Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

29
Ago16

Momentos #01

Sr. Solitário

Certo dia fui a um centro de reabilitação com um amigo que foi visitar um familiar, ali para os lados de Valadares. Um centro muito bom, com uma vista magnífica para o mar. Tenho a certeza que todos os pacientes que passam por lá, sintam uma calma e uma tranquilidade enormes. Adormecer e acordar com o som das ondas deve ser algo indescritível, capaz de ajudar a curar todas as feridas.

 

Após a visita, já o dia se findava, decidimos dar um passeio pelo areal, contemplando o pôr do sol. Eis que avistamos ao longe, vindo do centro de reabilitação, um rapaz de cadeira de rodas, que se movia rapidamente em direção à praia.

 

Lutando contra a falta de mobilidade, este jovem conseguiu vencer todos os obstáculos que encontrou no seu caminho até chegar ao destino, ao seu objetivo. Contemplar o mar mais de perto, fora das janelas do centro de reabilitação, mesmo do outro lado da rua.

Ficou ali durante muito tempo olhando o mar e pensando na vida, enquanto o dia ia escurecendo aos poucos, dando lugar a uma noite estrelada.

 

Naquele momento pensei em todas as minhas dificuldades e no quanto insignificantes elas eram. Se um jovem com falta de mobilidade conseguiu chegar até ao areal da praia, então todos nós conseguimos alcançar todos os nossos objetivos. É preciso é lutar por eles, com esforço e dedicação.

Não pude deixar de gravar este momento e partilhar com todos vocês. Nunca mais o vou esquecer.

 

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"
 

 
Fernando Pessoa

 

1.jpg

2.jpg

3.jpg

 

25
Ago16

10 anos sem emprego!

Sr. Solitário

Não. Este título não é uma brincadeira, e muito menos não estou a exagerar. Fez precisamente 10 anos que fui despedido injustamente pela empresa onde trabalhava, escorraçado como um cão vadio, apenas porque fiquei de baixa médica por doença.

Na altura, era muito ingénuo. Não tinha conhecimento das leis que me assistiam nestas circunstâncias, e aceitei, deixei andar... esqueci. Ou melhor dizendo, tentei esquecer.

 

A partir daí, qual praga rogada, nunca mais consegui uma colocação de emprego até à data. É certo que também não tenho estado parado, tenho trabalhado em várias funções ao longo destes duradouros 10 anos. Já fiz um pouco de tudo, desde trabalhar em calçado, cafés, restaurantes, etc. Mas sempre ilegalmente. Sem descontos. Sem direitos. Sem nada. Apenas um ordenado pago em dinheiro vivo, dentro de um envelope escondido, como se eu fosse um traficante de droga.

 

Sinto que não faço parte desta sociedade. Sinto-me inútil. Já com 30 anos não tenho objetivos de vida, não os posso ter. Esta situação em que me encontro não mo permite. 10 anos sem emprego, são muitos anos. As pessoas conhecidas que se cruzam comigo na rua perguntam-me sempre: "já estás a trabalhar?". Por vezes até minto, dizendo que sim, estou a trabalhar, porque tenho vergonha de dizer a verdade. As pessoas conseguem ser muito cruéis, muitos dizem que só não trabalha quem não quer... o que não falta pra aí é emprego!!

 

A maioria dos trabalhos masculinos, são trabalhos forçados, que exigem força física, algo que não tenho devido à minha constituição magra. A minha resistência é muito pouca. Acabo por ser posto de lado e alguém me diz "não vai dar".

Noutras empresas dizem-me que não tenho experiência na função. Claro que não tenho! Ninguém me dá uma oportunidade para aprender!! Será que estou a pedir muito? Os anos vão passando e eu sem objetivos de vida...

 

060812_jovens-desempregados.jpg

 

24
Ago16

Heidi

Sr. Solitário

Não posso dizer que a Heidi fez parte da minha infância, infelizmente não fez. Eu sou mais da era das Navegantes da Lua e as suas transformações, do Dartacão e da sua viagem até Paris onde conhece a Julieta, o amor da vida dele, do Dragon Ball e das bolas de cristal, do Pokemón e do Digimon.

