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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

21
Mai18

De coração cheio

Sr. Solitário

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"Meu homem, cada um é como é, e ninguém tem nada a ver com isso, o importante é que tu estejas feliz. Se tu estás feliz, eu também estou feliz. Não deixas de ser meu filho por causa disso e eu amar-te-ei sempre tal como és".

 

Estas foram as palavras do meu pai quando soube da minha orientação sexual. Disse-o por telefone no dia do meu aniversário. O melhor presente que poderia receber dele. Estava num hipermercado e nesse momento esqueci-me completamente do que queria comprar. Andava pelos corredores sem nada ver tal era a minha ânsia de pular de alegria! Senti vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo.

Sempre tive receio da reação do meu pai quando soubesse. Sempre escondi dele a minha verdadeira identidade. Nunca quis desiludi-lo, nunca quis quebrar o estereótipo do filho perfeito e desejado, do qual sempre teve um orgulho enorme. Envergonha-lo talvez perante a sua família... nós sabemos o quanto as pessoas podem magoar ao criticar certas "escolhas". Quando ele me perguntava onde estava a minha namorada, eu respondia-lhe sempre com palavras vagas, dizendo-lhe que "eu vou namorando".

 

Contei ao Dany, o meu namorado, e tocamo-nos ao de leve na mão. A minha vontade era abraça-lo e beija-lo ali no meio da multidão que observava as promoções, mas contive-me porque ainda tenho medo da reação das pessoas. Adoro quando posso aninhar o meu pescoço no ombro dele num abraço apertado. Nos braços dele sinto-me seguro, sinto-me leve, sinto que esperei toda a minha vida por ele.

 

Se isto não é a felicidade, creio que andarei lá muito perto.

 

 

14
Mai18

Sábado à noite

Sr. Solitário

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Já era noite quando ia a caminho de casa. O ar arrefeceu bastante, as estradas quase desertas eram fáceis de percorrer, as luzes publicas dançavam entre os vidros e o meu rosto sonolento. No conforto do carro, embalados ao som de Billy Currington e com as mãos entrelaçadas, fizemos a viagem com um misto de emoções. Por um lado, felizes pelo dia passado, por outro com uma leve tristeza pois seriam horas sem a companhia um do outro até ao dia seguinte. Que tolos que somos!

 

Ele leva a minha mão aos seus lábios e beija-me uma e outra vez. A sensação arrepia-me a pele e os pelos da nuca. Aproximo-me mais dele e deixo a sua barba arranhar o meu rosto.

O Billy Currington canta People Are Crazy no seu ritmo country e eu fecho os olhos apreciando o bom momento que a vida me proporcionou.

Ele diz-me:

"Tu es mon amour pour toujours" - tu és o meu amor para sempre.

 

Isto é amor, não é? Eu acho que sim!

 

09
Mai18

A destruição do nosso planeta

Sr. Solitário

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Ainda me lembro, e não foi assim há muito tempo, de passar pelas ruas em direção a Castelo de Paiva admirando a natureza no seu esplendor! Tudo era verde, as árvores carregadas de folhas viçosas, a brisa fresca com cheiro a eucalipto, os pássaros que cantavam escondidos na vegetação.

 

Este domingo, ao passar pela mesma rua, não a reconheci. Não existe verde, nem existem pássaros, não existe nada! Apenas um rasto de destruição composto por quilómetros de árvores retorcidas, queimadas, pretas. Não cheira a eucalipto, não cheira a coisa nenhuma.

 

O que estão a fazer ao nosso país? Estão a queimar o nosso planeta, a reduzi-lo a cinzas, transforma-lo numa mancha negra degradada... parem com isso! Já chega!

 

03
Mai18

Intolerância à lactose?

Sr. Solitário

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Prestes a fazer 32 anos, toda a minha vida bebi leite ao pequeno-almoço. Com chocolate ou café, e um pouco de açúcar, bem quente, faz as minhas delícias todas as manhãs, seja inverno ou verão.

Sempre ouço na televisão, e em conversa com alguns amigos, que o ser humano é o único mamífero que continua a beber leite já em idade adulta e que tal ato pode trazer consequências. Muitas das pessoas que conheço dizem já não beber leite e atestam que o alimento em questão não lhes faz falta. "Mas como é que é possível?" - penso eu.

 

Porém, vou ter que "dar a mão à palmatória" porque, sem perceber muito bem o que se passa comigo e com a minha saúde, vejo-me na obrigação de alterar esse hábito já muito enraizado em mim.

