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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

06
Jun18

Feira do livro na Note!

Sr. Solitário

Note! está a realizar uma feira do livro com descontos imediatos que chegam aos 50% até dia 10 de julho.

Hoje passei por lá e, mais uma vez, perdi-me no meio de tantos livros e tantos descontos. A minha vontade era trazê-los a todos! Não que não o pudesse fazer, as funcionárias até me agradeciam, mas é a carteira que não deixa.

 

Após uma escolha muito (mas muito!) demorada, optei por trazer um livro de uma escritora espanhola que não conheço, até porque o livro em questão é o seu primeiro romance, mas a forma como está escrito desde o início, ainda para mais uma história contada na primeira pessoa, cativou-me.

A escritora chama-se María Dueñas e o livro é denominado por "O tempo entre costuras". Podem ler mais informações aqui.

 

Após o comprar trouxe-o entre os braços como se suportasse um bebé, todo contente com o meu brinquedo novo, e já o guardei na minha estante que começa a ficar bastante preenchida. Ainda não o vou ler já, tenho tantos em fila de espera, mas tantos, que por vezes eles gritam por mim para chamarem a sua atenção.

 

Como já referi, a feira do livro da Note! dura até dia 10 de julho e, como podem imaginar, não será o único livro que irei comprar. É necessário ter o cartão Continente para aproveitar os descontos! (Eles têm mesmo grandes descontos, a sério!).

 

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05
Jun18

A Rapariga Alemã - Armando Lucas Correa

Sr. Solitário

 

Andei a "namorar" este livro durante muitos dias. Pegava-o, folheava-o e lia a sinopse por diversas vezes mas dizia sempre que era um pouco caro para o comprar. "Talvez para uma próxima" - dizia sempre... até que chegou o dia em que o Dany me disse: chega! Já andas a vê-lo há muito tempo sempre com vontade de o comprar, eu compro-to. Foi a alegria total.

Li-o em menos de uma semana. É fantástico, poderoso e comovente! Um dos melhores romances que já li, acreditem.

 

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Sinopse:

 

Com o aproximar da guerra, a vida da jovem alemã Hannah Rosenthal mudou.

 

Em 1939, as ruas de Berlim estão decoradas com bandeiras vermelhas, pretas e brancas. Pelas ruas andam «ogres», vestidos com uniformes castanhos.

O pai de Hannah parece mais diminuído a cada dia. E a sua mãe vive sempre com medo. É quando decidem fugir da Alemanha a bordo do navio St. Louis, com destino a Cuba, que lhes dará asilo.

 

Cerca de 70 anos depois, em Nova Iorque, Anna Rosen recebe uma encomenda.

 

No dia do seu 12.º aniversário, chegam às mãos de Anna fotografias de família do pai, Louis, um cubano que nunca conheceu. O nome da remetente é Hannah, e o pacote vem de Cuba. Louis morrera nas Torres Gémeas a 11 de setembro de 2001, pouco antes de Anna nascer.

 

Qual será a relação entre ambas?

 

Decididas a desvendar os mistérios do homem das suas vidas, Anna e a mãe viajam até Cuba para conhecerem Hannah, que as espera. Conseguirão todas encontrar as respostas que procuram?

 

De Berlim, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, a Cuba, à beira da Revolução; da Nova Iorque pós-11 de Setembro à Havana da atualidade, esta história real mostra-nos toda a força e determinação de gerações de exilados, ainda e sempre à procura do seu lugar no mundo.

 

 

«Fascinante. Uma brilhante apresentação dos terrores, paixões, atribulações, coragem infinita e espírito daqueles de que a história se esqueceu.»

Thomas Keneally

autor de A Lista de Schindler

 

«Dei por mim a não conseguir pousar o livro. Identifiquei-me com que os meus pais devem ter sentido na Alemanha e depois no St. Louis. Uma história belíssima e de partir o coração.»

Judith (Koeppel) Steel

Sobrevivente do St. Louis

 

«Profundo e tocante. Este romance foi pessoal para mim, especialmente por ser contado do ponto de vista de uma menina num navio, tal como eu fui.»

Ana Maria (Karman) Gordon

Sobrevivente do St. Louis

 

 

04
Jun18

Na hora da despedida

Sr. Solitário

Já é noite quando percorremos as ruas dos vários lugares onde passamos. Ambos já conhecemos o caminho de cor mas, para aproveitar cada minuto, o Dany conduz com toda a calma, numa velocidade mínima, só com uma mão pois a outra está sempre entre as minhas no meu colo.

Passamos um excelente fim de semana, aliás como todos os outros desde que o conheci, porém já é domingo à noite... como o tempo passa rápido!

 

Mon amour, tu vas me manquer - meu amor, vou sentir a tua falta - diz-me sempre que estamos prestes a aproximarmo-nos da minha casa e o meu coração começa a ficar pequenino. Aperto mais a mão dele entre as minhas e ele leva uma das minhas aos seus lábios para a beijar como sempre faz.

Estacionamos perto, na berma da estrada mais à frente, para fugir um pouco ao movimento dos restaurantes da minha aldeia. Olhamos para trás e para a frente, o caminho está livre, ninguém nos vê. Beijamo-nos e abraçamo-nos num abraço apertado e longo. Ah como eu queria parar o tempo ali!

 

Dizemos "boa noite" e "dorme bem" umas 3 ou 4 vezes, como somos tolos! Nenhum de nós quer ir embora, mas tem que ser. A vida não para.

Saio do carro e caminho em passos apressados até minha casa para fugir do frio. Contudo, ainda consigo vê-lo partir e, na obscuridade do seu carro, vislumbro o seu sorriso enquanto me acena, e ainda consigo ler nos seus lábios as palavras "Je t'aime".

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