 

A minha mãe sempre falou nuns desenhos animados que davam antigamente e que adorava ver, a Heidi e o Marco. Contava-nos algumas das suas aventuras, cantava as canções, e nós imaginávamos como seria essas personagens e as suas histórias através dos relatos dela.

 

Mais tarde, tinha eu os meus 20 anos, o meu tio emprestou-me uns DVD's onde podia ver todos os episódios da série de animação que a minha mãe tanto falava, a Heidi. Começamos por ver os primeiros episódios e nunca mais conseguimos parar de ver a série toda até ao fim, rindo com as suas travessuras com o Pedro e chorando com a sua partida para Frankfurt.

 

Vemos e revemos essa série vezes sem conta, marcou-nos tanto que nunca mais consegui devolver os DVD's ao meu tio. Agora são meus e não empresto a ninguém! É como uma relíquia.

Também vi a série completa do Marco claro está e a do Tom Sawyer! Adorei as duas de igual modo. Ainda hoje, quando me apetece, quando a nostalgia toma conta de mim, vejo essas séries que me fazem sentir tão bem.

Mas a Heidi será sempre especial.

 

Heidi_Zeichentrick_1974_5_4c_gallerie10-60a6532c.j

 

20
Ago16

Porque escrevo sobre bullying?

Sr. Solitário

Certamente que muitos de vós já repararam que tenho uma página no meu blogue exclusivamente sobre os meus textos pessoais onde falo sobre as agressões de que fui vítima na escola. Algumas pessoas me têm perguntado porque relato essas situações em vez de esquecer tudo isso e deixar de dar importância a um assunto que faz parte do passado, seguindo com a minha vida.

 

Pois hoje decidi responder a todas essas questões, de uma forma concisa, e sem testamentos. Não que esteja a reclamar de alguma coisa, não de todo! Agradeço muito todas as vossas palavras de apoio e incentivo. Quero apenas elucidar-vos.

 

Relato todas essas situações, essencialmente, para que as próprias vítimas que eventualmente me visitam, se identifiquem comigo e que possam ler os meus textos como uma forma de escape ou até mesmo uma golfada de ar fresco, sabendo que alguém, lá muito atrás, já sofreu das mesmas agressões, e que façam como eu, deitem tudo cá para fora, sem medo! E se alguém precisar de ajuda, pois não hesitem em contactar-me. Estou aqui para ajudar e aconselhar se preciso for.

 

Quero, também, com estes textos, alarmar os pais, para que estejam atentos ao mínimo sinal de que os seus filhos possam estar a passar pelo mesmo. Às vezes ler relatos pessoais sobre um determinado assunto, ajuda a perceber se alguém próximo padece do mesmo mal. Pelo menos é assim que eu penso.

 

Escrevo sobre bullying porque escrever faz-me libertar os fantasmas do passado que me atormentam.

Eu sobrevivi.

 

bullying.jpg

 

18
Ago16

Memórias - O traje domingueiro

Sr. Solitário

Já vos contei como passava a maior parte dos domingos da minha infância aqui. Hoje vou partilhar mais uma recordação que penso que todos vocês também se irão lembrar. A roupa do domingo.

Era sempre a melhor roupa que tínhamos no armário e que guardávamos só para andar ao domingo, o dia da semana onde era preciso um certo rigor no vestuário.

 

A minha mãe comprava-nos roupa nova pela altura do natal e pela altura da Páscoa, duas épocas festivas às quais dávamos muita importância, mais ao natal é certo, por razões óbvias.

Então, passada a época em questão, o dia em que a roupa era estreada, a mesma só era utilizada no domingo a seguir e assim por diante.

Não que fosse para alguma festa ou coisa do género, ia à missa por vezes... mas na maioria dos domingos à tarde ia a casa da minha avó. Lá estavam muitos dos meus tios e tias e, principalmente, todos os meus primos.

