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Sr. Solitário

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Sr. Solitário

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06
Jun18

Feira do livro na Note!

Sr. Solitário

Note! está a realizar uma feira do livro com descontos imediatos que chegam aos 50% até dia 10 de julho.

Hoje passei por lá e, mais uma vez, perdi-me no meio de tantos livros e tantos descontos. A minha vontade era trazê-los a todos! Não que não o pudesse fazer, as funcionárias até me agradeciam, mas é a carteira que não deixa.

 

Após uma escolha muito (mas muito!) demorada, optei por trazer um livro de uma escritora espanhola que não conheço, até porque o livro em questão é o seu primeiro romance, mas a forma como está escrito desde o início, ainda para mais uma história contada na primeira pessoa, cativou-me.

A escritora chama-se María Dueñas e o livro é denominado por "O tempo entre costuras". Podem ler mais informações aqui.

 

Após o comprar trouxe-o entre os braços como se suportasse um bebé, todo contente com o meu brinquedo novo, e já o guardei na minha estante que começa a ficar bastante preenchida. Ainda não o vou ler já, tenho tantos em fila de espera, mas tantos, que por vezes eles gritam por mim para chamarem a sua atenção.

 

Como já referi, a feira do livro da Note! dura até dia 10 de julho e, como podem imaginar, não será o único livro que irei comprar. É necessário ter o cartão Continente para aproveitar os descontos! (Eles têm mesmo grandes descontos, a sério!).

 

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20
Mar18

Escândalos Privados - Nora Roberts

Sr. Solitário

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Sinopse

 

No mundo glamoroso dos talk-shows, as estrelas mais brilhantes escondem os segredos mais negros.

Desenrolando-se no glamoroso mundo da televisão, Escândalos Privados conta-nos a história de Deanna Reynolds, a apresentadora de um pequeno talk-show em ascensão. Bonita, sincera e muito profissional, Deanna decide então partir para Nova Iorque, determinada em tornar-se a melhor dentro do género. Mas isto fá-la atravessar-se no caminho da sua antiga mentora, Angela Perkins, a actual rainha da televisão e uma mulher perigosa de desafiar.

Angela não hesita em roubar convidados, fazer chantagem e até atravessar os limites do bom jornalismo para combater a crescente popularidade de Deanna. E o romance desta com o famoso e encantador repórter Finn Riley, por quem Angela sempre teve uma paixão, só aumenta a tensão. Mas a prova de que as coisas podem sempre piorar é o aparecimento de um fã obcecado, que deseja Deanna só para si, e que começa a matar todos aqueles que se aproximam dela...

 

Este livro trouxe-me um misto de emoções que vão desde a curiosidade à impaciência. A história é interessante, no entanto a rivalidade entre as duas grandes estrelas de televisão dura até quase ao final do livro, e depois tudo acontece tão depressa... Fiquei um pouco desiludido por a escritora não desenvolver mais a história do fã obcecado que, na minha opinião, seria mais interessante do que a rivalidade presente na maioria das páginas que compõem o romance.

Contudo, Nora Roberts, a escritora que vende milhões de livros em todo o mundo, é sempre aquela escritora que nos proporciona boas histórias, bons enredos e, acima de tudo, momentos únicos de emoções.

 

02
Ago17

História de um Canalha - Julia Navarro

Sr. Solitário

Este foi o primeiro livro que li desta autora e devo dizer que fiquei logo fã desde as primeiras páginas. É algo que não sei explicar muito bem, a sua escrita é tão envolvente, tão marcante, que dificilmente conseguimos parar de ler. Há muito que já não lia um livro assim.

 

Esta é a história de um homem completamente sem escrúpulos, desprovido de sentimentos, que não olha a meios para atingir os seus objetivos. É capaz de tudo para conseguir o que quer...

É um romance completamente diferente daquilo a que estamos habituados, em que a personagem principal é sempre uma vítima e que lhe acontece tudo e mais alguma coisa... neste romance os papeis são invertidos e testemunhamos ao longos destas páginas, na primeira pessoa, a vida e os atos de um vilão.

 

Dos melhores romances que já li, sem dúvida nenhuma! Muito bom.

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12
Dez16

À conversa com... Richard Zimler

Sr. Solitário

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É com uma enorme honra que, hoje, reinicio esta rubrica com um convidado muito especial para mim. Trata-se de um grande escritor que muito estimo e que me alegra tanto que tenha aceite estar à conversa comigo. Gosto muito, ou melhor dizendo, adoro a escrita dele, como já referi inúmeras vezes aqui no blog. Recomendo a leitura de todos os seus romances, cada um tem uma história que nos marca do início ao fim, sempre com uma mensagem emotiva.

