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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

30
Jan18

Pequenos grandes sonhos

Sr. Solitário

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Quando era pequeno sonhava ser professor. Deslumbrava-me só de pensar que podia ensinar as crianças a ler e a escrever, a fazer contas de dividir, ajudá-las a memorizar os rios de Portugal e educá-las de uma forma meiga e atenciosa.

 

Quando era um adolescente sonhava ser ator de uma novela ou até mesmo apresentador de televisão. Fascinava-me tudo aquilo que se passava diante do pequeno ecrã, queria tornar-me numa pessoa famosa, ser o orgulho de todos os meus familiares. Fiz imensos castings onde eu incorporava vários personagens marcantes e, no fim, era aplaudido por uma vasta multidão que me adorava.

 

Quando fui um jovem adulto sonhava ser cantor. Tantas canções escrevi, decorava-as e cantava-as ao meu próprio estilo e acreditava mesmo que no meio de tantas cantigas pudesse estar o meu grande êxito. Imaginava grandes concertos que faria por este país fora e quem sabe até no mundo!

 

Agora que sou adulto, um adulto com uma alma muito jovem, sonho tornar-me num escritor. Dar vida a todas aquelas personagens que ainda passeiam pela minha cabeça e que, de alguma forma, fazem parte de mim. Quero contar histórias, as minhas juntamente com as delas, dar um sentido às suas vidas para que eu próprio encontre também um sentido para a minha. Preciso de conceder-lhes a liberdade que elas nunca tiveram para que, num futuro próximo, elas possam me retribuir a minha que está presa numa cabeça imaginária.

 

29
Jan18

Dimanche

Sr. Solitário

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Um sol magnífico brilhava num céu sem nuvens. O vento, um pouco frio, batia-nos no rosto enquanto caminhávamos pelo paredão olhando o mar revolto de Espinho. É sempre agradável ver o mar quando o tempo está ensolarado. Um pescador esperava pacientemente que algum peixe decidisse morder o seu isco, outras pessoas tiravam as suas fotografias e alguns casais aproveitavam o domingo para passear com os seus filhos.

Uma agradável tarde de domingo.

 

De regresso a casa, para aproveitar ainda mais o sol, sentámo-nos juntos na varanda olhando os pássaros que a medo iam debicando as migalhas de pão que estavam na mesa. O sol estava prestes a deitar-se, e nós assistimos ao espetáculo de camarote, envolvidos nas palavras e nos braços um do outro. Quando o sol se pôs, levou com ele todas as promessas como se de um segredo se tratasse. Só ele e os pássaros são testemunhas daquele momento magnífico!

 

São muitas as palavras que quero dizer, tantas que nem sei por onde começar... o destino cruzou no meu caminho um outro solitário que recebi a medo e que, aos poucos, me vai conquistando e eu deixo, porque finalmente sinto que chegou a hora de eu ser feliz.

Ser amado é muito bom, mas ser amado em francês, é ainda melhor. Sim, de verdade! Ele diz Je t'aime e tudo. Que mais posso eu pedir?

 

Boa semana.

 

11
Jan18

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Joël Dicker

Sr. Solitário

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Sinopse

 

Verão de 1975. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas. Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso. Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim. Meses antes, Marcus, discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do seu desaparecimento. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação.

 

Do melhor que já li! Um policial cheio de mistério que nos prende do princípio ao fim, numa narrativa notável e comovente. As personagens que fazem parte desta história ainda vivem na minha mente, não quero que se vão embora, são tão especiais! Há muito tempo que não lia um livro assim tão bom, recomendo vivamente.

 

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