Nós gabávamo-nos da roupa que trazíamos com muito orgulho, assim como os meus primos faziam e depois brincávamos a tarde toda.

 

Hoje recordo esses domingos, nostálgico. Já não tenho roupa de domingo, tenho roupa apenas. Roupa normal, sem importância.

 

historia-de-vida.jpg

 

16
Ago16

À conversa com... Pink Poison

Sr. Solitário

pink.jpg

 

A escrever desde 2008, a minha convidada de hoje partilha nos seus dois blogues as suas coisas, o seu mundo. De uma generosidade incrível, uma história de vida marcante, nada cor-de-rosa, um pouco ousada, rancorosa. Assim se define em poucas palavras.

Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... a Pink Poison.

 

Sou a Pink Poison, 40 anos, Pink Poison há 12, blogger desde 2008. Apaixonada pelo Pinko, por carros, por boas pessoas, por tanta coisa... Solidária quando posso. Vingativa e rancorosa mas sempre eu. Aqui estou, sem filtros, no "à coversa com..."

 

Solitário: Olá Pink, bem vinda. Porquê o nome "veneno cor de rosa"?

Pink: Olá Sol (do meu blogue ihihih), não sei porquê. Estava a registar-me num site (há 12 anos) e pus o meu nome verdadeiro e a administração chamou-me a atenção, tive que pensar depressa e foi a primeira coisa que me veio à cabeça.

 

S: Qual foi a importância que o teu pai teve ao longo da tua vida?

P: Toda e mais alguma. Não foi perfeito, não o é agora mas ao longo da minha vida temos evoluído para amigos, apreciar a companhia, mandar boquinhas como os miúdos. Também não sou a filha perfeita, sou a que ele tem. Amanhe-se! (risos)

 

S: Com a tua mãe foi diferente... Explica-nos porquê?

P: Vivi com ela até aos 18, sempre com a ciumeira das madrastas e depois percebi que procurava para a sua vida alguém Status Social. Conseguiu. Passei a viver numa vivenda com telefone no quarto, vídeo, Tv, a minha mãe só me comprava roupa da Benetton… Um ex governador que fazia parte dos eternos “retornados”. Deu-se muito mal. Embrulha! Atualmente não quero mesmo saber dela, sinto-me bem sem ela, espero apenas que esteja bem pois já foi doente oncológica.

 

S: Sofreste com a ausência do amor de uma mãe?

P: Não, tanto a minha primeira, como segunda madrasta, fizeram um bom trabalho.

 

S: O que gostarias de lhe dizer neste momento?

P: Não irei ao teu funeral.

 

Gosto de bons debates com gente culta, adoro falar numa boa esplanada. Não gosto de não esclarecer assuntos, não fecho gavetas mal arrumadas. Daí ter feito psicoterapia.

 

S: Contudo, a menina do papá cresceu e conheceu o seu primeiro companheiro. Conta-nos como se conheceram.

P: No Messenger e depois pessoalmente, passámos um ano a vermo-nos de 15 em 15 dias até que ele decidiu comprar uma casa para os dois, e em nome dos dois, cá em cima.

 

S: Alguma vez notaste algum comportamento estranho nele?

P: A minha terapeuta perguntou-me isso... não nunca. O pai dele era bastante conservador até!

 

S: Quando se deu a primeira agressão? E porquê?

P: A única agressão deu-se por um desentendimento, ele ficou cego, agrediu-me com 3 low-licks na perna (ele praticava Kung Fu) e foi diabólico. Ele batia, via-me no chão, ria-se tipo Joker, levanta-me e batia. Peguei num telefone, partiu-o ao meio mas consegui por uma vizinha chamar a GNR, ela chamou.

 

S: Qual foi a maior e a mais marcante agressão?