Bem, sem mais delongas, Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... Richard Zimler.

 

Sr. Solitário: Olá Sr. Zimler, bem-vindo ao meu cantinho. É com muita honra que faço esta entrevista humilde e da qual tenho a certeza que será do agrado de todos os meus leitores. Em primeiro lugar, eu começava por lhe perguntar se alguma vez pensou que seria um escritor tão bem conceituado como é?

Richard Zimler: Sonhei com a possibilidade de publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um escritor apreciado pelos leitores de muitos países diferentes – os EUA, Portugal, Inglaterra, França, etc...  Estou muito grato todos os dias.

 

S: “O Último Cabalista de Lisboa” é o seu primeiro romance entre outros que se seguiram que retratam o grande massacre que os judeus sofreram ao longo dos anos. Porquê a necessidade de escrever sobre esse assunto?

RZ: Acontece que tenho uma personalidade subversiva. Gosto de explorar temas – e injustiças, em particular – que as outras pessoas prefeririam esquecer ou branquear. Suponho que seja a minha tentativa de retificar – um pouco – uma situação intolerável. O meu feito talvez seja em parte o resultado de eu ter nascido judeu (um povo que tem uma historia de perseguição muito longa). No caso de “O Último Cabalista de Lisboa”, 2000 Cristãos Novos foram mortos e queimados no Rossio. E depois completamente esquecidos. Quase ninguém em Portugal sabia da existência deste massacre antes de eu escrever o livro. Pensei: Estes Cristãos Novos merecem mais! Merecem, no mínimo, serem lembrados, porque eram pessoas tão reais como eu. Então, comecei a criar Berequias e Abraão Zarco e as outras personagens do romance.

 

S: "Os Anagramas de Varsóvia", "Meia-noite ou o princípio do mundo" e a "Sétima Porta" fazem parte do meu top de livros. Em que se inspira para escrever histórias tão marcantes?

RZ: Ainda bem que gostou tanto desses livros! São três romances muito diferentes, mas o fio condutor talvez seja o meu desejo de falar pelas pessoas cujas vozes são sistematicamente silenciadas. No caso de “Os Anagramas de Varsóvia”, exploro a vida quotidiana no gueto judaico de Varsóvia. “A Sétima Porta” trata da esterilização e matança de pessoas deficientes durante a ditadura dos Nazis em Alemanha (um crime contra a humanidade quase esquecido). Em “Meia-Note ou o Princípio do Mundo”, falo dos bosquímanos, um povo de África austral dizimado pelos colonizadores europeus (e pelos Zulu também).

 

S: "A Sentinela" é o seu primeiro policial, mostrando uma outra habilidade sua enquanto escritor. Teve algum receio de que este romance "diferente" não fosse tão bem aceite?

RZ: Esperava... Mas não há garantias. Tenho livros que foram grandes sucessos em muitos países e outros que foram fracassos. Por exemplo, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” vendeu bem em Portugal, Inglaterra e França, mas foi um fracasso nos EUA e Itália. As vezes, depende do trabalho da editora. Infelizmente, nem todas as editoras são competentes. No caso de “A Sentinela”, pensei que teria alguma possibilidade de ser apreciado pelos leitores portugueses porque o livro lida frontalmente com a crise económica (e moral!) no país.

 

S: O que sente um escritor quando vê a sua obra tornar-se um bestseller em vários países? Sente que cumpriu o seu objetivo?

RZ: O meu objetivo é sempre o mesmo: escrever um maravilhoso livro – um livro cativante, inteligente e poético.  Por isso, as vendas – bom ou mal – não tem a ver com o meu grau de satisfação com o livro. Tendo dito isso, vender bem é importante, sobretudo porque se um livro vende mal, a minha editora não vai continuar a publicar os meus livros. Hoje em dia, a única coisa que conta no mundo editorial é vendas (lucros). A qualidade da historia e da escrita são fatores muito menores da perspetiva das editoras. É uma situação muito lamentável, na minha opinião.

 

S: Dentro do estojo da sua vida há um lápis para escrever o seu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o seu mundo e uma caneta para escrever em si um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usaria? Porquê?

RZ: Talvez fosse o compasso, porque adoro criar universos paralelos para mim e para os leitores. Penso da capa dos meus livros como uma porta. Ao abrir o livro, o leitor passa pela porta e entra num mundo da minha criação!

 

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