A verdade é que agora quando bebo leite fico com a barriga bastante inchada, com flatulência e prisão de ventre.

 

Já comprei bebida de soja e leite sem lactose para experimentar. Gosto dos dois, sendo que o leite sem lactose é o que mais se aproxima da sabor do original. Acreditam que os sintomas que referi desapareceram por completo?

Será isto uma intolerância à lactose? É possível que só após 32 anos da minha existência desenvolvi esta intolerância?

É provável que sim.

 

30
Abr18

No continente...

Sr. Solitário

Estava eu à espera da minha vez numa caixa do supermercado quando a senhora que estava à minha frente disse para a senhora da caixa número 1:

- Ó meu Deus, esqueci-me da farinha Branca de Neve! Importa-se que vá buscar num instante? Eu venho já.

 

Enquanto esperávamos...

Senhora da caixa Nº1: Não se importa de passar para a caixa número 2, por favor?

Eu: Não, não - disse enquanto pegava nos meus produtos para me dirigir para a outra caixa.

Senhora da caixa Nº2: O que é que aconteceu?

Senhora da caixa Nº1: Foi a senhora que se esqueceu da Branca de Neve!

Senhora da caixa Nº2: Ah... e os 7 anões?

Senhora da caixa Nº1: Os 7 anões já estão aqui, ela só se esqueceu da Branca de Neve.

 

Ambas olharam para mim com cara de caso e eu não consegui suportar o riso.

 

20
Mar18

Escândalos Privados - Nora Roberts

Sr. Solitário

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Sinopse

 

No mundo glamoroso dos talk-shows, as estrelas mais brilhantes escondem os segredos mais negros.

Desenrolando-se no glamoroso mundo da televisão, Escândalos Privados conta-nos a história de Deanna Reynolds, a apresentadora de um pequeno talk-show em ascensão. Bonita, sincera e muito profissional, Deanna decide então partir para Nova Iorque, determinada em tornar-se a melhor dentro do género. Mas isto fá-la atravessar-se no caminho da sua antiga mentora, Angela Perkins, a actual rainha da televisão e uma mulher perigosa de desafiar.

Angela não hesita em roubar convidados, fazer chantagem e até atravessar os limites do bom jornalismo para combater a crescente popularidade de Deanna. E o romance desta com o famoso e encantador repórter Finn Riley, por quem Angela sempre teve uma paixão, só aumenta a tensão. Mas a prova de que as coisas podem sempre piorar é o aparecimento de um fã obcecado, que deseja Deanna só para si, e que começa a matar todos aqueles que se aproximam dela...

 

Este livro trouxe-me um misto de emoções que vão desde a curiosidade à impaciência. A história é interessante, no entanto a rivalidade entre as duas grandes estrelas de televisão dura até quase ao final do livro, e depois tudo acontece tão depressa... Fiquei um pouco desiludido por a escritora não desenvolver mais a história do fã obcecado que, na minha opinião, seria mais interessante do que a rivalidade presente na maioria das páginas que compõem o romance.

Contudo, Nora Roberts, a escritora que vende milhões de livros em todo o mundo, é sempre aquela escritora que nos proporciona boas histórias, bons enredos e, acima de tudo, momentos únicos de emoções.

 

14
Fev18

Dia de São Valentim

Sr. Solitário

14 de fevereiro de 2000

 

Anda tudo num alvoroço aqui na escola porque hoje é dia de São Valentim, o dia dos namorados. Até os professores estão mais brandos. Eu ainda não entendo muito bem o que significa o amor, esse sentimento que muitas das minhas colegas dizem sentir, e que, na minha opinião, são demasiado novas para isso. A maior parte delas já dão beijos na boca... que horror!

 

Hoje sinto-me mais nervoso que o habitual, pois sei que aquela miúda que anda sempre atrás de mim é bem capaz de me mandar uma carta hoje no "correio do amor", uma atividade que uma turma realizou que basicamente recebem as cartas devidamente endereçadas e depois as distribuem durante as aulas. Vai ser uma vergonha, vão todos fazer troça de mim, já sei.

A verdade é que eu penso seriamente que ela anda a gozar comigo, não sei, ela é uma chata, não me deixa em paz. Até me escondo na casa de banho para ela não me chatear, fujo dela como o diabo foge da cruz!