P: Tinha à porta um espelho enorme e embora me doesse a perna, estava com a cara cheia de sangue, ele entretanto saiu. Mais tarde adormeci mas tranquei por dentro a porta, ele foi à GNR e disse que me havia batido e que tinha medo de cometer um suicídio.

 

S: O ódio é o único sentimento que tens por ele? Não há espaço para o medo?

P: Quando o encontrei em tribunal, já treinava Krav Maga, sentia-me segura. Olhar para ele ou para uma parede era igual. Dei-lhe a casa e disse à juíza que jamais queria a casa, era um poço de más recordações com o Sr-XXXXX.

 

Gosto de visitar a família, não há no mundo abracinho como o da madrasta. Não gosto de estar a 300km do meu pai/madrasta/amigos/Albufeira (lágrima no canto do olho).

 

S: Como foi o dia em que puseste um ponto final nesta situação?

P: Ele saiu, deu-me um verão para eu me organizar, pagando todas as despesas inerentes à casa mas nunca a minha comida ou das duas gatas que tínhamos.

 

S: Quais as principais diferenças entre Albufeira e Lisboa?

P: Em Albufeira, toda a gente sabe quem eu sou, se dizer o nome da minha avó por exemplo que foi considerada por um site inglês, o típico trabalhador português na sua área, está o meu melhor amigo com quem convivi diariamente dos 14 aos 27, e as cunhas. A minhas mãe conhece toda a gente e até elementos da GNR ela convence a fazerem esperas a quem ela assim decide.

Em Albufeira, trabalhasse no que se pode, por isso eu adoro trabalhar em bares e servir à mesa, conviver com ingleses, com malta de fora (os betos lol).

 

S: Como surgiu o emprego de Acompanhante de Luxo?

P: Não é um emprego, quando fiquei sozinha depois de ser sido espancada, tinha vergonha do mundo, do meu pai, afastei-me dos meus segundos pais (os pais do meu melhor amigo) e decidi por um anúncio. Resultou. Eu gosto de sexo, as pessoas eram escolhidas a dedo e no fim do Verão, aluguei uma casa, arranjei um namorado. Não tenho traumas dessa época.

 

S: Era a única solução na altura?

P: Talvez não, de certeza que não, era apenas a forma mais rápida. Estava com a auto-estima tão em baixo que fui por esse caminho. Não roubei ninguém, não perdi a minha identidade, não sou uma puta embora hajam por aí escroques me chamem isso diariamente, um dia sai-lhes a sorte grande.

 

S: Qual a situação mais marcante de uma acompanhante?

P: Deixar entrar um desconhecido na tua casa mas ele está a entrar no desconhecido. Portanto, era relaxar e conversar um pouco, conhecer quem ali tinha à minha frente com um bom vinho. Chegou a aparecer um deputado... Chique! (risos)

 

Gosto de assumir as asneiras que faço. Está feito, assumo. Não gosto de correntes de ar, constipo-me logo, uma Algarvia sofre neste clima.

 

S: O que te fez desistir desse emprego?

P: Teimoso, Solzinho, não era um emprego. Simples, com casa alugada e trabalho, falei com o meu pai, contei tudo, desde a agressão ao que tinha feito depois. Custou-lhe ouvir tudo. Custou-lhe saber o quanto se tinha investido naquela casa, carros, ele como membro da família… Apenas me disse: “Nunca mais quero ouvir falar no nome do XXXXX. Já tinha rendimentos meus, tinha um namorado e estava bem.

 

S: O Pinko é o amor da tua vida. Como se conheceram?

P: Numa rede social mas jantámos juntos dias depois e a primeira coisa que lhe disse foi isto mesmo: para que não ouvisse da boca de alguma velha gaiteira ou um escroque.

 

S: Reaprendeste a amar?

P: Nunca perdi a capacidade de amar! Eu amo incondicionalmente. Sempre.

 

S: Consideras-te uma mulher ousada. Mais ousada que rancorosa?

P: Não sei se sou ousada, faço o que quero, digo o que quero.

