razões. Foi um presente de natal antecipado, oferecido numa tarde fria em meados de dezembro, ainda a época natalícia dava os primeiros passos. Fui completamente apanhado de surpresa, num ato inesperado, quando o tinha em mãos, folheando-o com curiosidade, ouvindo de seguida: é teu.

Nada me preparou para aquele momento, nada me fazia prever tal gesto, e eu já não coube mais em mim de entusiasmo.

Um presente de um amigo, amistoso e confidente, que recentemente deixou de o ser... resta-me apenas o livro.

 

Que eu sou um fã incondicional do Richard Zimler, fiel seguidor, penso que todos vocês já o sabem. Por isso mesmo serei um pouco suspeito nesta sugestão de leitura. Adorei o livro, a história, tudo! É maravilhoso, uma delícia de se ler!

Recomendo.

 

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02
Mar17

As Flores de Lótus - José Rodrigues dos Santos

Sr. Solitário

Este livro dececionou-me. José Rodrigues dos Santos é já um proclamado escritor português, as suas obras vendem milhares de exemplares, são traduzidas em várias línguas. Poderia enumerar aqui algumas das obras que mais gostei, no entanto, vou focar-me apenas neste que acabei de ler hoje.

 

Como referi no início deste texto, este livro dececionou-me, ficou muito à quem das minhas expectativas. O mesmo conta a história de quatro famílias, oriundas de quatro países diferentes, nomeadamente de Portugal, Japão, China e Rússia. A história em si não é má, o que acaba por tornar o livro, como dizer?, enfadonho são os pormenores políticos de cada país. Diria mesmo que o livro peca pelas informações a mais por um assunto que não é de todo do meu interesse!

 

Se recomendo este livro? Depende do gosto literário de cada um. Se procuram um romance histórico em que a política é o centro da trama, então este é um dos livros certos que devem ler. Se procuram uma história apaixonante, de amores proibidos e um romance arrebatador, este não é, de todo, a melhor opção.

Contudo, há que realçar o trabalho de pesquisa que o autor teve para nos apresentar uma obra rica de tradições e costumes de cada país já referido. Mas a política... não!

 

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05
Jan17

Livros esquecidos

Sr. Solitário

Não tenho lido nada ultimamente. Tenho vontade de ler, sinto essa necessidade, mas os dias vão passando sem que pegue num livro e me absorva na sua história. No meu quarto, os livros amontoam-se e permanecem fechados, esperando pacientemente a sua vez para serem lidos.

Quando os observo penso sempre que passou mais um dia sem eu ler uma única palavra que seja e sinto um vazio, sinto pena deles. Já pensei em não acabar a história que permanece em suspenso, o livro que "estou a ler" e do qual tenho uma imagem na barra lateral deste blog, não sei... penso que será esse livro que me está a roubar a vontade de ler... Mas se recomeçar, será que consigo leva-lo avante? Essa dúvida faz com que adie essa minha decisão e os livros permanecem esquecidos e em silêncio esperando a minha vontade.

 

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12
Dez16

À conversa com... Richard Zimler

Sr. Solitário

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É com uma enorme honra que, hoje, reinicio esta rubrica com um convidado muito especial para mim. Trata-se de um grande escritor que muito estimo e que me alegra tanto que tenha aceite estar à conversa comigo. Gosto muito, ou melhor dizendo, adoro a escrita dele, como já referi inúmeras vezes aqui no blog. Recomendo a leitura de todos os seus romances, cada um tem uma história que nos marca do início ao fim, sempre com uma mensagem emotiva.

Bem, sem mais delongas, Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... Richard Zimler.

 

Sr. Solitário: Olá Sr. Zimler, bem-vindo ao meu cantinho. É com muita honra que faço esta entrevista humilde e da qual tenho a certeza que será do agrado de todos os meus leitores. Em primeiro lugar, eu começava por lhe perguntar se alguma vez pensou que seria um escritor tão bem conceituado como é?

Richard Zimler: Sonhei com a possibilidade de publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um escritor apreciado pelos leitores de muitos países diferentes – os EUA, Portugal, Inglaterra, França, etc...  Estou muito grato todos os dias.

 

S: “O Último Cabalista de Lisboa” é o seu primeiro romance entre outros que se seguiram que retratam o grande massacre que os judeus sofreram ao longo dos anos. Porquê a necessidade de escrever sobre esse assunto?

RZ: Acontece que tenho uma personalidade subversiva. Gosto de explorar temas – e injustiças, em particular – que as outras pessoas prefeririam esquecer ou branquear. Suponho que seja a minha tentativa de retificar – um pouco – uma situação intolerável. O meu feito talvez seja em parte o resultado de eu ter nascido judeu (um povo que tem uma historia de perseguição muito longa). No caso de “O Último Cabalista de Lisboa”, 2000 Cristãos Novos foram mortos e queimados no Rossio. E depois completamente esquecidos. Quase ninguém em Portugal sabia da existência deste massacre antes de eu escrever o livro. Pensei: Estes Cristãos Novos merecem mais! Merecem, no mínimo, serem lembrados, porque eram pessoas tão reais como eu. Então, comecei a criar Berequias e Abraão Zarco e as outras personagens do romance.