 

Durante a aula de Ciências Naturais lá chegam elas todas sorridentes prontas para distribuir as malditas cartas. "É agora" - penso e rezo para que aquela miúda parva me esqueça de uma vez por todas. Mas... eis que ouço o meu nome. A minha cara adquire tons de vermelho escuro e sinto-me a ferver. Já ouço as gargalhadas e as piadas que os meus colegas gostam de proferir. Com mãos trémulas, levanto-me e vou buscar a carta que me é dirigida.

 

Olá, tudo bem contigo?

Queria te dizer que gosto muito de ti. Eu sei que não acreditas, mas os meus sentimentos são verdadeiros.

Beijinhos apaixonados.

 

Escondo a carta entre os livros, mais tarde rasgo-a em mil pedaços e atiro-a para o caixote do lixo. Consigo odiá-la ainda mais por fazer-me passar mais esta humilhação.

Passado um tempo, acabou por desisitir, cansada ou não da brincadeira, não sei. Nunca soube. Nunca mais a vi.

30
Jan18

Pequenos grandes sonhos

Sr. Solitário

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Quando era pequeno sonhava ser professor. Deslumbrava-me só de pensar que podia ensinar as crianças a ler e a escrever, a fazer contas de dividir, ajudá-las a memorizar os rios de Portugal e educá-las de uma forma meiga e atenciosa.

 

Quando era um adolescente sonhava ser ator de uma novela ou até mesmo apresentador de televisão. Fascinava-me tudo aquilo que se passava diante do pequeno ecrã, queria tornar-me numa pessoa famosa, ser o orgulho de todos os meus familiares. Fiz imensos castings onde eu incorporava vários personagens marcantes e, no fim, era aplaudido por uma vasta multidão que me adorava.

 

Quando fui um jovem adulto sonhava ser cantor. Tantas canções escrevi, decorava-as e cantava-as ao meu próprio estilo e acreditava mesmo que no meio de tantas cantigas pudesse estar o meu grande êxito. Imaginava grandes concertos que faria por este país fora e quem sabe até no mundo!

 

Agora que sou adulto, um adulto com uma alma muito jovem, sonho tornar-me num escritor. Dar vida a todas aquelas personagens que ainda passeiam pela minha cabeça e que, de alguma forma, fazem parte de mim. Quero contar histórias, as minhas juntamente com as delas, dar um sentido às suas vidas para que eu próprio encontre também um sentido para a minha. Preciso de conceder-lhes a liberdade que elas nunca tiveram para que, num futuro próximo, elas possam me retribuir a minha que está presa numa cabeça imaginária.

 

29
Jan18

Dimanche

Sr. Solitário

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Um sol magnífico brilhava num céu sem nuvens. O vento, um pouco frio, batia-nos no rosto enquanto caminhávamos pelo paredão olhando o mar revolto de Espinho. É sempre agradável ver o mar quando o tempo está ensolarado. Um pescador esperava pacientemente que algum peixe decidisse morder o seu isco, outras pessoas tiravam as suas fotografias e alguns casais aproveitavam o domingo para passear com os seus filhos.

Uma agradável tarde de domingo.

 

De regresso a casa, para aproveitar ainda mais o sol, sentámo-nos juntos na varanda olhando os pássaros que a medo iam debicando as migalhas de pão que estavam na mesa. O sol estava prestes a deitar-se, e nós assistimos ao espetáculo de camarote, envolvidos nas palavras e nos braços um do outro. Quando o sol se pôs, levou com ele todas as promessas como se de um segredo se tratasse. Só ele e os pássaros são testemunhas daquele momento magnífico!

 

São muitas as palavras que quero dizer, tantas que nem sei por onde começar... o destino cruzou no meu caminho um outro solitário que recebi a medo e que, aos poucos, me vai conquistando e eu deixo, porque finalmente sinto que chegou a hora de eu ser feliz.

Ser amado é muito bom, mas ser amado em francês, é ainda melhor. Sim, de verdade! Ele diz Je t'aime e tudo. Que mais posso eu pedir?

 

Boa semana.

 

11
Jan18

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Joël Dicker

Sr. Solitário

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Sinopse

 

Verão de 1975. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas. Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso. Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim. Meses antes, Marcus, discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do seu desaparecimento. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação.

 

Do melhor que já li! Um policial cheio de mistério que nos prende do princípio ao fim, numa narrativa notável e comovente. As personagens que fazem parte desta história ainda vivem na minha mente, não quero que se vão embora, são tão especiais! Há muito tempo que não lia um livro assim tão bom, recomendo vivamente.

 

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