Rancores são contas que um dia se vão por em ordem, nesta vida ou noutra… Sou rancorosa. Mas adoro ser ousada, porque estou a ser autêntica.

 

S: Do que te arrependes?

P: Não ter voltado para o Algarve depois da agressão.

 

Gosto de blogues com seres humanos lá dentro. Não gosto de ver jovens a fazerem mal a animais com prazer. Quem faz mal a animais como os toureiros e outros tantos, para mim, regar com gasolina e adeus.

 

S: O teu corpo é um diário. O que tens escrito nesse diário íntimo?

P: (Risos) Adoro ser única e nisso sou única.

Tatuagem aos 18 anos: o meu nome em sânscrito, a primeira linguagem;

Tatuagem no ante braço exterior: caracter chinês "supera-te em tudo";

Tatuagem feita durante a despedida do Algarve (pedi a um chinês para escrever e ele dizia que era uma frase muito triste): “Vive, como se fosses morrer imediatamente”, esta está na nuca;

Quando me separei: no interior do pulso esquerdo, símbolo japonês de “be free”;

Na Faculdade: uma perto da clavícula em japonês “coragem”;

No interior do ante braço tenho um símbolo do infinito com a frase dos Guns n’Roses: “live n’ Let die” porque cada um é dono da sua vida.

 

S: As tatuagens escondem alguma marca de agressão do passado?

P: Não, não tenho marcas visíveis. As artes marciais ensinam a agredir sem deixar marcas, aprendi mais tarde no Krav Maga mas tenho o nervo ciático danificado.

 

S: O que gostarias de dizer a todas as mulheres que são vítimas de um homem que as agride?

P: “Se deixam passar a primeira, pelo menos aprendam a defender-se para a segunda”.

 

S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas?

P: Que pena só escolher um… (penso, e penso…), uso a caneta para escrever o nome do meu melhor amigo de Albufeira!

Porquê? Porque era uma amizade tão pura e tão divertida, tão fora do comum!

 

S: Obrigado Pink, foi um gosto enorme conversar contigo.

P: Obrigada eu, espero que tenhas gostado da vista da minha varanda e dos cupcakes e chá… O meu motorista n.º 2 leva-te onde quiseres. (Risos)

 

 

11
Ago16

Portugal em chamas!

Sr. Solitário

Acordei com um cheiro a fumo impregnado na minha casa. Abri o estore e uma cortina de fumo envolvia todo o ar, tal como um nevoeiro denso, acinzentando todo o espaço que os meus olhos conseguiam ver.

A janela do quarto de banho ficou aberta, para refrescar as paredes da casa que ainda estão aquecidas pelo sol quente que nos visitou durante todo o fim de semana, e quando me dirigi para esse local fiquei estupefacto com aquilo que vi. Estava tudo sujo, cheio de partículas negras que mancharam toda a louça branca.

 

Tomei o meu pequeno almoço e fui fazer a minha caminhada matinal. O mesmo cenário, ou até pior, se passa na rua. Tudo sujo, negro.

Caminhei pouco, pois estava com muita dificuldade em respirar, no mínimo precisava de uma máscara de oxigénio. Desde que acordei que ainda não consegui respirar ar puro!

O sol é uma bola de fogo alaranjada que aparece num céu coberto por fumo e mais fumo e chove, chove cinza!

 

Tudo está coberto com um manto de cinza, como se de neve se tratasse, e os meus olhos ardem quando alguma partícula entra facilmente por eles, basta mexer-me que elas voam de todos os cantos.

Posso mesmo dizer que estou perto do inferno, pois ele está mesmo a poucos quilómetros de mim. Arouca.

 

13882304_1086274288076189_2909934595313211978_n.jp

13892108_1063480060401525_4713567508461737862_n.jp

13903249_651042811711015_4386589255138279882_n.jpg

 

 

Nota: Estas imagens não são de minha autoria, foram retiradas do Facebook de amigos que, por sua vez, as partilharam de sites que desconheço.

Pág. 1/2

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D