 

S: "Os Anagramas de Varsóvia", "Meia-noite ou o princípio do mundo" e a "Sétima Porta" fazem parte do meu top de livros. Em que se inspira para escrever histórias tão marcantes?

RZ: Ainda bem que gostou tanto desses livros! São três romances muito diferentes, mas o fio condutor talvez seja o meu desejo de falar pelas pessoas cujas vozes são sistematicamente silenciadas. No caso de “Os Anagramas de Varsóvia”, exploro a vida quotidiana no gueto judaico de Varsóvia. “A Sétima Porta” trata da esterilização e matança de pessoas deficientes durante a ditadura dos Nazis em Alemanha (um crime contra a humanidade quase esquecido). Em “Meia-Note ou o Princípio do Mundo”, falo dos bosquímanos, um povo de África austral dizimado pelos colonizadores europeus (e pelos Zulu também).

 

S: "A Sentinela" é o seu primeiro policial, mostrando uma outra habilidade sua enquanto escritor. Teve algum receio de que este romance "diferente" não fosse tão bem aceite?

RZ: Esperava... Mas não há garantias. Tenho livros que foram grandes sucessos em muitos países e outros que foram fracassos. Por exemplo, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” vendeu bem em Portugal, Inglaterra e França, mas foi um fracasso nos EUA e Itália. As vezes, depende do trabalho da editora. Infelizmente, nem todas as editoras são competentes. No caso de “A Sentinela”, pensei que teria alguma possibilidade de ser apreciado pelos leitores portugueses porque o livro lida frontalmente com a crise económica (e moral!) no país.

 

S: O que sente um escritor quando vê a sua obra tornar-se um bestseller em vários países? Sente que cumpriu o seu objetivo?

RZ: O meu objetivo é sempre o mesmo: escrever um maravilhoso livro – um livro cativante, inteligente e poético.  Por isso, as vendas – bom ou mal – não tem a ver com o meu grau de satisfação com o livro. Tendo dito isso, vender bem é importante, sobretudo porque se um livro vende mal, a minha editora não vai continuar a publicar os meus livros. Hoje em dia, a única coisa que conta no mundo editorial é vendas (lucros). A qualidade da historia e da escrita são fatores muito menores da perspetiva das editoras. É uma situação muito lamentável, na minha opinião.

 

S: Dentro do estojo da sua vida há um lápis para escrever o seu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o seu mundo e uma caneta para escrever em si um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usaria? Porquê?

RZ: Talvez fosse o compasso, porque adoro criar universos paralelos para mim e para os leitores. Penso da capa dos meus livros como uma porta. Ao abrir o livro, o leitor passa pela porta e entra num mundo da minha criação!

 

02
Dez16

Duas irmãs, um rei - Do livro ao filme

Sr. Solitário

Sou um eterno apaixonado por romances históricos, e então aqueles que retratam a monarquia fazem o meu deleite, adoro! Philippa Gregory é uma das autoras que admiro imenso pelas suas obras ricas em pormenores históricos magníficos descritos com detalhes que nos enleva numa viagem entre séculos conturbados da história da Inglaterra.

Li o livro "Duas irmãs, um rei" o ano passado e adorei. Soube que havia um filme inspirado nessa obra que data de 2008 mas só ontem tive oportunidade de o ver. Vou-me poupar daqueles comentários habituais de que o livro é sempre melhor que o filme, disso já não restam dúvidas, e eu não quero bater mais no ceguinho como se diz na gíria popular.

 

Adorei o filme também. Todos os cenários e a roupagem retratados são riquíssimos, a trama é, também como no livro, apaixonante.

A história das irmãs Bolena e de todas as suas intrigas e mistérios fascina-me. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra, casando-se com Henrique VIII após este anular o seu casamento com Catarina de Aragão. Tal enlace resultou numa polémica do ponto de vista político e religioso, e resultou na criação da Igreja Anglicana. A ascensão e queda de Ana Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.

 

Um livro e um filme que recomendo.

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11
Nov16

O site das trocas

Sr. Solitário

Já conhecem o site das trocas online? É muito fácil de utilizar e o registo também não é nada difícil de fazer. Já troquei imensos livros através desta plataforma digital onde as pessoas são bastante simpáticas e atenciosas no decorrer das trocas. Uma maneira mais económica de trocarmos livros e outros acessórios dos quais já não precisamos, pagando apenas os portes no correio.

Visitem já e boas trocas

 

www.troca-se.pt

 

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