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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

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15
Mar17

Um grão de areia imperfeito

Sr. Solitário

Sou como um pequeno grão de areia na imensidão do deserto, o calor é abrasador, queima-me a pele. Não tenho mais forças para continuar a caminhar, entrego-me totalmente indefeso à força da natureza, é ela que agora traça o meu destino, que desenha a minha estrada.

Um vento seco esbofeteia o meu rosto curtido pelo sol e eu sinto-me a desfalecer, fecho os olhos, não os quero mais abrir. Não quero que os meus olhos vejam no que este mundo se tornou, no deserto seco de sentimentos em que se transformou.

 

As pessoas buscam incessantemente a perfeição, uma beleza formatada, não existe espaço para erros, não podes errar, arriscas-te a perder o autocarro da vida, e ficas sozinho. Eu sou apenas um pequeno grão de areia disforme, sem os parâmetros normais, que o mar não quis e cuspiu para longe.

Não sou belo, não sou perfeito, não mereço fazer parte da sociedade. Sinceramente, nem quero. Recuso-me a viver num mundo em que a perfeição do ser humano é o objetivo da sua felicidade.

 

Teimosamente deixo-me estar sentado à sombra de uma palmeira inexistente, não sigo por esse caminho ardiloso que me magoa, prefiro ficar esquecido algures no deserto infindável dos imperfeitos grãos de areia.

 

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