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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

08
Dez17

A moda do natal

Sr. Solitário

Ainda me lembro, e não foi assim há muito tempo, que quando chegava a época do natal já andava de olho nos pinheiros mais bonitos, mais frondosos, para se tornar na árvore de natal lá de casa. Após uma escolha exigente, lá ia a minha mãe pelo mato adentro, seguida por todos nós, de foice na mão para a cortar e levar para casa.

Depois de enterrada e bem segura num grande vaso de terra, começávamos a decora-la com todos os motivos natalícios que tínhamos e guardávamos ano após ano, de variadas cores e feitios. As luzes ficavam sempre para o fim, e quando as ligávamos, cantávamos as canções de natal que conhecíamos ao redor dela.

 

Nos dias que correm, as coisas não são bem assim, e acreditem que tenho muitas saudades da simplicidade de outrora. As árvores são pré-fabricadas, vendidas a preços que considero exorbitantes, onde é preciso muita paciência para as montar. As decorações de agora devem ter estilo e todos os anos diversificadas. Este ano a árvore terá tons de vermelho, para o ano de dourado, e para o ano a seguir será prateado...

As minhas decorações são sempre as mesmas mas, a árvore é de plástico, pois tive que me render às evidências.

 

A magia do natal já não é o que era, e mais não digo pois este assunto daria pano para mangas. O natal virou moda e isso entristece-me.

25
Ago17

O tempo que corre

Sr. Solitário

Eram 20 horas quando o céu começou a tingir-se de tonalidades pastel. Os dias começam a ficar mais curtos, pensei. Vesti um casaco quando saí de casa, o tempo arrefeceu bastante, e todo o cuidado é pouco para evitar uma constipação com estas mudanças súbitas de temperatura.

 

Daqui a nada é natal outra vez - é o pensamento que povoa na minha mente. Ainda me lembro muito bem do natal passado, parece que foi ontem, e daqui a 4 meses é natal outra vez. Como o tempo passa, é impressionante!

 

O tempo corre, veloz como um raio, se darmos por isso. Quase que nem conseguimos acompanha-lo, tão embrenhados que estamos nas nossas vidas, limitamo-nos apenas a cumprir horários pré estabelecidos, os números é que comandam o quotidiano.

Ainda ontem estava a comer as doze passas e daqui a nada já é natal outra vez.

 

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16
Dez16

Os jantares de natal

Sr. Solitário

Em plena época em que os restaurantes estão completamente lotados com os jantares de natal, lembrei-me de um episódio bastante cómico que aconteceu precisamente num jantar de natal de um curso que tirei há uns anos atrás.

Antes de mais nada, quero realçar que eu não bebo bebidas alcoólicas, eu e o álcool não temos uma boa relação, mas, nesse jantar, para não fazer a desfeita, bebi alguns copos de vinho, sempre incentivado com vozes alegres que cantavam: " e se ele quer ser cá da malta, tem que beber este copo até ao fim, até ao fim!!".

 

Bem, como devem calcular, depois de um copo e mais outro, saí do tal restaurante assim um bocadinho alegre (um bocadinho é favor!) e, em passo hesitante devido à irregularidade do chão que os meus olhos enxergavam, segui os meus colegas até a um bar não muito longe dali.

Lembro-me que dancei e cantei como se não houvesse amanhã, tal como um bicho do mato que vem à cidade pela primeira vez, e a certa altura uma colega minha ofereceu-me o seu copo para eu provar a bebida que ela estava a ingerir, dizendo-me que era wisky-cola.

Bebi um pouco, fiz cara feia e disse: "ui, que forte!"

 

Dias depois, vim a saber que a tal bebida que me foi oferecida era apenas coca-cola. Fui motivo de riso durante semanas, ainda hoje esse assunto é lembrado.

A partir desse dia nunca mais bebi vinho tinto! :D

 

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07
Dez16

Publicidade a mais!

Sr. Solitário

A época do natal já entrou em vigor na sociedade em geral. Por todo o lado já podemos observar todos os enfeites que adornam os espaços, as luzes coloridas, as canções alusivas à época, a magia que emana das ruas, a publicidade interminável e irritante que passa na televisão, as árvores de natal que espreitam das janelas... Esperem lá! Vamos voltar um pouco atrás. A publicidade!

Eu até poderia continuar a escrever um texto muito bonito sobre o natal e a magia mas, pensando bem, penso que será mais correto perguntar se essa tal magia do natal que sentíamos antigamente é a mesma que agora. Certamente que não. O natal transformou-se numa época em que a decoração e o design entrou em força juntamente com o consumismo. Nos espaços que referi anteriormente, para além das decorações bonitas, também observamos pessoas apressadas numa correria desenfreada para comprar, comprar e comprar. Segundo o que pesquisei até já existe uma doença qualquer chamada de "stress do natal"! Sem comentários...

 

Voltando ao assunto que referi, e sem querer entrar em mais delongas, ontem tinha na minha caixa de correio mais de 7 panfletos de publicidade, sem exagero. Catálogos de brinquedos, eletrodomésticos, roupas, acessórios, perfumes e toda uma parafernália de objetos de consumo. Resumindo, papel e mais papel para o lixo.

O natal, uma tradição que preservamos muito e da qual gostamos imenso - pelo menos a maior parte das pessoas - também não é nada ecológico.

 

 

05
Dez16

Peter Pan e a Terra do Nunca

Sr. Solitário

Está frio e decido colocar mais um cobertor na cama para dormir bem aconchegado. Visto o pijama quentinho e deito-me, os lençóis macios envolvem-me, e fecho os olhos já pesados.

De repente, eis que ouço uma batida leve no vidro da minha janela. Depressa me levanto e, com o coração um pouco acelerado, olho na sua direção. Através do vidro transparente, uma figura bem conhecida no mundo da animação, acena-me e sorri-me. É o Peter Pan, com o seu cabelo ruivo e o seu chapéu verde enfeitado com uma pena, completamente suspenso no ar. Eu retribuo o sorriso e também o aceno, ainda meio envergonhado, e abro a janela de par em par, onde uma brisa noturna fria me acerta em cheio no rosto.

- Vem comigo - diz-me a figura animada.

- Para onde? - perguntei.

- Para a Terra do Nunca!

- Mas eu não sei voar...

Ele ri da minha resposta e logo sopra um pó mágico na minha direção que deixa o meu corpo mais leve e, quando dou por mim, já estou a escassos metros do chão, como se a força da gravidade tivesse deixado de existir.

 

Sigo-o para fora do meu quarto, em direção à lua e às estrelas. Quando olho para baixo vejo a janela do meu quarto aberta, já longe, pequenina. A minha aldeia adormecida e iluminada por algumas luzes públicas azuis, não era mais que um ponto minúsculo vista do céu na vasta imensidão da terra que os meus olhos conseguiam albergar.

Dirijo-me para outro lugar que desconheço, mas que logo desperta a minha atenção. É uma terra muito bonita, cheia de fadas sorridentes que colhem o pólen das flores e nos presenteiam com o seu néctar doce e saboroso.

Vivi tantas aventuras e temi o Capitão Gancho. Ri com a Sininho e voei entre vales e montes.

 

De manhã, quando acordei, tinha na minha mesa de cabeceira um botão colorido, um passaporte para a Terra do Nunca! Bastava aperta-lo na minha mão e deixar a minha imaginação flutuar.

Tinha 7 anos, e os sonhos faziam-me sorrir e correr.

 

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